Capas

[CAPA] Lançamentos de abril da @editorarocco – Editora Rocco

Bom dia, galera!!!

E em nossa primeira segunda-feira de abril vamos conhecer o que a Editora Rocco nos traz de novidades.

Confiram abaixo!

A Editora Rocco apresenta em português, como parte do novo programa de publicação do Mundo Bruxo de J.K. Rowling, a edição impressa do roteiro original do filme Animais fantásticos e onde habitam, estrelado pelo premiado Eddie Redmayne e vencedor do Oscar de Melhor Figurino. Inspirado no livro-texto de Hogwarts escrito pelo personagem Newt Scamander, Animais fantásticos e onde habitam marca a estreia como roteirista para o cinema de J.K. Rowling, autora da adorada série Harry Potter.

Filmado nos estúdios Leavesden da Warner Bros, casa dos filmes Harry Potter por uma década, assim como as locações em Liverpool, Animais fantásticos e onde habitam é o primeiro filme de uma série. Dirigido por David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de Harry Potter, o filme também reúne várias pessoas que trabalharam nos filmes de Harry Potter, incluindo os produtores David Heyman, J.K. Rowling, Steve Kloves e Lionel Wigram.

Em Animais fantásticos e onde habitam, o pesquisador e magizoólogo Newt Scamander acabou de completar uma volta ao mundo em busca das criaturas mágicas mais raras e incomuns. Ao chegar em Nova York, sua intenção é fazer apenas uma breve parada. Mas a maleta de Newt é trocada, e parte de seus animais fantásticos foge para a cidade, o que significa problema para todos…

Ambientada mais de cinquenta anos antes do início da narrativa de Harry Potter e com um elenco de personagens extraordinários, esta história de amizade, magia e caos é um épico repleto de aventuras com o que o gênero tem de melhor, assinada pela autora J.K. Rowling.

Animais fantásticos e onde habitam – O roteiro original chega às prateleiras em edição de luxo, com capa dura, sobrecapa em papel couché e miolo em papel off-white. O design da capa e do miolo de Animais fantásticos e onde habitam – O roteiro original foi criado pela dupla de design gráfico Miraphora Mina e Edwardo Lima, conhecida como MinaLima. MinaLima produziu os símbolos, mapas e outros itens de design para todos os filmes de Harry Potter, assim como do lançamento Animais fantásticos e onde habitam.

A edição em e-book do roteiro em português será publicada pelo Pottermore, responsável pela edição digital do Mundo Bruxo de J.K. Rowling em todo o mundo.

A de amígdala. B de boca. C de cabeça. Todas as partes do corpo carregam histórias e são essas histórias que ajudam Ivo, protagonista de Eu e você de A a Z, a manter seus pensamentos em ordem. Um dos nomes mais promissores da nova ficção britânica, como apontado pelo Observer, James Hannah apresenta em sua estreia literária uma obra original, provocativa, “sensível e divertida” (The Times) sobre caos interior e mortalidade.

I de insulina, que, diabético, Ivo sempre evitou. R de rins. Rins que após anos de abuso não funcionam mais como antes, deixando-o jovem demais, aos 40 anos, na cama de um asilo, onde aguarda o dia em que pararão de funcionar para sempre. Para aliviar a dor e o turbilhão mental do paciente, o tipo de pessoa que tem um buraco em forma de ansiedade no meio da cabeça, a enfermeira Sheila sugere um jogo: percorrer o alfabeto, pensar em uma parte do corpo para cada letra e em uma breve história sobre cada.

Qual é a melhor história de tornozelo de todos os tempos? Quando os dedões do seu pé foram melhor utilizados? É assim que temos acesso às lembranças de uma vida de excessos. Excessos de perdas, rebeldia adolescente, drogas, brigas, relacionamentos mal resolvidos com a família, os amigos e a namorada, mas também de amor (se é que pode haver excesso disso).

Mas não se engane. O assunto é sério (muito sério!), no entanto, Eu e você de A a Z está longe de ser um dramalhão. Une as doses certas de humor e sensibilidade, rendendo a Hannah comparações com nomes como David Nicholls (Um dia), Nick Hornby (Alta fidelidade) e Nathan Filer (Onde a lua não está). É um romance “cuidadosamente construído” (Publishers Weekly) que “faz valer cada segundo de sua leitura” (The Globe and Mail).

