Resenha

[RESENHA] “A Maldição do Vencedor” de Marie Rutkoski por @plataforma21

Boa tarde gente liiiiindaaaaa!!

Se prepara que tem fantasia das boas no post de hoje.

Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

“Tudo na guerra diz respeito ao que você sabe sobre as habilidades e vantagens de seu adversário”

Nada me preparou para o que encontrei em “A Maldição do Vencedor”, o primeiro livro da trilogia com mesmo nome, escrito pela autora Marie Rutkoski. Apesar de ter protelado por seis meses para ler a obra, quando comecei simplesmente não consegui largar e fiquei me perguntando o que tinha me impedido e não achei a resposta.

Com uma trama bem orquestrada e uma protagonista que não tem medo de mostrar mais da sua intensa personalidade, Krestrel é a filha do general de Valória, e há grandes expectativas sobre seus ombros quando ao seu futuro. Ela é uma jovem temida pela nação, tanto quanto seu pai, mas vemos ao desenrolar da história que não é bem assim; e isso torna a história de Krestrel ainda mais interessante.

“Krestrel nunca tinha percebido o quanto era orgulhosa. Ela poderia não querer a vida militar do pai, mas, pelo visto, ainda queria a aprovação dele, como quando era pequena.”

E indo contra todas as possibilidades, Krestrel compra um escravo em um leilão muito interessa por uma única habilidade que não é ser um ferreiro, mas mesmo assim o compra pois terá utilidade para seu pai. E assim começa um laço que mudará o futuro de ambos.

“Porque você não gostaria de jogar contra mim.”

A leitura de “A Maldição do Vencedor” foi uma surpresa de muitas formas. Primeiro: a escrita da autora é apaixonante, que te deixa ligado à trama o tempo todo, e estar em terceira pessoa nos dá uma visão mais ampla de tudo o que acontece dentro da história. Segundo: o enredo é de uma inteligência esplendorosa; nunca tinha lido uma distopia tão bem intrincado e perspicaz. Terceiro: eu não estava esperando um romance tão bonito; e quando digo isso estou falando muito sério, porque Arin e Krestel são lindos juntos e verdadeiras almas gêmeas.

“Arin, que havia colocado anzóis no seu coração e a atraído para ele como de modo que não pudesse ver nada além de seus olhos”

Sobre os personagens: quem mais gostei foi o Arin, e fico impressionada como algumas autoras estão sendo incríveis ao criar personagens masculinos tão maravilhosos. Não que a Krestel não seja. Mas acho que por conta dos spoilers que peguei e por ter havido tanto barulho a respeito de como ela era estrategista, como alguém perfeita e intocável. Mas no fundo não foi isso que vi. Krestrel é muito inteligente, ambiciosa – e mesmo com a falta de algumas habilidades isso não a deixou covarde – ela é extremamente corajosa, mas não é perfeita.

“Ele era grato aos valorianos por terem o tornado forte. Se fosse forte o bastante, poderia sobreviver àquela noite.”

Geralmente quando leio distopia nunca sou conquistada pelo mundo criado pelo autor, pois constantemente são sem muita profundidade ou não tem características que me agradam. Mas no mundo criado pela Marie Rutkoski é completamente diferente e chega a surpreender. Os valorianos conquistaram os herranis em uma guerra sangrenta, e não apenas tomaram suas terras, como também fizeram desses seus escravos. E sinceramente esse é no que toda a trama gira. Krestel tem um futuro a zelar, Arin é um desconhecido que tem planos bem traçados, e outros personagens são tão incríveis como os dois principais.

“Se uma mulher pode lutar e morrer pelo império, porque não pode andar sozinha?”

Com um desenvolvimento brilhante e uma narrativa excelente, esse com certeza é um livro que vai te proporcionar bons momentos de leitura. E ainda vai te fazer querer arrancar os cabelos e querer o próximo livro assim como um mendigo anseia por um prato de comida. Eu fiquei assim!

 

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7 comentários em “[RESENHA] “A Maldição do Vencedor” de Marie Rutkoski por @plataforma21

  1. Sempre gostei do gênero distopia, mas são poucas que consegue me atrair, e esta foi uma dessas, já que e possível perceber que a autora foi capaz de construí uma trama solida com ótimas amarrações, e com uma profundida que envolve o leitor já nas primeiras páginas. Ainda não tive oportunidade de ler esta obra, mas acredito que quando tiver terei os mesmo pensamento que você, de o motivo de ainda não ter lido o livro. Enfim, espero não me decepcionar, pois tenho altas expectativas.

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  2. Oi…..gente e serio eu queria passar minha vida lendo essa historias lindas…..
    Eu super admiro os escritores do mundo por suas lindas imaginações e também por mostrar a realidade da vida.
    Adorei a resenha…..e esse livro posso dizer que fiquei curiosa sobre o personagen do Arin…..Bj.

  3. Olá!
    Realmente um livro muito encantador, a trama dele é bem envolvente e tem aquele romance que faz você torce para que o casal fique juntos. A personagem tem uma personalidade única. Gostei bastante do livro e com certeza seria uma leitura maravilhosa.

  4. Oi Clarisse, eu gostei de tua resenha e achei essa capa linda, mas infelizmente não consegui me conectar com os personagens assim como aconteceu contigo nesse primeiro livro. A história é boa, mas acho que senti falta de saber mais do passado onde o povo de Krestel conquista e escraviza o de Arin. Ainda assim concordo contigo que a escrita da autora é boa e apesar de ainda não ter dado continuidade aos livros pretendo concluir a trilogia 😉

  5. Oi Clarisse 🙂
    Eu adoro distopias *-* e sempre sou fisgada por elas. Ainda não li essa série, mas com dor no coração, porque quero muito. Também peguei uns spoilers da Krestel, mas acho que não vai influenciar na hora que for ler. Espero me apaixonar loucamente pelo Arin *-*

  6. Clarisse!
    Bom poder ver uma distpia diferenciada, diferente das que lemos comumente.
    Gostei de ver a personalidade forte da protagonista e ela ter a coragem de comprar um escravo e no final, ainda ter um romance lindo com ele.
    Não li nenhum dos livros da série, mas quero.
    A capa é belíssima!
    “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.” (Augusto Cury)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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