Resenha

[RESENHA] Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido, de Deb Caletti – por @Novo_Conceito

Oi bookcrushers!!

Vamos de resenha de um livro com publicação antiga mas que aqueceu meu coração? Amo esse livro!

Ruby McQueen nunca tivera problemas sendo boazinha, e sempre fez questão de ter um bom relacionamento com sua família, ir bem na escola e tomar boas decisões. Esse é o motivo do porquê ninguém fica mais surpreso do que ela mesma quando o mau caráter Travis Becker a suga para seu mundo de privilégios e ilegalidades, e ela o segue voluntariamente. No entanto, quando Ruby faz o impensável, começa uma louca aventura de várias gerações, conforme seus entes mais íntimos fazem de tudo para salvá-la dela mesma. Será que um verão pode mudar o que Ruby sabe sobre o verdadeiro amor, a família, o destino e seu próprio coração?

Esse livro foi tão contraditório que dá muito vontade de rir só de lembrar. Comecei muito bem, achando graça da Ruby e do seu jeito espontâneo de levar a vida, mas em alguns momentos depois achei o livro tão diferente do que esperava que foi estranho. Esperava que Ruby fosse mudar muito por ter encontrado o amor, aquela coisa tórrida de “me deixa mãe porque eu o amo” ou se tornar uma rebelde, ou qualquer outra breguice nesse nível.

A nossa protagonista tem uma forma diferente de ver o mundo, é divertida e irônica. Ela é diferente e foi isso que mais gostei nela. Mas aí quando o Travis parece, a achei sem cérebro como se fosse uma daquelas garotas que não pode ver um carinha bonito que corre pra ele e esquece que tem uma vida. Tudo é muito sem nexo, não teve nenhum sentido em como ela foi parar na garupa da moto dele e inexplicavelmente estava apaixonada. Simples assim.

Ruby é como a mãe: insegura, e isso partiu meu coração porque esperava mais dela. Eu não queria de forma nenhuma que ela se tornasse como a mãe, que aguarda até hoje um homem que nunca será seu, e que muito menos quer estar com ela. É muito interessante como as pessoas se colocam em cada situação! E aprendi que mães também podem se sentir perdidas e precisar encontrar um novo caminho a trilhar; um caso super parecido com a mãe da Remy em Uma Canção de Ninar da Sarah Dessen (resenha aqui!). E em casos assim, eu passei a diferenciar o que é insegurança nas protagonistas e o que é burrice. E com a Ruby, foi um caso clássico de burrice mesmo. Mas calma, o livro compensa de muitas formas.

“De noite, minha mãe já havia perdoado meu pai. Pensei em quantas vezes perdoamos só porque não queremos lidar com a perda, mesmo que a pessoa não mereça perdão.”

Às vezes senti uma forte vontade de bater na Ruby por ela estar atrás de um cara tão idiota como Travis, mas vê-la cair na real e tentar (vez após vez) fugir dele também foi bonito. E todo o meu nervosismo por essa situação foi em muito aliviada com outras partes lindas desse livro.

“Era mesmo uma batalha estranha e poderosa. Meus pensamentos se dirigiam para Travis de um modo descontrolado, como um viciado em chocolate ou em bebida. Era uma compulsão. Pensava que eu estava apaixonada por ele. Mas eu nem ao menos gostava dele . Detestava o que ele tinha feito, mas queria ver aquele cabelo loiro de novo. Era como se ele tivesse tomado conta do meu corpo, um visitante malquisto trazendo ansiedade, intriga e miséria.”

E a parte do livro que realmente importou para mim foi As Rainhas das Caçarolas, que é um Clube do Livro perfeito! E não é composto por jovens, são pessoas mais velhas, experientes e essas acabam vendo suas vidas entrelaçadas e se sentem importantes por estarem compartilhando o que de mais importante existe: suas próprias vidas e experiências. Miz June, Harold, Randy, Peach, Anna Bee são pessoas maravilhas e quis passar mais tempo na companhia deles. Uns fofos que me ensinaram que não preciso ser jovem para fazer uma road trip, basta ter vontade e querer se aventurar!

“Pessoas que costumam seguir regras são aquelas que sonham, em segredo, quebrá-las.”

Deb Caletti escolheu uma forma muito bonita de contar uma linda história cheia de surpresas. Talvez nem todo mundo vá gostar desse livro, mas sabe aquele leitura que é fora da caixinha, que te surpreende por finalmente ver algo diferente e mesmo assim de grande importância? Pois então, é esse livro!

 

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3 comentários em “[RESENHA] Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido, de Deb Caletti – por @Novo_Conceito

  1. Já faz bastante tempo que eu li esse livro, mas confesso que também não gostei muito dele não. Os personagens me irritaram bastante em alguns momentos, e eu não gostei tanto da história. Até teve alguns momentos do livro que eu gostei, mas no geral, eu não gotei muito não :/

    Beijos!

  2. Clarisse!
    Lembro que no ano que li o livro, as opiniões eram bem contraditórias mesmo, alguns gostara, como eu e outros não.
    Acho que pela irreverência da protagonista, gostei e ri muito, mas é bem como falou, tinha momentos que gritava: que mulherzinha mais burra…
    “Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.” (Anatole France)
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Oi Clarisse.
    Que pelo que descreveu o livro parece realmente ter te deixado em um estado não muito bom kkkkkkk.
    Eu não sou lá muito fã de livros que me trazem sentimentos assim não, o fato da personagem ser insegura e está correndo atrás de um cara que não é bom não me convenceu não, apesar de ter achado tudo muito interessante, esse com certeza não é um livro para mim.
    Bjs.

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