Resenha

[Resenha] Minha Julieta, de Leisa Rayven – @globolivros

Oi, gente! A resenha de hoje é superespecial. Primeiro, porque amei Meu Romeu e Minha Julieta (Leisa ganhou uma fã de carteirinha). Segundo, porque a Globo Alt nos concedeu o privilégio de receber uma cópia antes do lançamento de Minha Julieta para que pudéssemos ler e passar pra vocês o quanto a conclusão da história de Ethan e Cassie conquistou os nossos corações. Então, desde já, quero agradecer demais à editora. ❤

Eu vou tentar ao máximo não dar spoilers, tá? Mas, como é uma continuação e eu não esgotei meu estoque do que falar de Meu Romeu, pode escapar algo.

Capa do livro 1

Sinopse 1

A esperada sequência de Meu Romeu traz de volta Cassie e Ethan, dois jovens atores que viveram uma paixão intensa, mas se magoaram profundamente. Agora, os dois vão estrelar juntos um espetáculo na Broadway e precisam resolver os problemas do passado. O que Ethan fez para que o coração de Cassie ficasse partido? Enquanto as lembranças dolorosas voltam à tona, Cassie tenta descobrir se Ethan realmente mudou – e se ela está disposta a dar uma nova chance a esse amor.

Resenha 1

Bom, é importante eu começar essa resenha dizendo que a Globo Alt me deve uma barra de chocolate e horas de sono. 😛 Sim, eu já tinha tido esse problema com Meu Romeu: como os capítulos intercalam passado e presente, eu entrei num severo looping de só mais um capítulo. Gravíssimo o caso porque, quando eu terminava um capítulo do passado, precisava ler um do presente pra voltar a acreditar que existia esperança para Cassie e Ethan. Terminando um do presente, havia sempre uma vozinha que dizia ‘ah, lê um pouco mais, a gente precisa saber o que aconteceu e como Ethan passou de destruído ao cara que faz de tudo para recuperar o amor da sua vida’. E foi nessa que terminei ambos muito rápido e tive uma crise de choro homérica (não viu? Vê aqui) no final de Meu Romeu, e um sentimento de vazio e saudade no fim de Minha Julieta (Pô, Leisa, custava escrever mais umas quinhentas páginas? Queria ver mais deles juntos). #beicinho

Posso contar um segredo? Assim que recebi o livro, dei uma folheada. Eu sei, eu sei, mas foi mais forte do que eu. E na primeira folha que abri, já corri pra marcar uma citação. Juro! Leisa se superou nesse. Foram muitas passagens marcadas. A mulher tem o dom, gente! ❤

No fim, tive uma gigante supresa que aplacou minha saudade desses dois lindos. Será que conto, será, será? Ah, gosto de vocês, vou contar sim. Foi anunciado que haverá um livro da Elissa, irmã do Ethan!!! 😮 😮 😮 Ownnnn! Ela torceu e ajudou tanto que acho que é mais do que merecido que tenha um final feliz sim. Além disso, espero ver um pouco de Cassan (não shippei bem, né?) nele. Fucei no Goodreads e descobri que lança em 03 de maio de 2016. Já vou começar a aperriar a Globo Alt! 😛 O livro se chama Wicked Heart e aqui está o link do GR.

Esse homem significa tanta coisa para mim. Ele foi meu primeiro amigo de verdade. Meu primeiro amor. Primeiro amante. Me deu mais prazer do que eu podia imaginar, e é o arquiteto de uma dor que jamais pensei ser capaz de suportar.

Para quem não conhece a série (não pode!), vou fazer um breve resumo de Meu Romeu, tá?

Cassie Taylor vai fazer um teste para a Grove, uma grande escola de teatro. Nos testes, ela nota o deus grego com pinta de ‘não mexa comigo’ Ethan Holt. Apesar de extremamente arredio, Ethan  e Cassie demonstram ter uma química absurda e ambos são aceitos, sendo que essa seria a terceira e última vez que Ethan tentaria entrar na escola.

Virgem e sem nunca ter namorado, Cassie logo se interessa por Ethan. Ela consegue enxergá-lo como alguém que ele deveria ser se não tivesse tantos traumas do passado. Eles ficam um bom tempo nesse chove não molha porque, por causa de seus problemas, ele não se acha digno dela nem capaz de ter um relacionamento saudável e normal, mesmo que a deseje intensamente.

Até que ele cede e eles começam a namorar. Ela sabe que há algo muito errado, mas Ethan não se abre. Percebemos nitidamente que Cassie é a única a se empenhar e lutar pros dois ficarem juntos. Nesse meio-tempo, eles estão ensaiando a peça Romeu e Julieta e a tensão sexual entre eles praticamente põe fogo na peça, que é um grande sucesso.