A aventura do estilo reúne pela primeira vez no Brasil a aparentemente improvável correspondência entre dois dos maiores nomes da literatura de língua inglesa, donos de estilos e personalidades um tanto díspares: o americano Henry James (1843-1916) e o britânico Robert Louis Stevenson (1850-1894). Partindo das divergências, o diálogo revela um interesse compartilhado pelo ofício do texto e se desdobra em uma troca de cartas pessoais que duraria até a morte de Stevenson. O resultado é uma ode à amizade e uma singular, rica e saborosa discussão poética que toca em questões centrais sobre a escrita às vésperas do século 20, sobretudo no que diz respeito aos modos de entender o realismo e a natureza da ficção. Com organização e tradução de Marina Bedran, o volume inaugura a coleção Marginália, que revelerá aspectos menos conhecidos de alguns dos maiores escritores modernos a partir da reunião de cartas, bilhetes, ensaios, artigos e outros textos. A curadoria da coleção ficou a cargo do jornalista Miguel Conde.
 
De um lado, a crônica da alta sociedade vitoriana e a densidade psicológica de James em obras-primas como Retrato de uma senhora; de outro, o romanesco, os estereótipos e as aventuras de Stevenson, autor dos enormemente populares A ilha do tesouro e O médico e o monstro. Como sintetizou Janet Adam Smith, a primeira a compilar o material, “nas casas em que os romances de James formam uma longa fila no escritório, quase todos os de Stevenson estão no quarto das crianças (…); naquelas em que Stevenson é o principal ornamento literário, (…) provavelmente não haverá um livro sequer de James”. E a impressão inicial que um teve do outro, após um primeiro encontro em Londres, em 1879, só reforça essa distância. Para James, Stevenson parecia “um belo de um poseur (de um modo inofensivo)”, enquanto Stevenson avaliou James como “um mero habitué de clubes”.
 
A correspondência tem início em setembro de 1884 nas páginas da revista inglesa Longman’s, em artigo no qual James busca libertar o romance de suas funções de entretenimento para que possa competir com a vida e transmitir um ar de realidade – em outras palavras, se afirmando como arte. Três meses mais tarde, no mesmo veículo, vem o “humilde protesto” de Stevenson, que insiste no caráter artificial da literatura. Para ele, a vida é “monstruosa, infinita, ilógica, abrupta e pungente; uma obra de arte, em comparação, é pura, finita, autossuficiente, racional, fluida e emasculada”.
 
Depois, em cartas, a conversa assume um caráter íntimo e menos definitivo, permitindo confissões, brincadeiras e lamentos que enriquecem a ideia que se tem de cada um. A leitura é, dessa forma, capaz de desconstruir noções preconcebidas sobre as obras de ambos e, mais do que isso, revelar como a arte do romance tomou a forma que tem hoje. O diálogo também acompanha momentos singulares nas trajetórias dos escritores, como a experiência de James no teatro e a peregrinação de Stevenson pelos trópicos.

Amsterdã, 1632. A capital holandesa promove todo o ano o festival chamado Dia da Justiça. Mas comemorar a justiça naquele país, no século XVII, não era propriamente algo leve e alegre, como se tem num bom feriado. Neste dia, promovia-se uma espécie de prestação do poder público sobre suas “políticas de segurança” e, ao mesmo tempo, uma satisfação do desejo de sangue da população: a execução em área aberta de penas e punições variadas, que iam de açoites ao enforcamento, de um determinado número de acusados e condenados por seus crimes. Neste ano, uma das “estrelas” dessa macabra atração iria tornar-se inesquecível: o ladrão conhecido como Aris Kidt, sentenciado ao enforcamento. Seu cadáver seria eternizado em uma pintura de Rembrandt depois de uma feroz disputa pela posse de seu corpo. De seu corpo, somente.

