Resenha

[RESENHA] “A soma de todos os beijos” (Quarteto Smythe-Smith – Livro 3) de Julia Quinn – @editoraarqueiro

Boa tarde queridos!!

Vamos para o volume três das Smythe-Smith? Esse livro é tão cheio de amizade e amor que dá até um aquecimento fofo no coração. Preparem-se!

 

Um brilhante matemático pode controlar tudo…

A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.

Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida…

Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.

Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.

 

“A soma de todos os beijos” é o terceiro livro do Quarteto Smythe-Smith da autora Julia Quinn e é definitivamente o livro mais fofo e mais delicado de todos que li até agora. Veja as primeiras duas resenhas aqui e aqui.

Bem antes de terminar “Um noite como esta” que é o segundo livro desse quarteto, eu estava enlouquecida com a ideia de conhecer mais o Hugh pois ele já tinha se tornado um personagem que conquistou meu coração. E o amor só se confirmou.

Já que um pouquinho de spoiler saudável não faz mal para ninguém, digo que Hugh foi aquele que fez Daniel fugir como louco de Londres, e mesmo depois de três anos, as fofocas, as consequências e a culpa ainda se fazem presente. Ninguém superou. Muito menos Hugh Prentice, mas ele não liga para o que as pessoas pensam, só quer viver normalmente e tentar colocar um pouco de juízo na cabeça do pai que insiste com a ideia de vingança.

“Ele olhou para a própria perna. Era justo. Fora ele quem começara tudo, portanto era ele quem deveria arcar com as consequências permanentes.”

No entanto, o pai não é a única pessoa que Hugh precisa enfrentar, pois Sarah ainda não esqueceu o que ele fez para a família dela. Raiva, desprezo e insatisfação são alguns dos sentimentos que ela tem por ele e não finge nenhum deles, até na frente do próprio Hugh.

E nós leitores mortais, sabemos o que vem com tantos sentimentos negativos: amor. E não estou exagerando ao dizer que esse foi o melhor livro do Quarteto Smythe-Smith. Eu poderia ler e reler quantas vezes fosse porque ainda continuaria a amar Hugh e Sarah.

Quote: “Não queria uma paixão arrebatadora. Era prática demais para acreditar que todos encontravam o verdadeiro amor – ou que sequer existia um verdadeiro amor. Mas uma dama de 21 anos não deveria ter que se casar com um homem de 63.”

Quando é convidado para estar nas comemorações que antecedem o casamento de Honoria e Marcus, Hugh não contava com a amabilidade de sua convidada ao pedir que Lady Sarah o entretece durantes os dias que estariam juntos na mesma casa. E para Sarah, esse pedido não é nada além de absurdo pois ela despreza o convidado e não disfarça seus sentimentos.

“Hugh se virou. Lady Sarah estava em pé a apenas alguns metros de distância, com uma postura rígida e furiosa.”

Mas dia após dia, além de entender a pessoa dramática que Sarah é e os motivos para isso, Hugh também nota que há qualidades e preocupação. As longas conversas sobre família, o quarteto, as primas são situações que fazem Hugh ter um vislumbre mais bonito da nossa protagonista. E o contrário também funciona da mesma forma. Hugh apesar de ser uma pessoa mal humorada por causa dos seus movimentos limitados, precisar levar uma bengala, além de lidar com dor constante, também encontra divertimento em atormentar Sarah.

“Hugh riu e ela sentiu uma leve onda de eletricidade percorrer seu corpo. Podia não ter levado a melhor, mas definitivamente marcara um ponto. Verdade fosse dita, estava começando a se divertir. Ainda o detestava, em parte por princípio, mas tinha de admitir que pelo menos estava se distraindo um pouco.”

Confesso que Sarah não era uma das primas preferidas dentro do Quarteto, mas eu consegui notar humanidade nela que nunca notei em nenhum outro personagem. Algo real sabe, porque ela tem falhas, como ser egoísta ao extremo e nem nota isso, faz dela alguém real. E com uma personagem tão forte e humana, Hugh não fica atrás, pois ele tem problemas sérios, como ter que lidar com o pai e praticamente viver sozinho. Achei que foi um bom equilíbrio entre eles.

Ao ser obrigada a se relacionar com Hugh, ela precisa pensar em alguém além dela. Hugh não quer, mas precisa de cuidados. Deixar as queixas que tem por ele talvez seja difícil, da mesma forma que para ele aceitar a companhia dela também seja. Deixar de lado o orgulho é difícil, mas há muito mais ali.

Esse terceiro volume da série com certeza foi meu preferido e super favoritado. Gosto de personagens masculinos sofridos e protagonistas que precisam aprender algo em relação a si mesma. Julia Quinn mais uma vez soube conduzir bem dois personagens difíceis para que pudessem se encontrar, perdoar um ao outro e conseguir viver algo bonito.

“Ela estava tentando não sorrir. Aquela era uma batalha de provocações e, de algum modo, Sarah sabia que, se risse, perderia. Se bem que perder não era uma possibilidade tão ruim. Não nesse caso.”

É lindo, fofo e divertido como uma leitura romântica escrita pela diva Julia Quinn.

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8 comentários em “[RESENHA] “A soma de todos os beijos” (Quarteto Smythe-Smith – Livro 3) de Julia Quinn – @editoraarqueiro

  1. Olá!
    Sempre digo que ondem há ódio, sempre haverá amor e com certeza entres eles há um amor escondido. Os livros de Julia Quinn são uma fofura e estou desejando por ler, um romance de época que estão me agradando bastante. A trama desse livro e bem interessante, a forma da personagem não suporta o seu companheiro com certeza há motivos né e espero ler para entender.

    1. Lily, esses dois no começo são ódio puro hahahaha
      Leia sim, pegue Julia e delicie-se. São perfeitos!

  2. Eu quero muito comprar esse box da Julia. Além das capas serem lindas, as histórias parecem ser maravilhosas e fofas.
    Já li vários livros da Julia e sei que esses estão muito bons também. Quero ler agora.
    Esse livro a sinopse dele é bem legal e a sua resenha ficou maravilhosa. E que capa mais linda. Adoro romances de época.

  3. Resenha linda Clarisse. Sarah também não era uma das minhas favoritas nos volumes anteriores desse quarteto, mas a medida que fui conhecendo ela e que o amor dela com Hugh foi se desenvolvendo eu fui gostando e gostando cada vez mais de ambos. O que gostei também nessa história é o fato deles irem se conhecendo e se apaixonando aos poucos e tem também humor nesse volume, Frances só me encanta. Amei a resenha e o livro ❤

  4. Boa noite Clarisse…..
    Adorei o gif do filme orgulho e preconceito….❤
    O 3 livro da serie da julia mas lindo que o outro……….claro que por tras dessa raiva toda tinha amor no ar…..😂😂❤❤
    Bjs

  5. Clarisse!
    Tão lindo poder ver um casal que no princípio não se aturavam e de repente, surge um amor improvável, ele pela deficiência e ela por se achar superior e no final acaba por defendê-lo com unhas e dentes.
    Bom ver que é seu livro preferido da série.
    Quero ler.
    “Deus com Sua infinita Sabedoria, escondeu o Inferno no meio do Paraíso para que nós sempre estivéssemos atentos.” (Paulo Coelho)
    Cheirinhos
    Rudy

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