Resenha

[RESENHA] “Cinder” de Marissa Meyer por @editorarocco

Boa tarde!!

Vamos de fantasia hoje??

Cinder tem dezesseis anos e é considerada uma abominação tecnológica pela maior parte da sociedade e um fardo por sua madrasta. Por outro lado, ser ciborgue tem suas vantagens: a interface de seu cérebro lhe deu a capacidade sobre-humana de consertar tudo — robôs, aerodeslizadores, os próprios membros cibernéticos quebrados—, tornando-a a melhor mecânica de Nova Pequim. Sua reputação faz com que o herdeiro do império, o príncipe Kai em pessoa, apareça em seu estande na feira, solicitando o conserto de um androide antes do baile anual.
Embora esteja ansiosa para agradar o príncipe, Cinder é impedida de trabalhar no androide quando Peony, sua meia-irmã e única amiga, é infectada por uma peste fatal que tem assolado a Terra por anos. Culpando-a pelo destino da filha, a madrasta de Cinder a entrega como voluntária para as pesquisas da doença, uma “honra” a qual ninguém sobreviveu até então.
Logo, porém, os pesquisadores descobrem algo de incomum na cobaia recém-adquirida. Algo pelo qual há quem esteja disposto a matar.

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Apesar de adorar um bom romance, já fazia um bom tempo que não lia fantasia. E foi maravilhoso respirar outros ares e conhecer uma autora que surpreende.

Cinder é o primeiro volume da série As Crônicas Lunares. O enredo é ambientado no nosso Planeta Terra, em uma civilização da China, chamada Nova Pequim, em que a modernidade cibernética está muito avançada e governada por um Imperador. E nesse mesmo mundo há a ameaça dos Lunares, que são humanos com alguns poderes que vivem na Lua.

“Os lunares eram uma sociedade que evoluíra de uma colônia terrestre na lua séculos atrás, mas não eram mais humanos.”

Nossa protagonista é Cinder, é metade ciborgue e metade humana, vive em Nova Pequim com sua madrasta e as duas meia-irmãs. Além disso, é através do trabalho no mercado da cidade consertando aparelhos eletrônicos que Cinder sustenta praticamente toda a família. E não posso esquecer de comentar sobre a Iko, que também é parte da família; ela é uma ciborgue que trabalha com Cinder, além de ganhar o rótulo bem merecido de melhor amiga.

“Ela está brincando. Iko tem praticado o sarcasmo.”

É no mercado da cidade onde é conhecida como a melhor mecânica do país que Cinder conhece o Príncipe Kai. Ele apenas precisa que ela conserte a robô que é sua fiel escudeira; e é desse modo que surge uma amizade entre eles. No entanto, esse laço vai se tornar maior quando Peony, uma das meia-irmãs fica doente devido à epidemia que assola o país, e Cinder será enviada para o palácio como experimento.

E após isso, só posso dizer que tudo é incrível, pois a leitura é dividida em três partes e não conseguiria dizer qual é a melhor. Acredito que as partes foram muito bem elaboradas para deixar o leitor preso a cada uma delas, e o fato de eu ter enrolado por muito tempo em pegar esse livro foi idiotice. Marissa Meyer fez algo grandioso ao pegar a história da Cinderela e jogar elementos fantásticos com tecnologia, doença, ameaças invisíveis e muita ficção científica. E eu não imaginei que ia gostar tanto, pois não é um livro cansativo para quem não está acostumado com ficção, Cinder é divertido, com um leve toque de romance e até um pouco de suspense.

“Se o dr. Erland estivesse certo, então tudo que ela sabia sobre si mesma, sua infância, seus pais, estava errado. Uma história inventada. Uma garota inventada.”

