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[RESENHA] “Heroínas”, de Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares por Galera Record – @laura_conrado @pamgoncalves @Rayctjay @galerarecord

Boa tarde!!!

Três contos, três releituras, e várias heroínas.

Os contos destas três autoras tratam de alguns temas sérios, trazendo heroínas capazes de ganhar várias vitórias.

Confiram abaixo a resenha dos contos de “Heroínas”.

Três escritoras brasileiras — Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares — reinventam clássicos para inspirar cada vez mais heroínas. Não faltam heróis. Dos clássicos às histórias contemporâneas os meninos e homens estão por todo lugar. Empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudam e já está mais do que na hora de as histórias mudarem também. Com discussões feministas cada vez mais empoderadas e potentes, meninas e mulheres exigem e precisam de algo que sempre foi entregue aos meninos de bandeja: se enxergar naquilo que consomem. Este é o livro de um tempo novo, um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo a literatura. Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animais. A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram. E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares. Indignada com a situação da comunidade em que vive, a garota usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças. Este é um livro no qual as meninas salvam o dia. No qual elas são o que são todos os dias na vida real: heroínas. Finalmente.

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1 – “Uma por todas, todas por uma”, de Laura Conrado

Aqui nós acompanhamos as aventuras de Daniela d’Artagnan, uma garota de 17 anos que sonha em seguir os passos dos pais e ser veterinária, além de trabalhar na ONG Mosqueteiros, que acolhe animais abandonados e oferece atendimento gratuito aos animais de famílias carentes.

Logo de cara já amei Daniela, e o principal motivo é ela amar tanto os animais. Ela chega a fazer confidências para alguns de seus cachorros de estimação.

O conto é uma releitura de “Os Três Mosqueteiros”, onde Daniela se une a Agnes, Aline e Poli, que são estudantes de Medicina Veterinária e estagiárias na Mosqueteiros.

As quatro garotas vivem grandes desafios à bordo do Monza Alado de Agnes. Os desafios começam em conseguir famílias para adotar os animais da ONG, a terem de salvar a Mosqueteiros.

Este é um conto de amizade, união e de seguir nossos princípios. Uma história fofa e com grandes ensinamentos.

Eu aprendi a escutar e a valorizar a fala da outra, ainda que, às vezes, seja uma fala diferente da minha; a voz de toda mulher deve ser respeitada. Sororidade é isso, né?  É a gente se reconhecer uma na outra.

2 – “Formandos da Távola Redonda”, de Pam Gonçalves

Imagine se o dinheiro da festa de formatura do ensino médio de sua escola fosse roubado à poucas semanas da festa. Agora imagine você ter de assumir esta missão de formar uma nova comissão de formatura, que terá de levantar dinheiro em tempo recorde para que tudo saia bem.

É isso que acontece com Marina Artiaga. E pra ajudá-la nessa missão são convocadas duas pessoas de cada turma do terceiro ano de sua escola, e adivinhem só: apenas meninas toparam participar.

A história traz todo o drama e as dúvidas da adolescência, com muita leveza. Marina vive toda a pressão das provas do ENEM, além do embuste de um namorado que só sabe pôr ainda mais pressão nela. Mas, ao assumir a comissão de formatura, Marina aprende mais sobre si mesma, ganha novas amigas, e vê o quanto a união é capaz de fazer verdadeiros milagres.

Esta é uma releitura de “O Rei Arthur e Os Cavaleiros da Távola Redonda”, onde a união entre seis adolescentes faz com que acabem se tornando as heroínas de sua escola.

O futuro daquele grupo era incerto, mas saber que elas pensavam um pouco no objetivo comum deixava Marina mais tranquila.

3 – “Robin, A Proscrita”, de Ray Tavares

Esta releitura de “Robin Hood” já começa trazendo emoção.

A heroína da vez é Roberta Horácio, uma garota que ficou órfã há pouco mais de um ano, e que pratica crimes cibernéticos para ajudar sua comunidade, a Selva de Pedra.