A lição de anatomia é o segundo romance da escritora americana Nina Siegal. Uma refinada ficção histórica, fruto das pesquisas da autora na Holanda, onde vive atualmente. Quem era o corpo dissecado na obra “A lição de anatomia do Dr. Nicolae Tulp”, um das mais famosas pinturas de Rembrandt? Essa pergunta inspirou a autora a reimaginar a história por trás da obra e das personagens envolvidas naquele cenário. O homem morto no quadro, Adriaen Adriaenszoon, também conhecido como Aris Kindt (ou Aris, o Garoto), realmente existiu e uma consulta nos arquivos públicos de Amsterdã revelava um dossiê completo dos crimes cometidos por ele.  Para Nina, o ponto de partida de seu romance era justamente uma vida que se acabara, mas cujo corpo não fora deixado descansar com seu espírito. Alguém se importara com Aris? Com a pessoa e não somente com seu cadáver?

Sim! Poderia existir uma mulher, uma companheira, uma moça humilde que carregava o filho de Aris em seu ventre. Ela se chamaria Flora e seria hostilizada por estar grávida de um criminoso reincidente. Seria a única pessoa a enxergar a humanidade do ladrão. Ela lutaria contra tudo e todos, contra uma sociedade hipócrita, que se orgulha de suas grandes mentes – médicos, filósofos, artistas –, mas ainda capaz de manter rituais extremamente bárbaros e cruéis, como as execuções em praça pública, para dar um sepultamento digno ao amado.

Seriam justamente os intelectuais da época, o grupo de homens reunidos com o objetivo de entender a humanidade, incapaz de reconhecerem o que nos faz humanos. O cirurgião Nicolae Tulp está ansioso para fazer sua palestra de autópsia para os colegas em momento especial, no qual será retratado por um jovem Rembrandt, retratista e testemunha ocular de todo esse processo, no qual ele não só se apropria do corpo de Aris como o torna imortal em sua obra. Já René Descartes busca no cadáver frio do ladrão uma chance de provar se existe alma dentro do corpo. Por fim, a Jan Fetchet, um comerciante de raridades e coisas exóticas, vê seu cadáver como apenas uma possibilidade de ganhar dinheiro com a compra e venda dessa “coisa exótica” para seu cliente. No romance, Siegal alterna entre as perspectivas de seus personagens para capturar a história por trás de uma obra-prima, explorando a emoção dolorosa da perda e o preço que é pago por se tentar entender a vida humana. “Todos buscamos sua carne”, diz Rembrandt sobre Aris, “mas ele não pertencia a nenhum de nós.”

Criar filhos não é tarefa fácil. E fazer desta convivência pais versus filhos algo natural e harmônico administrando as adversidades do dia a dia é um processo cada vez mais trabalhoso. Diversos fatores da vida moderna contribuem para isso: a falta de tempo para ouvir, a impaciência dos pais, a projeção nos filhos de suas próprias expectativas, ideias e frustrações, entre outros. Não existem pais nem filhos ideais. Por isso mesmo, Pais e mães conscientes destaca os desafios que são naturais na educação de uma criança e de que forma é possível tirar proveito das lições emocionais e espirituais para usá-las em prol de nosso próprio desenvolvimento.

Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de Columbia, Shefali Tsabary trata do tema com uma linguagem simples usando diversos exemplos inspirados em casos reais. Um dos pontos primordiais é a percepção de que a criação dos filhos não deve ser encarada como a fabricação de um novo “minieu”, mas sim estimular da melhor forma alguém que possui sua própria identidade. Libertar os filhos da necessidade de nossa aprovação, educar a partir da sanidade e não de nossas próprias feridas, arquivar e não transferir para a criança grandes expectativas e saber lidar com os erros de seu filho são alguns temas abordados no livro.

Para Tsabary, “criar um filho pequeno é a nossa maior oportunidade de mudança. Se estivermos abertos para isso, nosso filho agirá como nosso guru”. Mas a prática frequentemente expõe os pais a situações conflituosas entre a mente e o coração, de tal forma que a tarefa de educar uma criança pode ser comparada a andar na corda bamba. Administrar os diferentes tipos de egos, respeitar o espaço da criança, seu tempo, e suas necessidades são desafios essenciais na criação dos filhos.

Mesmo imbuídos das melhores intenções, a maioria dos pais cai na armadilha de querer impor a eles a sua própria vontade e rotina. Consequentemente, o relacionamento entre pais e filhos com frequência desestimula a criança. O problema não são os filhos, mas a inconsciência dos pais. O fato é que o pai ou a mãe consciente não surge da noite para o dia. Criar filhos conscientes é ao mesmo tempo uma prática diária e um exercício de aceitação do outro e de nós mesmos.

