Resenha

[Resenha] Amor em Processo, de Alessandra Tavares – @ChiadoEditora

Oi! Estou de volta e dessa vez vou de nacional. Pois é, que nos acompanha sabe que levantamos a bandeira da literatura brasileira.

Durante a leitura tive oportunidade de trocar e-mails com a Alessandra, a autora, que é de uma simpatia sem tamanho. E o fato de descobrir em uma entrevista que grande parte dos livros que a acompanharam na sua adolescência foram os mesmos que os meus, me deixou mais feliz para conhecer  sua escrita. Então, vamos lá?!

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Book Tour

[Book Tour] Intenso Demais, de S. C. Stephens

Estou passando para dizer que essa semana será cheia de novidades. Faremos a divulgação do Intenso Demais, primeiro livro da Trilogia Rock Star da S. C. Stephens que chegou ao Brasil pela Editora Valentina. E para segunda-feira temos a apresentação dele pra vocês.

capa de livro

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 Hey! Psiu!!! Tem mais. Para de ficar contemplando a guitarra e leia logo do que se trata. 😉

sinopseEla ultrapassou perigosos limites e agora não há mais volta. Traição, amor e paixão. Chegou a hora da decisão de uma vida.

Há quase dois anos, o namorado de Kiera, Denny, é tudo que ela sempre quis: apaixonado, carinhoso e totalmente dedicado. Quando os dois se mudam para outra cidade a fim de começar uma nova vida – Denny no emprego de seus sonhos, Kiera numa conceituada universidade –, tudo parece perfeito. Mas então, um imprevisto separa o feliz casal. Sentindo-se sozinha, confusa e carente, Kiera se aproxima de Kellan Kyle, o sexy e sedutor vocalista de uma banda de rock. No começo, ele é apenas um amigo em cujo ombro ela pode chorar suas mágoas, mas, à medida que sua solidão aumenta, o relacionamento ganha força. Até que, uma noite, tudo muda… e nenhum deles jamais será o mesmo.

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Depois dessas informações você ainda tem dúvidas se vai ler ou não? Então confira o primeiro capítulo aqui.

sobre-o-autorS. C. StephensS. C. Stephens é uma autora best-seller que gosta de passar cada momento livre criando histórias que são embaladas com emoção e com bastante romance.

Seu romance de estreia, Thoughtless (lançado aqui no Brasil com o título de Intenso Demais), um impensado triângulo amoroso, cheio de angústia, paixões intensas e o inesquecível Kellan Kyle, transformou o mundo literário em uma tempestade. Maravilhada e surpresa pela resposta vinda do lançamento de Thoughtless em 2009, mais histórias vieram rapidamente. Stephens não parou de escrever desde então.

Além de escrever, Stephens gosta de passar tardes ao sol lendo romances fabulosos, carregar seu iPod com músicas, ir ao cinema e passar um tempo de qualidade com seus amigos e família. Ela mora atualmente no fantástico Noroeste do Pacífico com seus dois filhos igualmente lindos.

Onde encontra: Saraiva

Resenha

[Resenha] Eleanor & Park, de Rainbow Rowell

Livro: Eleanor & Park

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

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imagem Sinopse:

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Essa resenha contém Spoilers, mas também contém amizade, afeto e companheirismo, se mesmo assim você não gosta, por favor, não continue a leitura!!

“Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa.”

É, seria clichê dizer que existem livros que te deixam sem palavras por sua profundidade e que esse seria um deles. Então me imagine emitindo sons como: Ownn! ou Cute, cute cute! e até mesmo os famosos: Oooooh!!! e Ahhhhhh!!!

Eleanor & Park não é apenas um simples romance adolescente, apesar de retratar esse período da vida dos dois, com todas as suas expectativas, inseguranças, descobertas e lembranças. Nele você encontra bullying, descaso, sexualidade, preconceito, conflitos familiares e, todas as sensações do primeiro amor. Tudo isso em meados de 1986. Então dá para comparar essas questões levantadas nos dias atuais, sendo vivenciadas naquela época? Não é um livro de encontro e sim de união. Nele encontrará questionamentos, que não necessariamente serão respondidos, ele é reflexivo.  Você se ver com o coração na mão de tanta angustia, ou que saiu pela boca de tanta emoção, o que de forma bastante inteligente foi abordado pela Rainbow Rowell, fazendo com que o leitor se identifique com a trama, além de causar um misto de amor e ódio pelos personagens secundários.

