Resenha

[Resenha] Eu estive aqui, de Gayle Forman – @editoraarqueiro

Oi, gente!

A resenha de hoje será de um livro que mexeu muito comigo.

Não sei se é uma fase, mas ultimamente tenho sido “atraída” para livros com uma pegada mais dramática, vamos dizer assim. E não é que tenho gostado bastante?

Esse particularmente me deixou com uma pequena ressaca, pois tive uma experiência com o tema. Claro, nada comparado ao da protagonista. Para dizer a verdade, a pessoa nem era próxima a mim, mas impossível dizer que não me deixou mal. Quem não conhece alguém que tem uma história de suicídio próximo?


Livro: Eu estive aqui
Autor: Gayle Forman
Editora: Arqueiro

Capa do livro 1eu estive aqui

Sinopse 1Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.

Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.

Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Resenha 1

Antes de iniciar, gostaria de dividir uma história com vocês. Será rápida, prometo.

No primeiro ano de estágio no Hospital de Pronto Socorro da minha cidade, me deparei com uma cena que mexeu muito comigo. Naquele dia, deu entrada no hospital um jovem em estado grave. Fomos chamados para realizar um exame e eu me prontifiquei a ir, mesmo não sabendo o que encontraria. Ao entrar na UTI, vi que haviam muitos profissionais à sua volta, todos tentando, de alguma forma, salvar a vida do rapaz.

Depois de um tempo, a curiosidade venceu e eu perguntei o que havia acontecido com ele. Imaginei que fosse um acidente de carro, atropelamento talvez, mas a resposta veio curta e grossa: suicídio.

Não me orgulho da minha resposta, mas foi o que ‘soltei’ na hora. Algo como: “e a gente gastando material já escasso pra salvar a vida de quem escolheu morrer?”

O olhar de um dos médicos me fez murchar na hora e ter desejado voltar no tempo e me arrepender do que disse. Ele simplesmente respondeu que havíamos aprendido a salvar vidas e não a questionar os atos das pessoas.

Acho que, se houvesse um buraco pra eu me esconder, talvez estaria nele até agora. Fui extremante rude em comentar isso, mas respirei fundo, fiz o exame no rapaz da melhor maneira que pude e saí. Não sei o que aconteceu com ele. Foi transferido para um hospital mais adequado e eu nunca tive noticias. Não sei se está vivo ou não resistiu. E nem ao menos saberia dizer o que o motivou…

O assunto suicídio ainda é um tabu na sociedade, o que leva a ser omitido em algumas situações. Como cristã, eu aprendi que quem comete tal ato não tem direito a perdão. Porém, ao me deparar com essa situação na minha frente, foi difícil não questionar. A partir daquele dia, passei a ter uma visão diferente de quem comete (ou tenta) suicídio. A verdade é que algumas pessoas podem considerar determinadas situações dolorosas como uma vivência positiva para o crescimento, já outras são mais vulneráveis a acontecimentos particulares de trauma, e, se não tem uma estrutura, um acompanhamento ou não conversa sobre isso, acaba visando o ato como uma solução para seus problemas.

Foi assim com Meg…

Ela e Cody sempre foram amigas inseparáveis. Planejavam sair da pequena cidade em que moravam e fazer faculdade em Seattle juntas. Mas acontece que Meg ganhou uma bolsa em uma faculdade renomada e Cody não teve a mesma sorte. Sem condições, ela viu sua melhor amiga ir embora sozinha e teve que se contentar com a faculdade local e faxinas para pagar as contas.

A vida de Cody muda do avesso quando ela recebe um e-mail de sua amiga, com a pior noticia que poderia receber: Meg suicidou-se.

Meticulosa, ela organizou tudo, desde o e-mail a ser mandado, o veneno raríssimo tomado e até apagar os vestígios de seu plano…

Cody se vê no fundo do poço e não consegue entender o porquê de sua amiga ter escolhido tirar a própria vida. Afinal ela era feliz, não era? Se ela tivesse algum problema, lhe contaria, não é mesmo? Elas eram melhores amigas, deveria ser assim, certo?

Quem você perdeu?
A minha melhor metade.

Meg me sustentava. Sem ela, não consigo me manter de pé.

Após o enterro, a família de Meg lhe pede para que se responsabilize pelas coisas deixadas no alojamento da faculdade e Cody viaja na intenção de buscar seus pertences. Como agradecimento, ela ganha o notebook da amiga e descobre que alguns arquivos foram apagados, bem como os e-mails.

A partir daí, Cody se vê numa investigação por conta própria para tentar descobrir quem incentivou a amiga a dar fim a sua vida.

No caminho, ela encontrará Ben, o cara por quem Meg foi apaixonada. Será ele o culpado?

À medida que as instigações avançam, Cody vai descobrir que há algo muito mais complexo por trás de um simples coração partido. E que para seguir com sua vida, talvez seja necessário se perdoar também e aceitar as surpresas que ela pode nos reservar.

Mas não sei se ainda posso perdoá-la. E nao sei se ela me perdoou tambem.

Gayle Forman retorna com mais uma história linda para nos fazer repensar nossos conceitos.

Emocionante e surpreendente!

Sem dúvida entrou para a lista de melhores do ano!

Palmas mais uma vez para a Editora Arqueiro.

Se quiser conhecer essa história e sentir o mesmo que eu, garanta o seu na Amazon e pelo Buscapé.

Indico, indico, indico. 😉

Beijos!

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3 comentários em “[Resenha] Eu estive aqui, de Gayle Forman – @editoraarqueiro

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