Em A busca sofrida de Martha Perdida, Caroline Wallace oferece aos leitores um conto de fadas moderno, que começa com o tradicional “Era uma vez” para narrar a história de Martha, abandonada ainda bebê em um terminal de trens no Reino Unido e criada pela mulher que cuida do setor de Achados e Perdidos da estação. Ao receber uma mensagem anônima dizendo que lhe contaram mentiras sobre sua origem, a jovem começa uma busca pela própria identidade, que pode lhe trazer resultados surpreendentes.
 
Na estação de trem Lime Street, em Liverpool, no Reino Unido, mora a jovem Martha. Com 16 anos, ela não faz ideia de quem são seus pais biológicos: sabe apenas que foi encontrada em uma mala abandonada dentro de um trem que vinha de Paris e passou 90 dias em uma prateleira, esperando que alguém viesse buscá-la. Como ninguém apareceu, a jovem foi criada pela rigorosa Mãe, responsável pelo setor de Achados e Perdidos da estação, e nem sequer tem sobrenome, sendo chamada de Perdida desde o berço.
 
Outra peculiaridade de Martha é nunca ter saído de Lime Street. A adolescente cresceu ouvindo da Mãe que, se botasse os pés fora da estação, o prédio desabaria, porque ela seria como os pássaros de bronze no topo do Royal Liver Building: há uma lenda em Liverpool dizendo que, se os pássaros voarem, a cidade deixará de existir. Sem perceber, Martha é vítima da loucura da Mãe, mulher cruel e fanática religiosa, que a acusa de ser filha do diabo e não perde a chance de puni-la pelas mínimas coisas.
 
Apesar da criação rígida, Martha se torna uma jovem doce e sorridente, apaixonada por livros e com o dom de descobrir a história de itens perdidos. Em Lime Street, ela é querida por todos que a cercam: desde a melhor amiga, Elizabeth, dona do café da estação, ao carteiro Drac e o faxineiro Stanley, passando por Jenny Jones, que trabalha em um quiosque, e o misterioso William, morador dos túneis abaixo do edifício. Há ainda o jovem George Harris, que aparece quase que diariamente no entorno do setor de Achados e Perdidos somente para ver Martha.
 
Paralelamente, na Austrália, o escritor Max Cole encontra uma mala que teria pertencido a Mal Evans, antigo assistente e amigo dos Beatles, repleta de material valioso sobre a banda, incluindo gravações inéditas. Cole, que comprou a mala em um mercado de pulgas, sem fazer ideia de seu conteúdo, está a caminho de Liverpool para verificar a autenticidade dos objetos e espera ganhar um bom dinheiro com eles.
 
Em A busca sofrida de Martha Perdida, Caroline Wallace conta uma história envolvente, que mistura ficção e fatos reais – Mal Evans existiu, era próximo dos Beatles e acabou morto pela polícia nos Estados Unidos, tendo suas cinzas perdidas ao serem enviadas para a Inglaterra. Com uma narrativa deliciosa, a autora convida a acompanhar Martha em uma jornada emocionante e surpreendente, cujas respostas podem estar mais perto do que se imagina, num livro que é a mistura perfeita de A invenção de Hugo Cabret e O fabuloso destino de Amelie Poulain.

Após mais de 20 milhões de exemplares vendidos de seus livros destinados a crianças e jovens, Pedro Bandeira estreia na ficção adulta em um romance escrito em parceria com o médico Guido Carlos Levi. Melodia mortal combina música, história e ciência em uma narrativa policial que resgata o detetive Sherlock Holmes e seu braço direito John H. Watson – personagens criados por Arthur Conan Doyle em 1887. São eles que acabam por conduzir uma intrincada investigação, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, sobre as polêmicas e jamais totalmente elucidadas mortes de alguns dos maiores compositores de todos os tempos.
 
A Confraria dos Médicos Sherlockianos, formada por 12 especialistas de renome, cada um em sua área, se reúne periodicamente para conversar sobre o famoso detetive inglês e suas façanhas. E não é incomum que tantos profissionais de saúde sejam obcecados por Holmes – afinal, o que é um exame clínico senão uma procura minuciosa por pistas que possam levar a um diagnóstico adequado? Mas aquele encontro tinha sabor especial, pois chegara a hora de dar início à análise de um tesouro exclusivo: as aventuras redigidas pelo próprio doutor Watson que, revelando a paixão de Sherlock pela música erudita, foram esquecidas por mais de um século em meio à poeira e ao bolor na Universidade de Londres.
 