A autora também soube conduzir muito bem a história e inserir a releitura nos pontos essenciais. Até chego a dizer que se não tivesse essa releitura mesmo assim o livro seria incrível. Cinder é uma protagonista muito boa para se acompanhar, com traços de personalidade de acordo com a idade dela, já que é uma adolescente, porém impetuosa e decidida. Iko, como já disse, também merece um destaque especial, por ter as melhores tiradas cômicas e dar o toque de leveza que a história precisava. O doutor Erland também foi outro que me deixou de boca aberta.

“Eu sabia que você tinha gostado dele. Você finge ser imune aos seus encantos, mas pude ver o jeito que você o olhou no mercado.”

A sugestão de um romance entre Cinder e Kai estar presente durante toda a leitura, mas esse não é o foco principal, e para ser bem sincera, adorei isso. Amei os dois, o que sentiram um pelo outro, mas algo maior estava acontecendo na vida de cada um. Como leitora foi muito bom perceber que a autora também sentiu isso, que o romance poderia ficar para depois, que poderia acontecer um reencontro em um momento mais apropriado.

“Eu acredito em você. E mesmo que não saiba disso neste momento, Kai acredita em você também.”

Um dos fatores que me deixou tão inserida nesse livro foi porque amo cultura asiática e sei que a autora também é uma fã de Sailor Moon. Então, acredito que quem gosta também se identificará muito. Especificamente Cinder que me lembrou muito de um mangá e anime que adoro. Sério! Muito do enredo não tem nada a ver, mas a história da ciborgue e todo o mundo científico se encaixa muito bem.

Mal posso esperar para agarrar meu exemplar de Scarlet e ver o que a Marissa Meyer criou. Além de que há um enorme gancho para o próximo livro. Cinder termina de um jeito que me deixou enlouquecida. Deixa eu ir ali na minha estante…

E galera, esse livro está no Kindle Unlimited. Corram, tem link na sinopse!

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5 comentários em “[RESENHA] “Cinder” de Marissa Meyer por @editorarocco

  1. Adorei a resenha! Amo a capa desse livro e gostei da sua sinceridade ❤
    Também tenho um blog literário e adoraria receber sua visita.
    Um beijo! ❤
    (www.gentefazendolivro.wordpress.com)

  2. Clarisse!
    Vários fatores me deixam curiosa por fazer essa leitura.
    Primeiro porque adoro releitura dos contos de fadas e essa parece uma daquelas bem modificadas e interessantes.
    Depois porque gosto muito de ficção fantasia e ver que a protagonista é uma ciborg que se envolverá com um humano e ainda mais em país asiático, é simplesmente genial.
    “Como eu não tenho o dom de ler pensamentos, eu me preocupo somente em ser amigo e não saber quem é inimigo. Pois assim, eu consigo apertar a mão de quem me odeia e ajudar a quem não faria por mim o mesmo.” (Desconhecido)
    Cheirinhos
    Rudy

  3. Oi Clarisse 😉
    Comprei o livro físico de Cinder e será uma das minhas próximas leituras. Adoro releituras de contos de fadas, e achei bem criativo da autora misturar Cinderela com ciborgues.
    Também gosto da cultura asiática, e que bom que a história rende sem o romance ser o foco. Amo livros bem românticos, mas as vezes é bom dar uma mudada!
    Vou ler com as expectativas lá em cima!
    Bjos

  4. Oi Clarisse, ainda não me arrisquei com esse livro, mas tenho vontade e essa vontade aumenta cada vez que leio uma resenha dele. Eu costumo ler muitos romances, mas de vez em quando fujo pra outros gêneros, ou gênero no singular, geralmente é fantasia haha e acho que vou curtir muito essa história e querer todos de vez. As capas são lindas e o bom é que se não me engano todos os livros já foram publicados, agora só me resta $$ pra começar a comprar rsr ❤ Curti e resenha e vou aguardar ansiosa a tua opinião sobre as continuações 🙂

    1. Oie Lili, eu tbm senti o mesmo que você em fugir para outros gêneros, mas é bom de vez em quando mudar um pouco.
      Tente, quem sabe você tbm não se surpreende com a mudança.
      Bjks

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