Após o ápice do relacionamento, Ethan abandona Cassie pela primeira vez. Só que eles estão no segundo ano da escola e ela ainda terá que conviver com ele até o fim do terceiro. Ela fica destruída, claro, mas, como ainda se veem e ela sabia que estava levando o barco da relação sozinha, o rompimento não tem grandes consequências quanto o segundo, logo após a formatura, que só vamos saber o que aconteceu em Minha Julieta. Pra não estragar a surpresa, só posso dizer que foi muito duro. 😥

Após o segundo rompimento, eles passam três anos sem se ver. Ethan está em uma turnê pela Europa e Cassie continua trabalhando muito, mas ela agora está mudada, não tem mais relacionamentos sérios e apenas usa os homens para sexo sem emoção e envolvimento. Nesse tempo, Ethan mandou diversos e-mails, mas, apesar de tentar muito, ele não consegue exprimir em palavras o que realmente sente. Como Cassie já passou por essa de acreditar que ele mudou e foi destruída no processo, os e-mails não mudam nada. Até que ele aparece de repente para ser o protagonista junto com ela em uma peça e tudo vem à tona. Agora, é Ethan quem está determinado a reconstruir o relacionamento. Temos, então, uma inversão de papéis: a Cassie bobinha e apaixonada agora é a garota quebrada, e Ethan, após uma violenta epifania, é o centrado da relação e disposto a ter o amor da sua vida de volta.

Será que Cassie deve perdoá-lo e dar mais uma chance? Eis é a grande questão.

Os livros são tão interligados que poderiam ser apenas um volume, mas entendo que a autora quis separar bem a mudança dos personagens.

… vamos dizer que as pessoas são livros. Todos os que entram na nossa vida têm direito a um vislumbre de algumas das nossas páginas. Se gostarem de nós, mostramos mais páginas. Se gostarmos delas, queremos que vejam as partes não editadas. Algumas pessoas podem tomar notas nas margens. Deixam suas marcas em nós e na nossa história. Mas, no final das contas, as palavras que estão impressas ― que nos representam como pessoas ― não mudam sem nossa permissão.

A questão é que, se as pessoas fossem livros, Ethan seria um best-seller. Um livro cativante, sexy e inteligente que ninguém quer largar, mesmo depois de ter transformado você em um montinho soluçante.

São vários motivos que me fazem amar essa história de paixão. Quem nunca passou ou conhece alguém que viveu as situações retratadas no livro? Traumas do passado que te fazem desacreditar no amor, brigas familiares, arriscar tudo para seguir o seu sonho, preocupar-se ou não com a opinião alheia, amar tanto alguém que acha que pode “consertá-lo”. São situações que podem ocorrer com qualquer um e esse é um dos grandes atrativos do livro, na minha opinião.

Somos duas perfeitas caracterizações, impecáveis em nossa negação.

Ninguém diria o quanto estou amargurada e descontrolada por dentro. Nem mesmo ele.

Especialmente ele.

Uma fala de Como gostais me vem à mente: “O mundo é um palco, e todos os homens e mulheres são meros atores”. Ali, de pé, olhando para Ethan, esse conceito nunca me pareceu tão verdadeiro. A Grove é o nosso palco, e estes são os nossos papéis.

Separados.

Sem amor.

Impassíveis.

Eu inspiro profundamente.

Sobe o pano.

Odiei o Ethan em diversos momentos. Como ele poderia ser tão cachorro quando a Cassie só queria amá-lo? Mas cada um sabe onde seu sapato aperta. Quando a Cassie passou a ser a quebrada e o Ethan tentava fazê-la acreditar de novo no amor, acho que ela finalmente “calçou o sapato” dele do início. Eu até pensei que ela não fosse conseguir perdoá-lo, em alguns momentos, porque, considerando como o rompimento se desenrolou (era uma bomba-relógio), como ela poderia confiar nele de novo? Ainda bem que ele consegue provar pra ela que mudou, que se curou dos traumas (em MJ, a gente descobre que ainda tem mais, gente 😥 ) e seu coração agora é livre para amar com toda a intensidade que ambos merecem. O amadurecimento deles é muito lindo de se acompanhar.

Todo mundo usa máscaras metafóricas a vida toda. Todos nós temos diferentes faces que mostramos aos nossos colegas de trabalho, ou amigos, ou família. Às vezes, usamos tantas máscaras que esquecemos quem somos por trás delas, mas é preciso encontrar coragem para abandonar toda essa enganação e revelar seu eu verdadeiro.

― E se meu verdadeiro eu for… uma merda? Defeituoso, tóxico, incapaz de inspirar amor? Por que eu deixaria alguém ver isso?

― Porque, no final das contas, essa é a sua única versão verdadeira. É a única que pode realmente dar aos outros. Todo o resto é fingimento.

Em Minha Julieta, eu já estava acostumada a ser bipolar 😛 com a drástica mudança entre passado e presente. No presente, eu pensava: tadinho dele, Cassie, perdoa. Já no passado: nossa, que cara grosso. Sai dessa, mulher, vai atrás de alguém que realmente te queira. Como Meu Romeu retrata sempre o passado seis anos antes, fiquei totalmente bipolar até o fim. Em Minha Julieta, começamos a avançar no tempo e vamos vendo que existia sim um interesse dele debaixo de todo aquele exterior durão que se recusava a se entregar por completo.

