Semana Especial

[SEMANA REENCONTRO DE AMOR] Entrevista com a autora Ruth Arnaldo

Estou tão feliz com essa oportunidade de fazer os leitores conhecerem mais um pouco dessa autora maravilhosa que eu respeito demais.

Ruth Arnaldo é natural de Juzeiro, interior da Bahia, onde reside atualmente com o marido e dois lindos. Graduada em História pela Universidade de Pernambuco tenho verdadeira fascinação não só pela história, mas também pela literatura.

E tivemos a oportunidade entrevistar essa autora fofa e mega atenciosa, e como já é o terceiro livro consecutivo dele que tenho o prazer de ler, fico ainda mais honrada em conversar um pouco sobre o que anda passando nessa cabecinha criativa e fazer nossos leitores a conhecerem melhor.

Vamos lá?!

 

EBTB: Como foi sua percepção de que precisava escrever?

Ruth: A escrita sempre foi muito presente na minha vida desde pequena, quando entrei na adolescência, lá pelos 14 anos, meu irmão queria que me focasse e canalizasse minha energia em algo. Estava na fase rebelde e andava com muitos amigos e nem ia direto para casa após a escola, então ele me perguntou se eu queria aprender a tocar violão ou fazer teatro, mas nenhuma dessas opções me interessava. 

Então um dia me presenteou com uma agenda e pediu que eu escrevesse tudo o que gostava, meus sonhos e minhas aspirações. E nelas eu misturava tudo: relatos dos meus dias, dos meus amigos, fazia alguns resumos de tudo e assim fui me apaixonando pela escrita. Ainda tenho caixas cheias com minhas agendas que só fui capaz de abandonar quando tinha 25 ou 26 anos. 

EBTB: Lembra como surgiu a primeira história na sua cabeça?

Ruth: Minha irmã sempre amou romances de banca e com 12 anos já lia alguns escondida dos meus pais. E nas minhas agendas ás vezes eu fazia pequenas histórias que misturavam um pouco dos meus sentimentos com esses romances que eu lia. 

Mas somente em 2015 senti um desejo muito forte de escrever porque eu sentia falta de algo, e percebi que era da escrita. Então uma noite assistindo uma reportagem na TV apareceu o caso de um rapaz que presenciava algo e isso o colocava sob proteção policial, e mesmo quando o noticiário acabou fiquei matutando durante toda a noite e nem consegui dormi. Fiquei pensando em como seria a vida de um personagem assim e como seguiria em frente. Pensei em como seria se fosse uma menina e naquela mesma noite comecei a escrever um esboço com antes e depois da vida dela, todo o sofrimento e angústia, mas também percebi que ela precisava de um príncipe – um cara – que tenha mais qualidade do que defeitos para compensar tudo o que a vida tinha feito com ela. 

EBTB: Como foi o processo? Sacie nossa curiosidade…

Ruth: Essa história surgiu tão forte que no dia seguinte já estava escrevendo e eu não conseguia parar. Todo dia escrevia um pouco e comecei a pesquisar as partes dos processos de escrita que não conhecia. Como iniciar um capítulo, como compor diálogos, como finalizar capítulos, como terminar um livro, e nisso juntei minhas experiências como leitora com tudo o que tinha pesquisado.

Dentro de dois meses e meio Uma Jogada de Amor estava pronto. Lembro de cada sensação escrevendo, cada coração acelerado e  cada pesquisa que precisei fazer. A partir daí eu tive certeza que era isso que eu queria para a minha vida. E eu não ligava se iria publicar ou não, só queria ter amigos ou pessoas que quisessem ler. E assim nasceu o desejo de escrever no meu coração… bom, na verdade eu já tinha o desejo, mas eu queria perpetuar, colocar em prática

EBTB: Uma Jogada de Amor foi sua primeira criação como nos contou, mas você tem outros projetos engavetados? 

Ruth: Em um formato completo sim, Uma Jogada de Amor foi o primeiro. Mas durante a adolescência iniciei algumas histórias que iniciei, dei forma em algumas coisas, e até consegui chegar na metade. São histórias boas e apesar de estarem muito cruas consigo vejo algum potencial e penso em retomá-las em algum momento e finalizar.

