Resenha

[RESENHA] “No Escuro” de Elizabeth Haynes por @Intrínseca – @Elizjhaynes @intrinseca

Boa tarde galera!

E mais uma semana começando e seguimos firme e forte com o Mês do Horror. Essa semana teremos algumas coisas diferentes, como resenhas de filmes e mais um pouco do seriado que estreou na Netflix: Mindhunter.

Mas hoje é nossa resenha. Vamos lá?

Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo… Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele.

Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, ela tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela. Sentindo-se no escuro, ela planeja meticulosamente como escapar dele.

Quatro anos mais tarde, Lee está na prisão e Catherine, agora Cathy, tenta reconstruir a vida em outra cidade. Apesar de seu corpo estar curado, ela agora é uma pessoa bastante diferente. Obsessivo-compulsiva, sempre tentando se esconder, vive com medo e insegura. Seu novo vizinho, Stuart Richardson, a incentiva a enfrentar seus temores. Com sua ajuda, Cathy começa a acreditar que ainda é possível levar uma vida normal. Até que um telefonema inesperado muda tudo.

Meu primeiro contato com a escritora Elizabeth Haynes não poderia ter sido melhor. Primeiro eu estava com muito medo, visto que não tinha lido nada do gênero suspense até então, mas levando em conta que tenho outros dois livros dela,  “No Escuro” foi um excelente começo.

Neste thriller psicológico, conhecemos Catherine em duas fases da sua vida: uma no presente em 2008 e outra em 2013, que é perfeito e nos faz ter uma compreensão ainda melhor de como era e é a personagem. Ela, no passado, era uma mulher bem sucedida, divertida e gostava muito de sair com as amigas visitando vários bares e aproveitando bem a vida de solteira. E essa vida desregrada e como um homem a cada noite, a leva a conhecer Lee, um segurança de um dos pubs e assim iniciam um relacionamento.

“Uma parte de mim sentia-se disposta a enfrentar desafios aquela noite. Eu queria me lembrar de como era me sentir livre.”

E com os capítulos intercalados inicia-se uma busca frenética de saber o que aconteceu com a Catherine. Pois no momento em que conhecemos essa mulher vivaz, no próximo somos apresentados a uma outra mulher completamente diferente. Cathy passa a sofrer de TOC e para viver uma vida normal é necessário que confira a porta seis vezes, tem dia certo para fazer compras, ou até mesmo tomar chá, tornando-a cheia de regras e medos. E não é bonito. Senti tudo de uma forma muito agonizante e com medo por mim e por ela.

“Passei a trancar a porta da frente, dando duas voltas na chave, toda noite, assim que chegava. Ao entrar, procurava indícios da presença dele lá dentro, mas não havia nada fora do lugar. Pelo menos nada que eu percebesse.”

Lee além de ser um homem bonito, cavalheiro, forte e que faz inveja nas amigas de Cathy, fazendo que ela não acredite na sorte que tem por ter alguém que faz seu jantar. Mas que apesar de todo seu charme é aquele que vai fazer Cathy viver um verdadeiro inferno. E é assim que notamos o terror de viver um relacionamento abusivo e suas posteriores consequências. Cathy passa a viver momentos tenebrosos não apenas para tentar se livrar de Lee, como também em continuar inteira.

“Sempre achei que mulheres que continuavam levando adiante um relacionamento violento e abusivo só podiam ser umas idiotas. Afinal, em algum momento elas deveriam ter percebido que as coisas tinham saído errado e que, de repente, haviam passado a sentir medo do parceiro.”

Mas em contrapartida, no presente, temos o dia a dia da protagonista tentando conciliar sua nova rotina com trabalho e a mudança repentina de um novo vizinho. Stuart é um psicólogo que entra sem aviso na vida de Cathy, trazendo mudanças e questionamentos. Adianto que é um romance muito diferente de se ver, mas que não tira o brilho de todo o suspense da história; muito pelo contrário, torna tudo melhor.

“Então era ele. O homem do andar de cima. Pela janela da minha sala de estar, eu já o tinha visto entrar e sair do prédio algumas vezes. Certa vez ele estava voltando para casa no momento exato em que eu me preparava para sair para o trabalho. Notei que a porta da rua estava bem fechada, o que fez com que eu me sentisse um pouco melhor, embora ainda tivesse que verificar, é claro.”

Fiquei muito empolgada com a leitura desse livro e acredito que é leitura obrigatória para todos que pensam em um dia entender um pouco de transtorno mentais ou gostam de um bom suspense. Com certeza é um favorito, pois nenhum livro sobre relacionamento abusivo me fez senti o relacionamento tão intensamente como a autora Elizabeth Haynes fez. Ela criou personagens reais, sem maquiagem ou floreio, ainda mais com um assunto tão importante como a violência contra a mulher.

Leitura marcante e viciante. Leiam, não haverá arrependimento.

 

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5 comentários em “[RESENHA] “No Escuro” de Elizabeth Haynes por @Intrínseca – @Elizjhaynes @intrinseca

  1. Boa noite Clarisse.
    E uma historia boa mesmo….adoro suspense😊
    E contribui tambem por falar dos relacionamentos abusivos e como as vitimas se recuperam.
    No caso ela vai ter o vizinho como ajuda❤
    Otimo livro.

  2. Clarisse!
    Abuso sexual é tema forte e que bom que a autora mostra a consequência psicológica que acontece nesses casos.
    Gosto do artifício de passado e presente.
    Deve ser um livro muito bom.
    Semaninha alegre e feliz!
    “No fundo, morrer não seria nada. O que não suporto é não poder saber como terminará.” (A. Amurri)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

    1. A autora foi muito feliz com esse livro. Conseguiu fazer uma química entre acontecimentos e personagens muito perfeita.
      Bjks Rudy, ótimas leituras para ti.

  3. Oi Clarisse, esse livro ser super angustiante mesmo que tenhamos duas épocas da vida dela o fato dela ter mudado completamente no presente já dá pra saber que ela sofreu muito nesse relacionamento e acho esse tipo de história necessária, pois serve de alerta, mas super triste, porque sempre tenho vontade de entrar e fazer a diferença quando vejo um personagem sofrendo. Gostei que no futuro ela recebe ajuda de um vizinho psicólogo que de quebra trás um romance, confesso que essas são as melhores partes pra mim dos livros sobre abusos e violência contra a mulher, o momento da volta por cima, porque ela consegue né?! vc não vai me responder pra não dar spoiler mas eu tinha que tentar kkkk… Curti a resenha e a dica 😉

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