Resenha

[Resenha] O menino que pedalava, de Cassia Cassitas – @editorapandorga

Hoje tem resenha nova no blog! Da nossa super parceira Editora Pandorga, que nos apresenta não apenas um livro, mas uma trajetória de vida… vamos lá?

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Capa

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Sinopse

Quando Elizabeth viajou à África do Sul deixando Mário em meio à preparação dos Jogos Olímpicos de 1992, eles não imaginavam que ali começava a verdadeira jornada que mudaria suas vidas.

De volta ao Brasil, Elizabeth deu a luz ao menino André, que, contrariando todas as expectativas, se interessa pelo ciclismo. Com a ajuda dos pais, de seu treinador e de um empenhado médico, André passa a conviver com uma nova realidade, muitas vezes difícil de entender e de lidar.

As dificuldades em se adaptar a complicada rotina de atleta, o temperamento rebelde, a superproteção dos pais e as inquietações e desejos de qualquer adolescente vão sendo deixados para trás, enquanto nosso herói corre em direção as Paraolimpíadas de Pequim.

Mais do que uma simples história de superação e garra, O Menino que Pedalava é um relato impressionante que tem o poder de despertar em nós o espírito adormecido da solidariedade, da coragem e da luta por um ideal, em um momento mais do que oportuno, quando André se prepara para competir nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

Resenha

 

“Albert Einstein, o famoso físico que sempre me impressionou por captar o poder escondido nas coisas simples, disse que viver é como andar de bicicleta: para se ter equilíbrio é preciso se manter em movimento”

É tão difícil falar de um livro que foi surpreendente e tocante, tudo ao mesmo tempo, que encontrar palavras e descrevê-lo é quase uma missão impossível. Primeiro porque estava esperando um livro infantil sobre um menino que ama andar de bicicleta, e segundo, porque a narrativa que encontrei foi incrível e de uma veracidade maravilhosa.

“A emoção de ajudar alguém a se tornar um ser humano com amor é algo mágico.”

O livro é sim sobre a história de André, uma criança que se vê fascinado por bicicletas ao sempre ir no parque perto de sua casa. Porém, primeiro somos apresentados à Elizabeth e Mário, seus pais, que fazem parte do Cômite Olímpico Internacional, que entre uma viagem e outra se conheceram e tornaram-se um casal inseparável, que enfim levou ao matrimônio. Entre tantas viagens, Elizabeth descobre-se grávida e precisa parar suas muitas viagens à trabalho devido ao seu estado, firmando residência em Curitiba. Já Mário, continua vivendo de um país á outro em muitas pontes aéreas.

“De manhã, quando chegar à maternidade, abrace sua mulher e a ajude a se fortalecer […] quando você olhar para o seu filho, você vai amá-lo incondicionalmente. É a lei da vida, os filhos nascem para nos ensinar amar”

Quando André nasce, descobrimos que ele é uma criança deficiente, no entanto, a autora guarda com ela numa narrativa divertida e fluida, qual é a deficiência abordada. E isso foi um aspecto muito interessante, pois eu fiquei analisando cada linha para ver se adivinhava, e ouso dizer que foi bem divertido. Porque da mesma forma em que André vai crescendo e se descobrindo, o leitor da mesma forma vai sendo contagiado por uma criança descobrindo o mundo e suas barreiras e limitações.

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Ao observarmos o pequeno André crescer e seu amor pela bicicleta também, e como todo jovem, ser excluido de grupos e em outro momento ser totalmente acolhido por novos amigos. Ele realmente me conquistou por ser um personagem bem vívido, inteligente e sagaz. Definitivamente fiquei sem entender em qual momento esse livro era ficcional para ser até mesmo uma biografia de muitos atletas paraolímpicos espalhados pelo mundo afora. “O menino que pedalava” é mais do que ficcional. É sobre a vida real, sonhos, desejos, e muito motivacional.

“Nem todos têm a bicicleta mais adequada, o tênis mais indicado, nem mesmo as roupas específicas para os treinos. O que todos têm em comum é a vontade enorme de ultrapassar seu corpo, sua vida, seus sentimentos e vencer.

A autora também nos delicia com pensamentos interessantes e análise cultural do mundo a nossa volta, pois cada capítulo passa-se num país que sediou as Olimpíadas e temos a oportunidade de ter páginas repletas de fatos e acontecimentos de um país que até então era desconhecido, e como acontece o trabalho para que um país possa receber muitas pessoas e ser uma cidade-sede.

Com uma narrativa em terceira pessoa, Cassia Cassitas, vai moldando personagens incríveis e situações do dia a dia, fazendo o leitor avaliar sua própria vida e escolhas. E não apenas isso, como também a imaginar a vida de uma família que precisa conviver com: um pai que viaja muito, uma mãe que está aprendendo a cada dia sobre ser mãe, e sobre um filho que está crescendo e descobrindo o mundo. Tudo isso com uma descrição impecável sobre literatura, mundo, cultura que dá vontade de viajar junto.

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E o momento que estamos vivendo é importante avaliarmos esses ideias, pois somos a cidade-sede da Olimpíadas de 2016, e não apenas vamos ter atletas competindo, como também paratletas. Estamos cientes disso, e dando nosso apoio? Recomendadíssimo!

 

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