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[Capa] Coração Perverso, de Leisa Rayven por @GloboLivros

E hoje entrou em pré-venda o livro “Coração Perverso”. 

Preparados?

 O livro que tem como protagonista da irmã de Ethan promete o mesmo sucesso de seus antecessores.

Lançamento em 29 de junho. Para adquirir o seu na pré-venda clique aqui.

capa do livroCoração perverso of

Sinopse 1

Elissa Holt tem uma regra quando se trata de relacionamentos: ela não namora atores. Sua bem-sucedida carreira de diretora de palco em Nova York a ensinou que eles não são confiáveis, e isso se comprova quando ela conhece Liam Quinn. Eles tiveram um breve, porém intenso romance há seis anos, pouco tempo antes de Liam se mudar para Hollywood, fazer sucesso em grandes produções de cinema e quebrar o coração de Elissa ao começar a namorar Angel Bell, a atriz queridinha da América. Agora o casal do momento está em Nova York para estrelar a peça A megera domada, de Shakespeare, da qual Elissa será, coincidentemente, a diretora de palco. Apesar de o cenário ser completamente diferente, tudo o que aconteceu entre eles – e o que poderia ter acontecido – vem à tona. Mesmo Elissa sabendo que se entregar a Liam de novo poderia gerar uma tragédia, fica claro que o amor e o desejo nem sempre seguem o script.

Primeiro capítulo!!!

