Resenhista Convidada

[Resenha] Na Ilha, de Tracey Garvis Graves – @intrinseca

Hoje a resenha é de um pessoa especial para mim. Ela é minha amiga de leituras inseparável, e tenho o prazer de apresentar à vocês a Monique (perfil do instagram). E ela fez uma leitura que gostaria de compartilhar com a gente. Bem-vinda amiga!

saranghae

Capa

NA ILHA

Sinopse

Uma ilha deserta e ensolarada, com vegetação luxuriante e banhada por um mar cristalino pode ser o cenário de um sonho. Ou de um pesadelo… 

Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente.

T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola.

Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos a uma ilha desabitada.

De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.

Resenha

Na Ilha foi uma surpresa muito agradável. Já tinha visto muitos comentários positivos sobre esse livro, porém eu não me interessei por ele e vou ser sincera, a sinopse dele meio que me bloqueou. Foi depois da publicação no Instagram do blog Ritmo Literário sobre ele que finalmente decidi dar uma chance.

E estou tão feliz que fiz isso. É um livro que merece ser lido.

Tracey Garvis Graves nos conta no seu romance a história de Anna Emerson, uma linda professora de inglês, de 30 anos que aceita trabalhar dando aulas particulares para um garoto que acabou de se recuperar de um câncer e está atrasado na escola por conta do tratamento. Esse garoto é T.J Callahan de 16 anos.

É durante as férias de verão que Anna e T.J viajam pra uma ilha nas Maldivas pra encontrar com a família de T.J que já espera por eles. Não muito longe da ilha que a família Callahan está hospedada, as coisas começam a complicar e logo o hidroavião que levaria T.J e Anna ao seu destino cai no meio do oceano.

Após a queda do hidroavião e completamente isolados eles lutam por sobrevivência.

“Boiei, atordoado, o coração aos pulos. Rodeado apenas pelas ondas, tentei manter nossas cabeças acima da água e me controlei para não entrar em pânico. Será que eles vão saber que caímos? Será que estavam nos monitorando pelo radar? Talvez não, porque ninguém apareceu.”

O tempo passa e eles tem que aprender a viver da melhor forma possível numa ilha inabitada, apoiando e ajudando um ao outro.

“-Agradeço por termos um ao outro, T.J.
-Eu também.”

Com a convivência Anna e T.J criam um vínculo forte, ficam mais próximos e íntimos. E com o passar de dias, meses e anos juntos algo mais que amizade se desenvolve entre eles.

“Se estivéssemos em Chicago, eu nunca teria uma chance com ela.  Mas eu começava a pensar se, ali na ilha, eu teria.”

Como sabemos, Anna é mais velha que T.J e essa diferença de idade me deixou um pouco tensa no início, eu não sabia bem o que pensar sobre isso. Mas, Tracey é uma autora fantástica e eu tenho apenas elogios, por que nada foi forçado ou rápido demais, as coisas foram ganhando forma aos poucos e essa diferença de idade nem teve mais tanta importância com o tempo.

“Estou apaixonado por você há meses. Só estou dizendo agora porque acho que você me ama também, Anna. Você apenas acha que não deve. Você vai me dizer quando estiver pronta. Posso esperar”

Nós acompanhamos como o que eles sentem um pelo outro vai ganhando forma e como a cada dia o sentimento fica mais forte e mais difícil de negar. Não tenho muito o que dizer sobre o relacionamento entre eles porque foi simplesmente lindo, fofo e intenso.

Falando um pouco sobre Anna e T.J, eu os amei. São personagens cativantes, construídos com excelência, que cresceram e se tornaram pessoas mais fortes e isso foi sentido no decorrer da trama. Mas, o destaque sem dúvida é T.J, que teve que amadurecer mais rápido dada as circunstâncias, deixando de ser aquele garoto que chegou na ilha e se tornando um homem forte. Foi fascinante acompanhar.

Na Ilha já me encantou bem no início, foi fácil gostar da narrativa. A história é contada pelo ponto de vista dos dois personagens, em primeira pessoa e em capítulos intercalados e isso foi mais um dos pontos positivos; poder saber o que cada um deles pensava e como estava encarando toda a situação tornou possível os conhecer intimamente. A autora dominou tão bem os personagens e suas emoções que eu consegui sentir cada momento. Fiquei totalmente envolvida, a cada capítulo a narrativa me consumia cada vez mais e me peguei refletindo muitas vezes sobre a situação e como eles tiveram que aprender a se adaptar em um lugar com praticamente nenhum recurso para sobreviver por tanto tempo, passando fome, sede, lutando contra perigos, desnutrição e doenças.

Eu poderia ficar horas falando desse livro, de como ele me tocou profundamente, de como mexeu comigo e com as minhas emoções, de como sorri e gargalhei, de como torci pra tudo dar certo, de como vibrei quando eles conseguiram fazer fogo pela primeira vez (rs), de como chorei, senti medo junto com eles, fiquei apreensiva, senti tristeza e felicidade. Foi uma leitura e tanto, com um misto de emoções e reviravoltas que amei do início ao fim.

Para finalizar, Na Ilha não é apenas mais um romance, é um livro sobre sobrevivência, a luta constante pra se manter firme emocionalmente e não desistir, sobre o amor que nasce nas situações inesperadas, o preconceito pela diferença de idade, adaptação e superação e muito mais do que eu sequer poderia dizer aqui.

“-Mas eu não me encaixo no seu mundo.
-Nem eu. – disse ele, com a expressão terna, mas decidida. – Então, vamos construir o nosso. Já fizemos isso antes.”

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