O material inédito em posse do grupo conta com incríveis deduções de Sherlock Holmes, que, aliadas à evolução da medicina, são capazes de finalmente decifrar os últimos dias de Beethoven, gênio tão grande quanto o número de controvérsias relacionadas a seu óbito: envenenamento por chumbo, sífilis, sarcoidose, hepatite infecciosa, cirrose alcoólica, diabetes, pancreatite, necrose papilar renal ou pneumonia? E será que uma simples ameba pôde vitimar Bellini? Mozart teria sido assassinado? Tchaikovsky se suicidou com um copo de água contaminada pela bactéria da cólera? Schumann, que vivia entra a exaltação e a melancolia, poderia ser classificado como bipolar? Seriam os sintomas de Chopin relacionados à tuberculose ou a alguma doença de origem genética?
 
Com um texto elegante e saboroso, Bandeira é capaz de emular com precisão – tanto em conteúdo quanto em tom e rimo – as clássicas aventuras escritas por Doyle em novos casos com participações especiais de figuras histórias como Sigmund Freud e George Bernard Shaw, enquanto as décadas de experiência de Levi como infectologista conferem realismo e credibilidade científica aos intrigantes encontros da Confraria dos Médicos Sherlockianos. Além de contar com mistérios de primeira linha, Melodia mortal é um livro repleto de diversão e conhecimento para leitores de todas as idades.

Os brasileiros podem não acreditar, mas fila existe em qualquer lugar do mundo e se forma pelos mais diversos motivos: para pagar compras no supermercado ou contas no caixa do banco, aguardar a entrada para um show ou peça de teatro… Entrar na fila, em muitos países, significa esperar pacientemente a sua vez, sendo a única forma de hierarquização a ordem de chegada, não importa de que classe social, idade ou gênero você seja. Ficar atrás de um desconhecido, e ter outro logo atrás de você, dá um caráter de igualdade e, por isso mesmo, pode ser considerado um instrumento democrático. No entanto, no Brasil, por que a fila é tão mal vista?

Fila e democracia é um ensaio a quatro mãos. O livro nasceu da dissertação do Mestre em Ciências Sociais da PUC-Rio Alberto Junqueira, sob orientação do antropólogo Roberto DaMatta. Ele começou a pesquisar a fila como uma instituição retratada como um ritual ou prática coercitiva e obrigatória. Mas, com a evolução do trabalho, a discussão evoluiu para a fila como uma instituição essencial para construção de um espaço público igualitário e democrático. A fila seria uma “prova” da igualdade como um valor.

Se eleições livres e competitivas são um dos marcos da vida democrática, entramos numa fila para votar. Realmente, nada mais trivial nos estados nacionais democráticos do que o ato de ficar atrás de um desconhecido e na frente de outro para pacientemente esperar com a intenção de realizar alguma tarefa. Junqueira e DaMatta vão além: o conceito da fila garante inclusive a saudável rotatividade e alternância de poder:  partidos políticos e grandes empresas que competem por consumidores no mercado entram em “filas” para governar e realizar seus negócios e para operar seus esquemas de corrupção. Segundo a dupla, a democracia liberal é, na forma e no fundo, um regime baseado no direito e no respeito à fila, e, sem ela, não haveria o esperado rodízio que renova energias e pontos de vista — além de permitir a correção de erros e enganos de produtos, partidos e, quem sabe, de políticos.

O movimento impessoal e automático de último a primeiro, quando “chega a nossa vez”, caracteriza-se como uma miniatura perfeita da movimentação positiva bem como dos dilemas do individualismo igualitário, cerne das cosmologias democráticas liberais e do capitalismo, em contraste com os sistemas predominantemente aristocráticos e hierarquizados.  É justamente essa ideia que explica a resistência dos brasileiros em respeitar seu lugar na fila, e tentar “burlar” sua ordem, seja comprando um lugar nela ou a furando, numa clara demonstração de poder e sagacidade. No Brasil, a fila reforça valores hierárquicos da lógica aristocrática, rompendo justamente com o valor de igualdade: miticamente, o rei e a nobreza foram os primeiro a chegar, são considerados os conquistadores-fundadores da nação e vieram do céu (ou do estrangeiro, “lá fora”), onde residiam com os deuses ou os mais “adiantados”. São os primeiros da fila, seguindo daí até a “plebe” e os discriminados, considerados sempre os últimos. As pessoas não estão acostumadas a se igualar aos outros. Como transformar a fila num ritual de igualdade em uma sociedade tão desigual?, analisam os autores.