― Porra, Cassie, sei que a coisa certa a fazer é deixá-la em paz. Mas quando penso em fazer isso… ― ele põe a mão sobre o peito ―, dói pra caralho. E eu estou tão cansado de sentir dor. Achei que você pudesse fazer parar, mas você só piorou tudo.

O grau de autossabotagem dele era tão alto que nem todo o imenso amor da Cassie conseguiu fazê-lo ver através daquele mar de sofrimento, que o fazia acreditar que estava protegendo-a ao afastá-la de si, sem perceber que isso só os magoava e quebrava ainda mais.

― É, bem, às vezes, o amor não conserta tudo magicamente. Eu não deveria ter deixado as coisas chegarem tão longe. Nós nunca vamos dar certo, e não consigo continuar fingindo que vamos. Você também não deveria.

Ethan não entende que, ao tentar me tornar melhor, só está me tornando pior.

Ele não achava que esse amor era suficiente para curar seus traumas e se achava incapaz de amar. Foi preciso algo gravíssimo acontecer para ele acordar pra vida.

… jurei que da próxima vez que você pusesse os olhos em mim eu seria o homem que você merecia, não um garotinho assustado.

Minha finalidade é simplesmente saber que sou seu e você é minha, e que nenhum de nós tem medo ou vergonha disso.

Ela passou três anos lutando por esse amor e três só passando pela vida, sem realmente viver. Além disso, os amigos que estiveram ao lado dela durante os anos de sofrimento, querendo o bem dela, meio que cobram que ela não se deixe enganar mais uma vez. Eles têm dificuldade de acreditar que o Ethan mudou. E esse é um dos grandes medos dela também, pois sabe que, se for deixada pela terceira vez, não vai sobreviver a isso.

Eu tinha meu futuro todo planejado, e, apesar de ser doloroso admitir, você não faria parte dele. Agora, preciso voltar a pensar na possibilidade de que você mudou e vai estar por perto? Quer dizer, por favor. É difícil processar. Você já pensou que seu plano épico para nos reunir deveria ter incluído me consultar?

E é por isso que eles têm essa longa jornada para se reconectarem e acreditarem novamente nesse amor, com o Ethan provando a ela que ele é aquele cara bom que ela sempre enxergou.

― Estava claro para todo mundo, exceto para vocês, que acabariam juntos ― diz Erika. ― Estava claro para mim, sem dúvida. Vocês dois tinham um caso sério de paixor. 

― Que diabos é uma paixor? ― pergunta Ethan. ― Parece uma doença. 

― É uma mistura de paixão e amor. 

― E todo amor não é apaixonado? 

― Não, necessariamente. ― Erika recosta-se na cadeira. ― É possível amar algo sem estar apaixonado. E, ao contrário, é possível ser apaixonado por algo que não se ama. É quando os dois convergem que a magia real acontece. 

― É o arrepio de leve quando você escuta o nome da outra pessoa. As vezes que você pensa no sorriso dela e nota que é impossível ficar sério. São aqueles instantes pequenos e preciosos em que deseja que a pessoa esteja com você, porque nada significa nada antes de você compartilhar com ela. Mais do que paixão ou amor em si mesmos, é a alquimia interna que os torna parte de você. 

― Vocês dois tiveram sorte. Acabaram juntos. Nem sempre é assim. Às vezes, encontramos a pessoa capaz de nos transformar para sempre e, por um motivo ou outro, ela não se torna parte da sua vida. O problema é: nunca nos esquecemos.

Quando olho para Ethan agora, não vejo apenas o jovem sofrido que me machucou em uma tentativa equivocada de me proteger. Vejo o homem que lutou contra a dúvida e a escuridão interna, e esforçou-se com todas as suas forças para mudar. E há algo em sua imensa determinação de ser mais do que era que o torna mais belo aos meus olhos do que nunca. Há compaixão nele agora, não somente pelos outros, mas especialmente por mim. Ethan sabe das minhas perdas e dos meus fracassos. Ele andou com os meus sapatos. E eu andei com os dele.

A resenha ficou gigante, eu sei, mas não poderia ser diferente. Esses livros me marcaram demais esse ano. Esse amor, que parecia impossível de dar certo, mas que venceu todas as barreiras e prevaleceu, é marcante demais para ser descrito em poucas palavras. Com certeza, essa será uma série que lerei repetidas vezes porque é do tipo que nos dá força para seguir em frente e encontrar a paixor que todos merecemos. E é isso que quero desejar a vocês: espero que todos encontrem a sua paixor e sejam felizes.

Meu coração realmente se alegra ao ler o desfecho desses dois. Já estou com saudade e contando os dias para o livro da Elissa sair. Quero muito ver mais de Cassie e Ethan.

Adquira seu exemplar na Amazon ou no Buscapé.

Bjs.

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