Eleanor & Park são os filhos mais velhos, mas existe um abismo que separa a realidade das duas famílias. Como aqueles que você nunca desejaria que um adolescente passasse e que pode marcá-lo por toda a sua existência.

parkEle vive numa família perfeita, com seus pais, um irmão e uma boa condição social, mas tem uma dificuldade enorme em se relacionar com o pai, um militar, que não sabe lidar com as transições da adolescência tão distintas entre ele e seu irmão, ao contrário de sua mãe, que se esforça para compreender suas crias. É descendente de um irlandês com uma coreana. Essa mistura peculiar lhe rendeu olhos tão verdes que podiam transformar dióxido de carbono em oxigênio, segundo a Eleanor. 😮 É amante de HQ’s e música punk. Isso foi o que os uniu, não que ela gostasse desse estilo musical. Ela já chamava atenção por sua vasta cabeleira ruiva, 1962701_438968736206004_1573851243_nherança dinamarquesa, característica de sua família. E seu jeito de se vestir, o que mais na frente descobriremos o motivo. E ainda se acha gorda. Seus pais são separados e ela mora com a mãe e seus quatro irmãos na casa do padrasto, que é um nojo de pessoa, por sinal, argh!!! E é o responsável pela maior parte do drama da vida de Eleanor, ou seria a mãe dela, por colocá-la nessa situação? Seu pai é completamente ausente, então nem vou me deter a esse insignificante detalhe. E ainda se acha gorda. Ela aguçou todos os meus instintos maternais. Vestir roupas de um tamanho duas vezes maior que o seu, sendo masculinas ou femininas, não é tão alarmante, quanto o motivo por escovar os dentes com sal. :/ Não bastasse todo o mal – estar de um primeiro dia de aula, numa escola nova, depois de viver por quase um ano longe sua mãe e irmãos, Eleanor se depara com uma recepção, muito comum, mas que não consigo vê-la como normal, o bullying. Fica conhecida como A Ruiva e passa a ser descriminada pelos colegas. Até que o bom coração de Park fala mais alto.

Park gostaria de estar sentindo somente uma raiva honrada. Gostaria de sentir somente vontade de defender e proteger Eleanor sem sentir… tudo mais.

Os dois se aproximam por uma daquelas situações da vida, que não sabemos explicar a reviravolta que deu. Ele lhe ensina o que significar curtir uma boa música. E passa a compartilhar com ela sua paixão pela leitura, que é a dela também. Foi bom relembrar da minha época de troca dos chamados gibis. Principalmente os dos X-men. Ahhh! Eu era a Vampira (ainda gosto desse tema), e me divertia muito ao usar o meu ‘poder’ mutante, mas ver minha primeira mecha de cabelos brancos de verdade, não foi tão divertido assim. 😦   E o assento do ônibus escolar se torna cúmplice do amor deles. “– Acho que nem respiro quando não estamos juntos – ela sussurrou. – O que significa que, quando te vejo na segunda de manhã, foram umas sessenta horas sem respirar.” – Gente inteligente é outra coisa, usa disso até pra trocar declarações de amor. Fiquei completamente perdida. Não sabia de qual dos dois gostava mais. O Park é um fofo ao se descobrir apaixonado. Desejaria que toda garota tivesse um primeiro amor assim. Acho que pendi um pouco para o lado das meninas, né?! Então posso dizer que amei o lado sarcástico da Eleanor, com suas reviradas de olhos e até para lidar com seus sentimentos, já que seu histórico de relacionamentos não ajudava. 1797604_535316583233039_1420574898_n cópia Eleanor & Park é um daqueles livros que faz você grunhir: – MEU! – quando alguém te pede emprestado. Tem uma playlist bem diversificada, que trás U2 da década de 80, gente, (o Park fazendo jus ao bom irlandês que era) tão – tão bom. 😉 Também tem uma linda diagramação. É diferente de qualquer YA que você já leu. Ele foi indicado ao The Michael L. Printz Award, ou Printz como é conhecido, por Excelência em Literatura YA, é vencedor do prêmio Melhor Livro de YA de 2013 no Goodreads e Best-Seller do The New York Times. Foi apadrinhado por John Green que em sua resenha para o New York Times disse: “– Eleanor & Park me lembrou não apenas de como é ser jovem e apaixonado por uma garota, mas também de como é ser jovem e apaixonado por um livro.” E qual não foi a minha surpresa ao saber que a DreawWorks Studios comprou os direitos de adaptação para o cinema. \o/ \o/

Embarque nessa viagem apaixonante. Tenha uma ótima leitura e volte aqui para dizer o que achou. 😉

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Sobre a autora:

Rainbow

Rainbow Rowell escreve livros. Às vezes sobre adultos, às vezes sobre adolescentes. Mas sempre sobre pessoas que falam muito. E pessoas que sentem como se estragassem tudo. E pessoas que se apaixonam. Quando está escrevendo, Rainbow lê quadrinhos, planeja viagens à Disney e discute sobre coisas que, na realidade, não importam. Vive em Nebraska com o marido e dois filhos.