Depois de conquistar o segundo lugar no Grande Desafio de Ciclismo, os Esperançosos do Hércules – a improvável equipe formada por Fergus, Margarida, Catástrofe e Minnie e patrocinada pela Consertos de Hércules, a loja de bicicletas de segunda mão do avô de Fergus – sonham com a próxima fase da competição, o Campeonato Distrital. Mas treinar no Parque Carnoustie, sem uma pista apropriada, tendo que desviar o tempo todo de cachorros (e de cocô de cachorro), crianças pequenas, tufos de grama e outros obstáculos, não é exatamente a melhor maneira de se preparar para um duelo tão importante. Após levar um tombo daqueles e parar aos pés do coreto, de onde seu maior rival assiste a tudo de camarote, Fergus decide que é hora de lutar por um lugar melhor para treinar.

Mas se convencer as autoridades da cidade da importância de construir uma pista de verdade no Parque Carnoustie já é difícil, imagine quando Fergus, Margarida e o vovô Hércules descobrem que a Biscoitos do Bruce, patrocinadora da equipe Campeões do Wallace, pretende abrir ali uma extensão da sua fábrica. E está oferecendo uma montanha de dinheiro pelo terreno! Só resta a eles tentar convencer o secretário da Câmara Municipal de que a população não deseja trocar um parque público por um monte de concreto. Afinal, competir com suas bicicletas modestas já é um desafio tanto para os Esperançosos do Hércules; se eles não tiverem mais onde se preparar, aí é que o sonho de conquistar o Campeonato Distrital vai por água abaixo.

No terceiro livro da série Fergus Voador, o escocês Chris Hoy – mais bem-sucedido atleta olímpico da Grã-Bretanha e maior ciclista olímpico masculino de todos os tempos –apresenta, em parceria com a escritora Joanna Nadin,  mais uma divertida aventura sobre duas rodas para a garotada. Depois de uma nova visita à curiosa terra de Nuncamais, onde a cada vez Fergus descobre algo diferente sobre seu pai, e com o apoio da família, de um jornalista impressionado com o talento e a garra da equipe, muito trabalho duro e uma forcinha de toda a comunidade, Fergus Hamilton tem esperança de encontrar uma solução e garantir a vitória. Ou pelo menos a chance de tentar.

Após A bicicleta fantástica e O Grande Desafio de Ciclismo, O incrível duelo dos biscoitos é mais um capítulo emocionante e divertido na história de um garoto de nove anos que, como tantos outros, adora pedalar sua bicicleta. Mas é acima de tudo uma história sobre sonhos, amizade, família, esperança e determinação, com a marca de um dos maiores atletas olímpicos do mundo.

Kara Zor-el é a garota nova na escola. E também a mais poderosa, e mesmo em Super Hero High, isso é sensacional. Principalmente quando você é a Supergirl!

Supergirl na Super Hero High é o novo livro da série DC Super Hero Girls. A premiada autora Lisa Yee continua a frente dessa coleção que apresenta heróis clássicos para uma nova geração de leitores. Agora quem chega a esta escola para super-heróis é a jovem Kara Zor-el, a Supergirl.

Supergirl tem incríveis poderes, mas também uma incrível dificuldade para controlá-los. Recém-chegada ao planeta Terra, a menina está começando a descobrir seu potencial, e a Super Hero High parece ser o local ideal para isso. Parece…

As mesmo tempo que tem que aceitar a perda da sua família (e todo o resto do planeta Krypton), Supergirl tem que acompanhar as aulas e se enturmar com seus novos e poderosos amigos, Wonder Woman, Katana, Harley Quin, Flash e os outros alunos. Mesmo para a adolescente mais poderosa da Terra, o ensino médio não é fácil.

E quando misteriosos acontecimentos colocam em risco não só a escola mas seu novo planeta, Supergirl precisa confiar nos seus amigos e acreditar em si mesma e mostrar que é capaz de salvar o dia.