Roberta rouba de políticos e religiosos corruptos, e isto com o apoio de suas duas amigas, Willa e Pequeno, e também do pastor Tucano. Mas, seu principal alvo é Marcelo Felizzi, que enriqueceu as custas dos fiéis da igreja, e que Roberta nutre raiva por algo que ele fez, ou melhor, deixou de fazer por sua família.

Uma história com muito bom humor, daquelas que nos momentos mais tensos algo acontece e nos faz rir. A autora ainda aborda temas sociais com muita leveza, nos fazendo refletir e desejar que existisse uma Roberta Horácio, alguém que fosse capaz de trazer de volta ao povo todo o dinheiro que lhe foi tirado pela corrupção.

Apesar de estar sentindo como se pudesse voar, Roberta ainda era uma pessoa extremamente racional, e pessoas extremamente racionais precisam cobrir todas as possibilidades de desastre antes de agir.

Não sei nem por onde começar a falar sobre o que estes três contos representaram pra mim, pois estas heroínas nos trazem grandes lições.

São três histórias, da qual passamos a vida ouvindo que os homens eram os grandes heróis, que eles venciam as batalhas; mas agora surgem estas três autoras, que usaram nosso país como cenário, que com leveza trataram de temas sérios, e que trouxeram mulheres super empoderadas, que não precisaram de homem nenhum para salvar o dia.

Embora tenha gostado muito dos três contos, o que me deixou mais apaixonada foi o da Ray. Os motivos foram dela abordar temas tão sérios, fazendo vir à tona o desejo de muitos brasileiros, além de trazer muito humor e uma playlist de arrasar.

Achei esta capa a coisa mais linda deste mundo! Amei a cor, a composição de imagens, as letras em alto relevo, além da diagramação, onde cada conto tem a sua própria, de acordo com a identidade da história.

Então, leiam estes contos e percebam que não precisamos de espadas e sangrentas batalhas para nos tornarmos heroínas, basta apenas nos unirmos e lutarmos por uma boa causa.

 

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5 comentários em “[RESENHA] “Heroínas”, de Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares por Galera Record – @laura_conrado @pamgoncalves @Rayctjay @galerarecord

  1. Oi Rê,
    Não imagina como estou desejando loucamente esse livro ..
    O fato de ter heroínas mulheres surpreende sim, mas, vamos combinar que é natural não é? Afinal, mulheres lutam todos os dias, e são mais do que heroínas!!
    Voltando aos contos, amei a forma que as autoras trataram suas protagonistas e os temas trabalhados, confesso que o que mais gostei foi o da Pam, imagina que será divertido!!
    Fiquei curiosa sobre o último já que falou dele com tanta empolgação, mas na realidade os três parecem incríveis!
    Bem, só digo que quero muito ler!!!!
    Beijos

  2. Renata!
    Gosto demais de livros de contos e ver que são sobre assuntos diversificados, me deixou muito curiosa, principalmente pelo conto do Rei Arthur, amo tudo relacionado à Távola Redonda.
    Bom final de semana!
    “A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta.” (Blaise Pascal)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JULHO – 5 GANHADORES – BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

  3. Ahh ameiiii💕,eu sempre ficava com um pé atrás para comprar esse livro não conhecia direito do que se tratava o livro é quase não encontrava resenha sobre ele ,mais com certeza agora eu vou comprar 🤗😍os contos deve ser muitoooo legal e diferente de ler. Essa capa é maravilhosa demais 😍😍😍
    Sua resenha tá um amorzinho 💙💙💞

  4. Oii Renata!
    Que livro maravilhoso!!!
    Eu amo contos e este eu ainda não tinha ouvido flar…
    Que capa linda, eu amei!
    Pela resenha os contos parecem bons, eu vou add nos meus desejados já!!
    Bjs!!

  5. A ideia é bacana e imagino que tenha sido uma leitura muito boa. Colocar mulheres em releituras de histórias protagonizadas por homens me deixa bem curiosa além de ser uma oportunidade de conhecer a escrita das autoras que ainda não li 😉

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