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[Resenha] Onde o Amor se Esconde, de Veridiana Maenaka – @Verus_Editora

E aí pessoal, como estão?

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Eu estou ótima, e preparei uma resenha linda de uma autora nacional para apreciar com moderação, ou não?

Capa

Verus-Editora

Sinopse

Até que ponto uma mulher pode se deixar levar pelo desejo?
Na São Paulo do início do século XX, a jovem Glória sonha com o amor, ao contrário de sua amiga Marisa, cujo desejo é viver tão livremente quanto os homens. Glória, de família tradicional, se casa com o homem escolhido por seu pai. Rico e ambicioso, porém emocionalmente distante, esse homem vê na esposa apenas uma prova de sua ascensão social. Incapaz de dar um herdeiro ao marido, Glória vive uma rotina de violência crescente, enquanto Marisa se casa com o pretendente que escolheu, um notório libertino.
A infelicidade de Glória a torna suscetível à sedução de outro homem, e eles têm um encontro avassalador, marcado pela descoberta sexual da jovem. Envolvida em uma trama de luxúria, Glória pode conhecer um prazer jamais imaginado, mas será essa a sua chance de viver um grande amor?
Brilhantemente narrado e com um estilo inconfundível, Onde o amor se esconde é uma história ousada, sedutora e perturbadora sobre as escolhas que fazemos e aquelas que não podemos fazer.

Resenha

Devo confessar que não estava preparada para o arrebatamento que a autora Veridiana Maenaka me causou. Como uma amante desse gênero literário, fui conquistada em todos os sentidos e também chacoalhada com tanta realidade.

Foi minha primeira experiência com um romance histórico que é ambientado no Brasil, com locais conhecidos e muito próximo à nossa vivência – mesmo que seja numa época histórica diferente.

“Onde o amor se esconde” é um livro dividido em três partes – que faz todo sentido à obra – pois a organização e planejamento que a autora nos leva é muito sutil. Nossa protagonista é logo apresentada dese o início, e já deixo todos avisados que se começar o primeiro capítulo será impossível largar.

Glória com a sua inocência sonhadora de ser uma mulher que quer os objetivos de toda mulher da época: casamento, amor e filhos. E ela acha que realmente encontrará tudo isso no casamento arranjado por seu pai. Em paralelo, também conhecemos a melhor amiga da Glória, Marisa, que tem pensamentos e atitudes mais liberais e livres diferentes da protagonista e sua época vigente. E tal amiga quer a todo custo puxar Marisa para esse estilo de vida.

“Seu sofrimento é legítimo, mas não é o maior do mundo nem o único. Vejo uma moça linda de dezoito anos mergulhando na melancolia, no desgosto de viver, e não posso deixar que isso aconteça. Resista.”

No entanto, nem tudo são flores, e Marisa casa com o homem escolhido por seu pai e o que vem ao seu encontro não é bem a felicidade e os desejos que ela tanto queria. Sendo que a infelicidade, arrependimento e humilhação passa a ser sua companheira constante. E nesse ponto eu amei a temática que a autora abordou, dando vida e voz à muitas mulheres que sofrem com um relacionamento abusivo e violência. E sinceramente, eu fiquei chocada com os sentimentos brutais e a crueldade narrada, e não foi algo ruim de ler; foi verdadeiro pois o talento da Veridiana transborda e encharca essas páginas.

“Eu não precisava dos elogios de Erasmo. Ansiava tão somente por respeito e consideração, já que amor era impossível”

Enquanto a amiga Marisa tem o casamento dos sonhos, essa narrativa me fez pensar se a grama do vizinho é realmente verde ao desejarmos viver a vida ao lado, ou sentir ciúmes dos outros. Porque esse livre é repleto de personagens complexos e que dá margem para muito análise. Porém, não se engane: é um tema de amor real. Porque Marisa está em busca do lindo sentimento que ainda não experimentou plenamente, e o leitor irá acompanhar essa trajetória. A personagem vai te fazer chorar, rir, suspirar e principalmente entender o que é crescimento pessoal. A madureza alcançada por todos os personagens no livro é incrível, especialmente a própria Marisa, pois de uma menina insegura, chega ao nível de uma mulher decidida.

“Na carruagem, de volta para casa, uma sensação de irrealidade me acometeu. Aquele veículo, as ruas, as pessoas – tudo parecia ilusão.”

Não tem como parar de falar/escrever mais sem dar spoiler. Só sei que o leitor irá sofrer e torcer, e gostar muito de tudo.

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