Em Supergirl na Super Hero High, Lisa Yee mantém a pegada do primeiro volume, e vai além, mostrando um pouco mais do dia a dia e personalidade das jovens super-heroínas. Recheado de mistério, ação e muito humor, o livro é perfeito para os fãs, novos ou antigos. Então, vista a capa e prepare-se para salvar o dia com a Supergirl.

Um atraso para um encontro com os amigos e a vida de Nora Kane muda para sempre. Seu melhor amigo está morto, seu namorado desaparecido. O livro de sangue e sombra é o novo sucesso da jovem norte-americana Robin Wasserman. Uma trama de suspense surpreendente onde a jovem Nora Kane tenta entender o que aconteceu com seus amigos: Cris está morto, Adriane em choque e Max desaparecido.
 
Nora conseguiu um estágio em uma nova escola, longe de seu passado, e parece que tudo está caminhando bem. Tem novos amigos, um namorado e adora seu trabalho. Parte de uma pesquisa maior, sua função é traduzir uma leva de antigos manuscritos do latim. Mas uma misteriosa revelação a torna alvo de uma obscura sociedade secreta impulsionada por um louco desejo de possuir algo que nem deveria existiria, o Lumen Dei, um aparelho capaz de abrir um canal direto com Deus.
 
E quem controlar o Lumen Dei controlará o mundo. Agora, Nora é a chave para resolver um quebra-cabeças que se estende por continentes e séculos. Encontrar a solução pode ser a única maneira de salvar sua própria vida. Dos Estados Unidos à capital da República Tcheca, Nora conta com a ajuda do misterioso Eli para desvendar este mistério e retomar o controle de sua vida. O livro de sangue e sombra leva o leitor a uma viagem por Praga e sua peculiar história e incrível arquitetura.

Com a revolução digital vieram os prognósticos apocalípticos de que todos os suportes físicos seriam destruídos por seus correspondentes digitais. As câmeras nos aparelhos celulares, os serviços de vídeo e de música por streaming e os livros eletrônicos já são realidades consolidadas no mercado, mas contra todas as avaliações iniciais, não só não soterraram os filmes analógicos, os discos de vinil e os livros físicos, como oxigenaram a sua existência, criando novas formas de consumir esses objetos. Com base no renascimento da importância dos produtos analógicos, o jornalista canadense David Sax criou A vingança dos analógicos – Por que os objetos de verdade ainda são importantes, livro que documenta a trajetória de empreendedores que investiram no caminho oposto ao dos negócios digitais.
 
Seja acompanhando a maior fábrica americana de vinis, a United Record Pressing, ou livrarias independentes e de bairro como a Book Culture, em Nova York, Sax demonstra que o reavivamento dos artefatos analógicos não pode ser reduzido apenas a um surto de nostalgia, mas apresenta-se como um fenômeno muito mais complexo, que aproxima as pessoas nas lojas de discos, na cultura dos diários em cadernos de papel ou nos cafés com jogos de tabuleiro. Os espaços de venda dos produtos físicos são pontos de interação humana que não podem ser menosprezados.
 
David Sax desmistifica a ideia de que a volta dos analógicos é motivada pela busca das gerações anteriores pelos objetos de sua juventude e mostra como os jovens que cresceram no ambiente digital estão encantados com as câmeras Polaroid e são o motor do crescimento anual impressionante das vendas de discos de vinil. 
 
O livro foi escolhido como um dos dez melhores lançamentos de 2016 no mercado americano pelo crítico Michiko Kakutani, do jornal The New York Times, por seu estilo de livro-reportagem abrangente, que documenta a consolidação de uma cultura analógica que convive em paralelo ao ambiente eletrônico, mas que parece estar baseada em suas características complementares de experiência e interação, fundamentais para o entendimento do consumo na cultura pós-digital.

Coraline e Pedrinho estão na escola, em uma atividade corriqueira. Então, o menino pede emprestado o lápis cor da pele. Antes de escolher o lápis e entregar a Pedrinho, Coraline reflete sobre o pedido e suas múltiplas respostas. A menina analisa o conteúdo da sua caixa de lápis: há doze deles, de doze cores diferentes e com doze nomes com os quais ela está mais que familiarizada. Mas essa tal “cor de pele” ela não consegue identificar logo. E que cor é essa?