EBTB: De onde surgiu o nome da série DRIBLANDO O DESTINO?

Ruth: Na verdade, eu queria que Driblando o Destino fosse o nome original de Uma Jogada de Amor, mas acabou acontecendo assim, de ser o nome da série. 

Não quero soltar nenhum spoiler para quem não leu os primeiros livros, mas o destino sempre foi muito forte na vida do Sebastian e Isadora (Duologia Uma Jogada, composta por 2 livros e 1 conto) e quem leu o livro até o final sabe que o destino brinca muito com eles.  Mantive o Jogada por ter a ver com o futebol que faz sentido na história, e usei o Driblando para toda a série. Os demais personagens seguem a mesma lógica. Rose e Jack (Reencontro de Amor, livro único) também driblam o destino por superarem cinco anos longe e todas as outras diferenças. Juan e Rosa (Duologia Sonhos de Amor, composta por 2 livros) que também dão um baile no destino por tudo que faz com a vida deles.

EBTB: Como você decide se algum personagem vai ter voz em uma próxima obra? Ou é pedido dos seus leitores?

Ruth: Quando um personagem entra na história, se ele for ter uma participação pequena não dou nem nome para ele. Por exemplo: um menino que veio deixar um recado ou a pessoa que estava atendendo no balcão, no máximo dou algumas características.

Mas se o personagem vai ter uma participação maior, então costumo já dar um corpo. Um nome, várias características e crio uma pequena história para ele, porque inicialmente eu não penso que ele possa ter um livro, mas talvez com o tempo aquele personagem possa cativar a mim e os leitores. E depois me pedirem, vai ser preciso ter uma sustentação, uma história legal por trás dele porque se não tiver uma base vou achar muito difícil escrever ou criar algo sobre ele simplesmente do nada. Preciso de uma base.

Confesso que crio alguns personagens já pensando que poderiam ser protagonistas de outro livro, e outros, fico esperando a reação dos leitores. Dois exemplos disso foram o Jack, que eu não pensava nele como um personagem principal, mas as leitoras sempre me falavam que queriam um bônus na visão dele ou um conto. E a outra é a Valentina que surgiu sem pretensão, mas que tomou muita intensidade ao querer um livro dela e fiquei muito surpresa pois ela é muito novinha e prometi a algumas leitoras me lançar na área do Young Adult futuramente. Pedidos carinhos sempre me dão ânimo!

EBTB: O que Reencontro de Amor significa para você?

Ruth: Na minha cabeça “reencontro” arremete a ideia de segunda chance. É algo que duas pessoas se conheceram, viveram e se apaixonaram mas não foi em frente por algum motivo; talvez pela idade, trabalho, personalidade diferente. Algo os impediu de viverem aquela história. E de repente anos passaram e houve um reencontro, e automaticamente aquele amor não vivido tem uma segunda chance de aflorar.

Como uma pessoa muito romântica e que acredita em alma gêmea, destino e reencontro, vi na Rose e no Jack a oportunidade de colocar isso em prática. Pois no primeiro momento eles acham que não tem nada a ver um com o outro, que são completo opostos e que aquele nem é o momento para ficarem juntos. Mas o reencontro mostra para os dois que há uma chama forte, se desafiam e Jack retorna muito disposto a tudo e nada fica no caminho deles.

EBTB: Você diz que Jack e Rosie são personagens maduros. Porque decidiu dar esse tom para eles já que os livros anteriores (Isadora e Sebastian) vieram de um ambiente de faculdade e descobertas. Foi uma grande mudança!

Ruth: Em primeiro lugar, a história deles tem um salto de cinco anos e automaticamente ficam mais velhos. Mas  no contexto inicial, quando Jack e Rose se conhecem, minha intenção era que Jack com 23 anos fosse um personagem maduro com uma “alma velha” devido suas atitudes. E como seria uma história de  reencontro era natural Rose já ter terminado a faculdade e iniciado uma carreira. Então cinco anos depois, Rose estaria com 26 e Jack tem 28 anos. Rose estaria formada e tem uma profissão e Jack seria um personagem com vida estabelecida e profissões definidas.

EBTB: Uma coisa que já notei em seus livros é que nunca perdem contato com o anterior. Porque você gosta de dar esse contexto para os leitores?