Engane-me uma vez…

Hoje Salas de ensaio do Píer 23 Nova York
Arrepios subindo e descendo pela minha espinha. Sangue correndo quente e rápido sob a pele. Que droga. Essa sensação não é nada boa. Por que isso ainda acontece comigo depois de todos esses anos? Não sou uma garota que se deixa abalar com facilidade. Não mesmo. Se eu fosse me descrever, diria que sou passional, mas lógica; tempestuosa, mas metódica; espontânea, mas organizada. Todas essas qualidades podem soar contraditórias, mas fazem com que eu seja uma profissional incrível, e não sou tão humilde a ponto de não confessar que, aos vinte e cinco anos, sou uma das mais respeitadas diretoras de palco da Broadway. Os produtores sabem que podem confiar em mim para manter a calma em uma situação de crise. Conduzo minhas peças com precisão militar, e exijo um rigoroso profissionalismo de todo mundo, especialmente de mim.
Minhas regras para um ambiente de trabalho sem estresse são inegociáveis: trate todo mundo com respeito; seja firme, mas justa; e nunca se envolva romanticamente com alguém em uma peça que eu esteja dirigindo. Na maior parte da minha carreira, não tive problema algum em seguir minhas próprias regras, mas existe uma coisa que consegue fazer todo o meu equilíbrio descer pelo ralo.
Bem, não exatamente uma coisa, mas uma pessoa.
Liam Quinn.
Enquanto estou sentada num cinema particular com a minha equipe de produção e assisto a um sujeito sem camisa na tela matar um número absurdo de inimigos, fico envergonhada pela forma como minha pele está quente. Por como minha respiração está ofegante, e minhas coxas, pressionadas uma contra a outra. Como me absorvo em cada ângulo do seu rosto e do seu corpo. Como vibro com o movimento de cada músculo perfeitamente tonificado. Porém, mais do que isso, estou envergonhada pela forma como a paixão de sua performance me leva a fantasiar sobre fazer coisas passionais com ele. Não só sexuais, mas as sexuais certamente estão no topo da lista.
Em termos bem simples, ele sabe muito bem como me desarmar. É o único homem capaz de me afetar dessa forma, e posso dizer que uso isso contra ele. É inconveniente e grosseiro. Na tela, Liam corre na direção de uma ruiva deslumbrante, e a puxa para um abraço apaixonado. A ruiva é Angel Bell — capa recente da edição de “Mulheres Mais Lindas do Universo” da revista People e deusa de todos. Corpo perfeito. Peitos perfeitos. Rosto perfeito. Ela faz o papel de uma princesa celestial. Liam é seu escravo-demônio–gostosão. Eles acabaram de destruir o mundo tentando ficar juntos, e agora Liam está beijando-a como se fosse morrer se não o fizesse.
Puta que pariu, o homem sabe beijar. Cruzo minhas pernas e suspiro. Isso é loucura. Não tenho nada contra ficar excitada, mas ficar excitada por esse homem em particular é a receita para o desastre. Da última vez em que me deixei levar por esses sentimentos, não acabou nada bem. Sinto a mão de alguém em meu braço e me viro para ver um dos diretores mais respeitados da Broadway, Marco Fiori, se inclinando. Seus olhos estão brilhando de entusiasmo, e é óbvio que não sou a única pessoa que notou os… recursos de Liam.
— Belo exemplar, não? — sussurra Marco.
Dou de ombros.
— Se você gosta desse tipo de coisa, acho que sim. — Meus hormônios enfurecidos gritam que gostamos, sim, desse tipo de coisa. E gostamos muito. O único problema é que não podemos gostar, porque Liam é um ator, e nós não namoramos atores. Além do mais, em algumas semanas, serei sua diretora de palco. E mais, ele está noivo da linda coadjuvante.
Ah, e talvez a razão mais importante seja que há muito, muito tempo, tivemos uma relação curta e intensa, infernal, da qual nunca me recuperei. De alguma forma, consegui sufocar a mágoa que ele causou, provavelmente por me culpar tanto quanto o culpo. Mas e o desejo? Está correndo solto, atropelando minha compostura como um elefante numa loja de louças.
É.
Esse projeto vai ser interessante. Será um milagre se meu profissionalismo e eu sobrevivermos. Meia hora depois, após um clímax estrondoso, no qual Liam salva o mundo e, em seguida, faz sexo com a atriz principal de um jeito que deixaria qualquer mulher com a calcinha molhada, o filme acaba.
Graças a Deus.
Quando as luzes se acendem, vamos todos para a sala de reuniões ao lado. Nosso time de produção é pequeno e composto por nossa produtora, Ava Weinstein; nosso diretor, Marco; o designer e o gerente de produção; e, finalmente, meu assistente de direção de palco e melhor amigo, Joshua Kane.
— Tudo bem? — pergunta Josh, enquanto nos sentamos à mesa.
— Você está vermelha.
—Estou bem—respondo.—É só calor. Estava quente lá dentro, não?
Josh dá de ombros.
— Ficou bem quente quando Angel tirou a blusa no banheiro, mas, fora isso, minhas bolas estavam congelando. Acho que o ar-condicionado estava na temperatura “nevasca no ártico”.
Apanho o panfleto que está na minha frente e me abano. Apesar das bolas congeladas do Josh, a minha temperatura está programada para “mais quente do que o sol”.
Josh dá uma risadinha.
— O que foi? — pergunto, na defensiva.
—Nada. Só achei engraçado que, depois de todos esses anos, uma olhada em Liam Quinn ainda te deixa tão vermelha quanto a minha fatura do cartão de crédito.
— Cala a boca.
— Percebo que isso não foi uma negação.
— Cala a boca de novo. E se você deixar escapar alguma palavra sobre isso para o Marco, arranco suas bolas congeladas e as transformo em brincos.
Ele ri.
— Marco não sabe que vocês dois… “se conhecem”?
— Não.
— Ou que todas as suas fantasias sexuais dos últimos seis anos giraram em torno dele?
Eu o fuzilo com o olhar.
Josh ergue as mãos em rendição.
— Tudo bem. Bico fechado. Mas se você agarrá-lo durante os ensaios e se esfregar nas coxas dele, espero ser absolvido de qualquer responsabilidade.
— Se eu chegar perto dele o suficiente para me esfregar, você falhou como meu parceiro de vida platônico. Lembre-se disso.
— Pelo amor de Deus, garota — diz ele, com um suspiro de frustração.
— Manter você na linha é realmente um trabalho em tempo integral.
