Resenha

[RESENHA] Cartão de Visista, de Ashley Suzanne por @EditoraCharme

Olá, leitores lindos! Como vocês estão nessa tarde linda de pré carnaval?? Para quem ainda não tem indicações para uma listinha de leitura no feriadão, aqui vai hein. Leiam, leiam… porque esse livro é DEMAIS!

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Cartão de Visita

 

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Relacionamentos são para os fracos. Para aqueles indivíduos que têm problema em ser justamente… indivíduos, pessoas que não se mantêm por conta própria e não conseguem ficar sem serem definidas por outro ser humano. Eu não sou, nem jamais vou ser, uma dessas pessoas. Eu sou eu. Nada mais, nada menos. Você pode ficar comigo ou me deixar ir, mas geralmente elas ficam. E eu orgulhosamente dou. Cada. Centímetro. O companheirismo só dura até o momento de deixar o meu cartão de visitas sobre o balcão, quando já estou de saída, antes que ela acorde. Meu nome é Dexter MacFadden. Qual é o seu número?

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Cartão de Visita é uma leitura fora do habitual, narrada pela visão masculina (Lad-lit) e em primeira pessoa, nela conhecemos Dexter, que não se vê tendo um relacionamento fixo com nenhuma mulher. Muito pelo contrário, ele tem o hábito de usá-las sem dó nem piedade.

O que você, cara leitora, faria se um homem saísse de fininho durante a noite deixando apenas um cartão, sendo que nesse consta apenas um número? E não se engane, não é o número do telefone dele, é a nota da sua performance durante o sexo. Inacreditável né? Pois assim é como funciona todo o esquema de Dexter. Uma mulher. Uma noite. Sem repeteco.

“Entretanto, para qualquer mulher classificada com um número inferior a sete, na verdade, não é coletada nenhuma informação para eu entrar em contato novamente.”

E por ser um famoso fotógrafo no mundo da moda tudo está indo muito bem, porque com uma boa aparência, uma ótima lábia e um corpo desejável, Dexter tem cada mulher que cruza seu caminho. Achei todo esse artifício inicial usado pela autora muito bom. Dexter não é um personagem fácil de se gostar, não há nada para se admirar nas atitudes dele. E esse é o diferencial. Para mim, ele é um personagem insólito, algo bem forma da caixinha e dos personagens que nos deixa suspirando sabe. Foi inédito e muito bom de se apreciar.

“Como um amante medíocre, nunca vou saber quem ela é, nem ela vai saber de mim. É o tipo de coisa que funciona bem, apesar de tudo.”

Porém, o mundo que a autora criou para ele não é perfeito. Chega um dia em que todo seu esquema vai por água abaixo, e não lhe é permitido sair dele sem alguns arranhões. Descobriram sua identidade e agora as mulheres que foram usadas querem seu pescoço. Então, para fugir de toda a confusão que se meteu, Dexter vai para a cidade onde cresceu e onde sua melhor amiga Briar está. E é nessa pequena cidade, junto com Briar e sua filha pequena Kathelynn, iremos vislumbrar um outro Dexter totalmente diferente do que conhecemos até agora. Vemos a transformação de um galinha renomado para um homem que consegue ter outras vertentes de um ser humano: companheiro, amável e caseiro.

“Eu, pai? […] Desculpe. Não sou esse cara. De modo algum. Trazer crianças para esse mundo fodido nunca é uma boa ideia. Eu nunca vou fazer isso a outro ser humano.”

Nenhuma dessas mudanças me abalou. Acho que é muito disso que acontece conosco quando estamos ao lado de alguém que traz paz e conforto para nossas vidas. Dexter tem isso com Briar. Além de um sentimento velado há anos por ela, e esse hiato em sua vida profissional irá trazer Briar para mais perto do que está dentro dele. Adorei ver um personagem de múltiplas facetas – que não é birrento e insistente naquilo que é errado; além do mais, é capaz de mudar devido às circunstâncias e perceber as coisas mais importantes.

“Briar foi embora de Londres com o meu coração na bagagem e não há nada que eu possa fazer.”

O foco no passado deles: de como se conheceram, e como viraram amigos é um ponto importante e fofo durante toda a história. Briar é uma personagem muito querida, madura e com sentimentos muito bonitos, tanto por Dexter como pelas pessoas a sua volta. É isso que dá a Dexter um pouco da humanidade que lhe falta, então aqui durante a leitura é muito real o raciocínio de que procuramos em outro o que nos falta.

A única coisa que realmente me deixou chateada é que Dexter nunca viu as consequências das suas ações ruins. Ter usado mulheres e ter seu perfil exposto não criou nenhum tipo de dor na consciência nele. A fuga para sua cidade natal o afastou de tudo e de todos, e quando voltou para Londres estava tudo normal. Realmente fiquei querendo ver um pedido de desculpas ou uma nota na impressa sobre suas ações, algo assim sabe. Parece que a autora só queria que ele tivesse um momento ruim e depois a vida volta ao normal como se nada tivesse acontecido. Achei isso pouco realístico, ainda mais que Ashley estava indo por um caminho muito bom em caracterizar os personagens.

Mas esse pequeno ponto não tira o brilho de toda a narrativa. Cartão de Visita não é o livro de estréia de Ashley Suzanne. A autora é experiente e já conta com mais de uma dúzia de livros publicados lá fora, e esse fato me deixou muito animada. E com o fim da leitura conclui que ela tem uma escrita única e envolvente.

Recomendo!

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4 comentários em “[RESENHA] Cartão de Visista, de Ashley Suzanne por @EditoraCharme

  1. Pelo começo da resenha, esse livro me lembrou um pouco Atraído, que também é narrado pelo homem e o Drew também é um galinha! Mas já percebi que não é parecido não, a história desse é bem diferente, e fiquei realmente interessada em ler ele. Eu não conhecia a autora, mas é muito legal saber que ela já tem vários livros lançados, e que a escrita dela é envolvente. Com certeza vou ler =D
    Bjss ^^

  2. Não conhecia o livro, mas já fiquei interessada. Adoro livros narrados pelo protagonista, eu acho muito legal ter essa visão diferente. Achei o fim o Dexter deixar um cartão com a nota da garota, e não gostei muito de saber que ele não vai se redimir nem nada por isso. Mas o livro parece ser muito bom, e já quero ler ele também 🙂

    Beijos!

  3. Clarisse!
    No início da resenha já estava com nojo do Dexter…nem sei o que faria se fosse comigo que acontecesse isso…
    E ao ver um outro lado dele ao chegar ao lado de BRiar, mudei um pouco minha opinião, mas quero mesmo é conferir a leitura.
    “Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.” (Georges Bernanos)
    cheirinhos
    Rudy

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