Ruth: Apesar de meus livros não ficarem sobre a regra de ler na ordem, pois não são, os leitores podem começar a leitura de cada casal por onde quiser; seja a Duologia Jogada, o livro único da Rose e do Jack ou a Duologia Sonhos de Amor.

Mas meu verdadeiro motivo para dar um contexto dos livros anteriores é porque não é uma série de irmãos, e também não é uma série típica em que todo amigo tem um livro.  Os laços que une meus personagens são mais do que laço de sangue, é  uma amizade tão forte que ultrapassa isso. Eles são amigos, família e coração. E a história de um está entrelaçada com a outra e estão sempre prontos a se ajudar um ao outro, e assim gosto de dar aos meus leitores essa oportunidade: de conhecer e acompanhar a vida deles até mesmo após escrever um ponto final no livro anterior. E livre de spoilers, claro!

EBTB: Como foi sua trajetória até assinar um contrato?

Ruth: Em janeiro comecei a escrever, em março o livro estava pronto. Em junho comecei a publicar no Wattpad de forma gratuita e não demorei muito para começar a enviar alguns originais para editoras, mas somente em outubro fechei o contrato com a Autografia. Foram mais ou menos oito meses no total.

EBTB: A série ainda vai continuar? Tem outros livros vindo por aí?

Ruth: Estou escrevendo agora a história Javier e Luna que também se entrelaça na vida dos outros, e estão brigando contra o destino. E vai vir mais histórias por aí. 

EBTB: Como você se sente tocando as pessoas com o que escreve?

Ruth: E tocar as pessoas é a melhor parte. Amo demais, porque sempre quis falar de amor e acredito muito no amor, no positivismo, e apesar de saber que há maldade no mundo, mas também sei que o amor sempre vence no final. Então, sempre tive vontade de tocar as pessoas nas minhas histórias, pois apesar das dificuldades o amor vai vencer. 

Fico muito feliz com cada depoimento que recebo, com o contato do leitor quando acaba o livro, ou quando avalia, me chama para contar sua experiência. Amo quando os leitores escrevem suas resenhas, mas para mim é muito especial quando minhas histórias fazem o leitor serem tocados de uma forma especial, mostrando o que sentiu, se fez refletir sobre algo, se o coração ficou cheio de amor, se deixou feliz. Essa é a melhor parte. Fazer amigos, mesmo que virtualmente, poder conversar, interagir. Meu maior objetivo sempre foi esse e quando consigo é o ápice da felicidade.

Para mim foi uma honra ver os pensamentos profundos dessa autora que tem tanta história boa para nos contar e nos encantar.

Espero que vocês tenham gostado assim como eu! Beijos.

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9 comentários em “[SEMANA REENCONTRO DE AMOR] Entrevista com a autora Ruth Arnaldo

  1. Eu adorei essa pequena entrevista que teve com altura é interessante colocar ela em acessibilidade com os leitores super apoio nas postagens como essas no blog

  2. Oi Clarisse!
    Tão bom conhecer um pouco do processo dos autores… Achei legal o fato da autora ligar seus livros por amizade mesmo não se tratando de seguimento de história…
    Espero que a autora continue publicando mais histórias encantadoras, amei acompanhar a semana e a resenha do livro, espero por outros!
    Beijos

  3. Clarisse!
    Já havia comentado aqui, mas pelo visto, não apareceu…
    Gosto das entrevistas porque podemos saber mais sobre o processo criativo da autora, como chegou as personagens, como desenvolvveu e as possíveis futuras obras.
    Desejo sucesso!
    Uma semaninha plena de amor no coração!
    “Eu escolho um homem que não duvide de minha coragem, que não me acredite inocente, que tenha a coragem de me tratar como uma mulher.” (Anaïs Nin)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

  4. Clarisse!
    Realmente deve ser uma honra entrevistar uma escritora de bons livros.
    A entrevista foi grande, mas boa para nós leitores, porque podemos conhecer desde o começo da jornada dela, seu processo de criação, as escolhas dos títulos e personagens e ainda o que poderá vir por aí.
    Sucesso para ela.
    Um maravilhoso final de semana!
    “Acredite que você pode, assim você já está no meio do caminho.” (Theodore Roosevelt)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
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