Mesmo quando os meus níveis de ansiedade estão mais alterados do que James Franco, adoro perceber que Josh ainda consegue me fazer sorrir. É por isso que ele é meu melhor amigo desde o nosso segundo ano do ensino médio. Como não poderia deixar de ser, nós nos conhecemos na turma de teatro. Ele era um dos poucos garotos héteros ali, e ainda que amássemos o teatro, não éramos bons no palco. Depois de nossa “estreia” medíocre, em que interpretamos o que sem dúvida figurará para sempre como o mais esquisito casal do mundo, decidimos trilhar o caminho menos glorioso do trabalho nos bastidores. Acontece que meu talento para organização e comando geral é uma imensa qualidade no teatro, e não demorou muito para me tornar a diretora de palco mais jovem da escola.
Por alguma razão, Josh se contentou em ser o Robin do meu Batman nos bastidores, e somos uma dupla dinâmica desde então. As pessoas sempre ficam confusas porque somos amigos e não amantes, mas é assim entre nós. Melhores amigos até o fim.
— Tudo bem, equipe — diz Marco, quando estamos todos acomodados.— Esse foi o último filme da série Rageheart, estrelado por Liam Quinn e Angel Bell, o futuro casal principal da minha fabulosa releitura de A megera domada, de Shakespeare.
Adoro o conceito que Marco bolou para atualizar a comédia clássica de Shakespeare. Seu trabalho é inteligente e atual, e sou sua fã desde que trabalhei em seu mais recente sucesso da Broadway. O espetáculo, por acaso, era estrelado por meu irmão, Ethan, e a linda noiva dele, Cassie Taylor. Depois que a peça já estava havia alguns meses em cartaz, Marco me recrutou para executar esse projeto. Claro que, na época, eu não tinha ideia de que seria estrelado pelo “Senhor das Minhas Calcinhas”, Liam Quinn. Se eu tivesse essa pequena informação, teria corrido na direção oposta. Trabalhar com um homem que ilumina a minha libido como a Strip de Las Vegas não é a minha ideia de diversão.
—Agora—diz Marco —, a menos que vocês tenham vivido numa caverna nos últimos anos, saberão que Liam e Angel são o atual casal de ouro de Hollywood. Eles namoraram durante alguns anos, depois ficaram noivos e, a julgar pelas frequentes demonstrações públicas de afeto, estão enjoativamente apaixonados.
Lembro do dia em que descobri que eles estavam namorando. Nunca me senti tão idiota em toda a minha vida. Ou tão desiludida. Pensei que tivéssemos algo especial, mas aquelas fotos foram a prova de que mesmo os homens tão espetaculares quanto Liam Quinn podem ser canalhas inconstantes.
Marco aponta para as pastas à nossa frente.
— Esses clippings irão familiarizá-los com as nossas estrelas. Eles contêm seus currículos oficiais, assim como fatos peculiares, gostos e desgostos. Como se eu precisasse disso. Tenho stalkeado Liam durante anos, e não tenho orgulho disso.
— Na parte de trás do clipping — diz Marco — há uma cópia dos riders de produção de Liam e Angel. Um rider de produção é uma lista de coisas que as empresas são solicitadas a fornecer para deixar as estrelas felizes, e podem variar desde as mais simples até o que há de mais ridículo.
— Por favor, tenham em mente que eles não são atores de teatro comuns—continua Marco.—São estrelas de cinema, então são pessoas acostumadas a ter todas as suas exigências ridículas atendidas. Vamos tentar não decepcioná-los.
Eu dou uma olhadinha na lista de Angel.
Meu Deus, isso é sério? Ao que parece, a felicidade da srta. Bell depende de seu camarim ser completamente branco — carpete, móveis, cortinas e flores. Suas exigências de alimentos e bebidas saíram diretamente do pouco conhecido best-seller Merda gourmet que vai te deixar falido.
Pulo para o rider de Liam. Só tem quatro itens:
Halteres;
Wi-fi;
Biscoitos de chocolate;
Leite.
Sorrio. Me lembro de sua predileção por biscoitos e leite. Ele ficava delicioso depois de comêlos. Biscoitos e leite ainda são os meus sabores preferidos.
Josh faz uma careta.
—Vamos realmente ter que arrumar tudo que está no rider da Angel? Eu nem saberia onde procurar um “lírio-de-um-dia”.
Marco ri.
—Claro que não. O nosso orçamento mal dá conta de pagar garrafas de água, imagine um chef particular ou um personal trainer.
Nossa produtora, Ava, limpa a garganta.
—Atualmente estou em negociações com Anthony Kent, que é o agente de Liam e Angel, e pretendo vetar as exigências mais ridículas. Anthony precisa gerenciar as expectativas de seus clientes, explicando sobre a diferença entre trabalhar no teatro e no cinema. As estrelas de cinema não têm ideia de como os orçamentos de teatro são modestos.Temo que Angel e Liam em breve sofrerão um choque de realidade.
— Liam já fez teatro antes — digo, sem pensar.
Ava ergue a sobrancelha.
— Jura?
—Ah… sim. Está aqui no currículo dele. Seis anos atrás. Romeu e Julieta. Festival Tribeca Shakespeare.
Marco estreita os olhos.
— Essa não foi a mesma produção em que você e seu irmão estavam trabalhando? Foi seu primeiro espetáculo profissional, certo? Você tinha só dezenove anos.
Maldito homem com memória de elefante.
—Ah. Sim… sim. Foi.
— Então você conhece Liam Quinn? — pergunta Ava, surpresa.
— Um pouco.
Pelo menos eu pensei que sim. O homem que eu conhecia era diferente do moleque mal-humorado que agora aparece nas colunas de fofocas quase toda semana.
—Será que ele vai nos causar algum problema?—pergunta Marco.
Eu dou de ombros.
—Ele foi muito profissional como o nosso Romeu, mas isso foi antes de se tornar o sr. figurão de Hollywood. Agora, ele tem um histórico de agressão contra paparazzi. Não ouvi comentários sobre ser difícil de conviver com ele profissionalmente, mas não seria surpresa para mim.
Marco assente.
— Concordo. Por outro lado, a noiva dele parece ser tão doce nas entrevistas que chega a fazer meus dentes doer. Acho que devemos estar preparados para lidar com algumas atitudes complicadas.
Até o fim da reunião, mantenho apenas um ouvido na conversa enquanto penso no Liam de antigamente. Ele costumava ser um sujeito apaixonado, atencioso e quente como o inferno, e despertou uma parte da minha sexualidade que eu nunca soube que existia. Eu deveria ter percebido que era bom demais para durar. Não há um homem na Terra tão perfeito quanto ele fingia ser. Mesmo depois de todo esse tempo, odeio a forma como ele me manipulou.
E ainda me pergunto por que fez isso. Para provar que podia? Para se certificar de que eu tinha os dois pés firmes no tapete antes de puxá-lo debaixo de mim?
Qualquer que seja a razão, o que está feito está feito. Não posso voltar ao passado e mudar as coisas. Mas posso garantir que Liam Quinn não tenha a chance de me enganar novamente.
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