Resenha

[Resenha] Beleza Perdida, de Amy Harmon – @Verus_Editora

Olá galera! Vocês conhecem a Amy Harmon né? Se a resposta for não, estão fazendo o que aí sentadinhos. Corram! TODO MUNDO TEM QUE LER ESSA PESSOA!

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Preparem-se com um copo de água, remédio da pressão, e muitos lencinhos, porque a resenha de hoje está vindo para detonar o resto dos nossos corações.

E simbora para meu segundo livro da Amy Harmon. Estou apaixonada por essa mulher! Ela é de uma sensibilidade incrível e de uma descritividade que não é chato, e criou uma história magnífica mais uma vez.

Capa

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Sinpse

Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.

Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.

Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Resenha

É difícil achar uma escritora que contém não só uma mas tantas coisas boas num só livro; e desde a caracterização dos personagens até onde ou porque é colocado cada ponto, cada vírgula me fez amar essa história de Fern e Ambrose. Porque se tem uma coisa que eu gosto num livro, é quando a autora tem a habilidade de nos conduzir na vida do personagem. Quando digo “conduzir”, não é apenas mostrar como os envolvidos são na adolescência ou na vida adulta; mas sim é quando sabemos pequenas coisas da infância, ou como foi para a pessoa crescer e sabemos o que o personagem gosta, o que lhe dá medo ou o que tem mais prazer de fazer. E fechamos o livro quando tudo termina com a sensação de ter conhecido realmente o personagem, porque o autor nos deliciou com cada pedacinho dele, até a parte mais ínfima que o terna humano como eu e você.

“Eu acho que isso significa que não entendemos tudo, e nós não vamos. Talvez os porquês não são respondidos aqui. Não porque não haja respostas, mas porque não entenderíamos as respostas se as tivéssemos”

Foi uma deliciosa surpresa conhecer Ambrose e Fern. Oras sendo um banho de calmaria e prazo e no momento seguinte sendo tenso e cheio de reviravoltas. A jovem Fern mora com os pais, sendo a mãe uma dona de casa, e o pai um pastor da igreja local. É também a melhor amiga do seu primo Bailey e ambos são filhos considerados milagres – ou comumente chamados de temporão – por serem tardios na vida dos pais. Bailey nasceu com uma deficiência que a cada ano que passa o impossibilita mais de levar uma vida normal, que o leva a depender mais de uma cadeira de roda. Porém, isso de forma alguma o impede de ser espirituoso, vivaz, engraçado e estar à par das novidades ou da vida de seus amigos.

Não só a vida de Bailey é uma lição de vida, como também seus pensamentos e as decisões que toma com base naquilo que é capaz de fazer apesar das suas limitações. A cada momento em que ele era citado num capítulo via-me questionando sobre minha própria vida e refletindo no que ando fazendo com ela. Eu queria ser parte da vida desse personagem, estar perto dele e ouvir qualquer coisa que ele falasse, receber aquele tipo de luz e vibração positiva que emanava.

Fern é apaixonada por Ambrose desde a infância, e esse sentimento cresce à medida que ambos crescem, porque ela o admira não só pela beleza física como também por terem crescido juntos e ver as conquistas dele como campeão de Wrestling. No entanto, nada a ajuda a se aproximar desse amor… até que por sorte consegue e não vou contar essa parte porque é spoiler (e mata a novidade!), mas logo o momento passa e os dois ficam desconfortáveis. Os distanciando novamente.

“A pior parte foi que cada palavra tinha sido real. Cada palavra tinha sido verdadeira. Mas ela tinha escrito como se tivesse um rosto como o de Rita e um corpo como o dela também, como se fosse uma mulher que poderia conquistar um homem com sua figura e sorriso, e mantê-lo com um cérebro. E essa parte era uma mentira. Ela era pequena e comum. Feia.”

Acho que a primeira coisa que me fez gostar tanto da Fern foi sua humanidade. Não apenas em relação com o amor que sente por Ambrose, que é puro e verdadeiro, como também por seu primo, por Rita, pelos pais e outros a sua volta. A sensibilidade dessa menina que se torna mulher e que encanta outros com seus pensamentos gentis e palavras encantadoras.

Uma das surpresas dessa história é o fato de ser ambientada na catástofre de 11 de Setembro de 2001. Fazia tempo que não lia nada envolvendo um fato histórico que fizesse sentido e que se encaixasse bem no enredo. E esse dia fatídico leva Ambrose e seus quatro amigos à guerra, no entanto, apenas Ambrose regressa com marcas que nunca sairão dele. E quando Ambrose volta para sua pequena cidade que o idolatrava, simplesmente não é mais o mesmo, ele mudou de alguma forma esse fato também mudou a vida dos habitantes.

“A saudade machucava. Eles definitivamente não estavam mais no Kansas. Ele se perguntava onde tinha se metido. O que ele tinha começado. E se estava sendo honesto consigo mesmo, não era Hércules e não era o homem de lata. Era o Leão Covarde. Tinha fugido de casa e trouxera seus amigos com ele, seu cobertor de segurança, o seu próprio sistema motivacional. Ele se perguntou o que diabos ele estava fazendo em Oz.”

Em alguns momentos me vi pensando na vida dos habitantes como se tivesse em Stars Hollow (a pequena cidade do seriado Gilmore Girls – meu amor eterno!), e imaginando uma vida conjunta onde todos estão envolvidos na vida um do outro e zelando pelo bem-estar. Fern vai ter um papel importante em traz de volta a vida com a sociedade, e em ajudar seus amigos.

Essa história partiu meu coração. A autora tem o poder de fazer o leitor estar em todos os momentos nas vidas dos personagens através da narrativa em terceira pessoa. Há um tempo atrás eu odiava esse tipo de escrita justamente porque não conseguia me sentir próxima da vida que estava sendo descrita para mim. Agora não, eu já sei que isso é possível.

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