Nas páginas que se seguem, Rampazo, autor das ilustrações e do texto, desfila em diversos tons as ideias da criança sobre cores e pele, extrapolando o real e permeando o campo da fantasia. Coraline puxa de seu imaginário infantil os seres que conhece, procurando se lembrar de quais cores eles têm. Os lápis colorem ainda alguns sentimentos, oferecendo mais uma gama de possibilidades para o uso das cores no tocante a pele. Depois de tanto refletir, a menina acaba por entregar a Pedrinho o lápis marrom, a cor que se aproxima mais da sua própria pele. Afinal, o menino não havia especificado de que pele estava falando, se da dele ou da dela.

O texto curto, narrado em primeira pessoa, favorece a identificação da criança leitora com a personagem narradora e seus questionamentos. De traços delicados, as ilustrações se equilibram em páginas fartamente coloridas e outras em que o branco predomina, oferecendo ao leitor intervalos de reflexão sobre as ideias da menina Coraline.

Sem se apoiar nas cores branca ou preta, Rampazo desconstrói argumentos e conceitos sobre a existência de apenas uma “cor de pele”. Com leveza e criatividade, o autor explora com respeito a questão da diversidade étnica, um assunto culturalmente complexo para a sociedade contemporânea. Contando ainda com texto de quarta capa assinado por Ignácio de Loyola Brandão, A cor de Coraline é um livro essencial para crianças, pais e professores.

No dia em que Liz Emerson tentou morrer, a aula de física havia sido uma revisão das Leis de Newton. Até o ponto em que sai da estrada, derrapa na neve e bate com sua Mercedes contra uma árvore, ela ainda tenta entender o significado de aceleração, movimento, força e, especialmente, de reação. Para própria surpresa, de repente, claro como o céu azul daquela tarde, tudo começa a fazer sentido, mas agora parece ser tarde demais.

Os paramédicos trabalham rápido para remover o corpo de Liz das ferragens. Em algum lugar bem longe dali, Monica Emerson é avisada que a filha sofreu um acidente. A notícia chega logo também à melhor amiga, Julia, que larga tudo que está fazendo e corre para o hospital. Elas nem percebem a presença de Liam Oliver, que parece estar ali sentado, esperando alguma mudança no quadro de Liz e sussurrando que ela precisa ficar viva, desde sempre.

Enquanto a protagonista permanece inconsciente, a escritora Amy Zhang conduz os leitores pelo passado de Liz Emerson, a garota mais popular da Meredian High. Por que alguém como ela decidiria abandonar uma vida tão perfeita? Por que passaria pela cabeça de Liz que o mundo seria muito melhor sem ela? O que poderia levar uma garota de 16 anos sequer a considerar que a vida não valia mais a pena? Em algum momento ela pensou no impacto e na reação que qualquer decisão sua poderia causar na vida dos outros?

Quando tudo faz sentido está longe ser um livro leve, mas a história e a escrita de Amy Zhang têm o poder não só de prender o leitor, mas também de despertar os mais diferentes sentimentos e reflexões sobre as atitudes de Liz Emerson, sobre nossas próprias decisões e ações. O quanto Newton estava certo ao escrever que para toda ação há uma reação oposta e de intensidade igual? As experiências de Liz mostram algumas opções de resposta.

Participe do “Comentário Premiado de Abril” clicando aqui!

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6 comentários em “[CAPA] Lançamentos de abril da @editorarocco – Editora Rocco

    1. Boa noite!
      Tem meses que fico quase louca também com a quantidade de livros que quero, em compensação outros nada me agrada 😦
      Bjs e boa semana!

  1. Goste bastante dos lançamentos da Rocco desse mês! Estou doida por essa edição de Animais fantásticos, o livro parece ser lindo ❤
    Estou querendo ler Quando tudo faz Sentido, O Livro de Sangue e Sombra e Eu e Você de A a Z.

    Beijos!

  2. Renata!
    Muitos lançamentos esse mês, né?
    Gostaria de ler: O livro de sangue e sombra, Melodia Mortal E animais fantásticos.
    Desejo um mês repleto de realizações e uma semana de luz e paz!
    “ Eu creio que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos.” (Maquiavel)
    cheirinhos
    Rudy

    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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