Fontes: HCPL  EW

Resenha

[Resenha] Amigas para Sempre, de Kristin Hannah

Livro: Amigas para Sempre

Autora: Kristin Hannah

Editora: Arqueiro

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CAPA-Amigas-para-sempre sinopse Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

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Katherine Mularkey tinha acabado de entrar na adolescência e já se sentia um desastre: não tinha amigas, usava aparelho nos dentes e óculos fora de moda. No entanto, quando a garota mais popular da escola se mudou para o outro lado da rua, sua vida mudou por completo. Tallulah Hart era bonita, divertida, o centro das atenções. E, o melhor de tudo: assim como Kate, precisava de uma amizade verdadeira. Quando Tully foi obrigada a morar com a avó, as duas mantiveram contato por carta. Mesmo distantes, eram inseparáveis. Fizeram faculdade juntas, se formaram em jornalismo e trabalharam no mesmo canal de TV. Depois uma se casou e teve filhos e a outra investiu cada vez mais na carreira. O foco de suas vidas mudou, mas algo essencial permaneceu inalterado: a amizade que as unia. Porém um único passo em falso irá pôr à prova esse laço inabalável. Traição ou apenas um erro? Em Amigas para sempre, Kristin Hannah faz um retrato fiel de uma amizade complexa e duradoura e nos leva por uma história de amizade, companheirismo e perdão. resenha Uma estreia é sempre emocionante, as lágrimas estão presentes. Eu as derramaria ainda que não fosse a minha primeira vez. Sou chorona mesmo, pronto, falei! Escolher um livro para ler deveria ser comparado a trabalhar com uma empilhadeira, acabamos construindo colunas e mais colunas, correndo o risco de nossa próxima escolha estar bem no meio e ao puxa-lo, tudo desmorona ao nosso redor.

Ler Amigas para Sempre é uma viagem por três décadas, que nos levam a acompanhar o crescimento, o amadurecimento e a quase ruína de uma amizade.


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É a história de Tully, a garota popular e descolada que demonstra uma vida de perfeição e da tímida estudiosa Kate, que tem tudo pra ter uma vida feliz, mas não enxerga assim. E são unidas por um segredo que mudará suas vidas para sempre. Ao ponto de serem vistas e chamadas como uma só, onde partilham durante os anos: a família, a escola (e mais na frente a faculdade), os garotos e as carreiras. E com isso torna-se uma história de amor, onde duas pessoas completamente diferentes se descobrem tão parecidas, onde o que falta numa, a outra completa e vice-versa. É um ciclo sem fim. Até que algo acontece. Será que somente uma traição poderia quebrar esse elo?

Que laço mágico é esse que existe numa amizade que nem o tempo ou a distância é capaz de separar, que as situações da vida não o conseguem romper?

– Por que será que escolheram esse nome, alameda dos Vaga-Lumes? – perguntou Tully.  Nunca vi nenhum vaga-lume aqui. Kate encolheu os ombros.

– Perto da ponte velha tem uma rua que se chama Missouri. Talvez algum fundador da cidade estivesse com saudade de casa. Ou perdido.

– Ou talvez seja mágica. Esta pode ser uma rua mágica – cogitou Tully, virando-se para a outra. – Isso poderia significar que nós nascemos para ser amigas.

Tentando descobrir me vi num misto de emoções. Entre querer bater na Tully, sacolejar a Kate ou mesmo tranca-las num quarto escuro até fazerem as pazes. E isso não apenas no período em que eram adolescentes, gente grande também faz birra sabia? Ora eu sorria, ora chorava. É um livro divertido e ao mesmo tempo nostálgico, não apenas pela playlist que nos embala da década de 70 até à década passada. É daqueles livros que te fazem parar para pensar, rever suas atitudes e colocar na balança seus conceitos sobre amizade e companheirismo, sobre o que somos humanamente capazes de fazer. A Kristin Hannah soube chamar minha atenção do início ao fim, quer dizer, até um pouco mais do fim, já que vivo pensando há alguns dias. Fui pega de surpresa, pois foi o primeiro livro que li dela e ninguém me avisou que precisava ler num local arejado e confortável, com uma caixa de lencinhos do lado e uma xícara de chá. Que te daria vontade de fechar o livro e passar horas ao telefone com sua melhor amiga, só para dizer: – Estava lendo algo e lembrei de você. – para relembrar o tempo de infância, as aventuras da adolescência e até as discussões da fase adulta. E não deixar para trás amizades adquiridas ao longo do tempo? Não compartilharam a infância juntas, mas é quem te acompanha nas compras, no cinema, te dar um chocolate para aqueles dias e sempre percebe quando você precisa tomar sorvete napolitano. E mesmo com a distância tentando separá-las, estar online, a qualquer hora, só para você. E nunca deixará de levantar a sua estima dizendo: – Ponha fogo no mundo.

“(…) sabia que o amor não evaporava. Ele esmaecia, talvez, perdia a cor como objetos deixados ao sol, mas não sumia.”

Amigas para Sempre é o primeiro livro da série Firefly Lane. Ah! E o segundo, Por Toda A Eternidade já está em mãos e dessa vez não estarei desprevenida.

Uma boa leitura e muitas curtidas com as amigas. 😉

Onde comprar:

Saraiva

Sobre o autor Kristin-Hannah2Kristin Hannah é autora best-seller do The New York Times e ganhadora de inúmeros prêmios literários, inclusive o Golden Heart, o Maggie e o National Reader’s Choice. Nascida na Califórnia, mudou-se ainda na infância para Washington. Ex-advogada, começou a escrever quando engravidou e viu-se obrigada a ficar de repouso por cinco meses. Desde então, escrever, para Hannah, tornou-se uma obsessão. Vive com o marido e o filho no Havaí.