Resenha

[Resenha] A Promessa da Rosa, de Babi A. Sette – @NovoSeculo

Oi! Hoje tem resenha. É de Romance de Época. De um livro que para resumir vou chamá-lo de lindo.

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Livro: A Promessa da Rosa

Autor: Babi A Sette

Editora: Novo Século

estrelas

 

 

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Sinopse 1Século XIX: status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado. Vive entre viagens, festas exclusivas e amantes disputadas. Está de volta a Londres em busca de uma esposa adequada.
Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, a impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.
Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúmes e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.

❤ Confira o lindo book trailer ❤

Resenha 1

Vou logo afirmando: A Promessa da Rosa deve constar em sua lista de leitura obrigatória. Independente de gostar do gênero ou não, leia. Leia, nem que seja para ter a prova da qualidade que a leitura nacional tem adquirido.

Quem me acompanha sabe que sempre declaro o meu amor aos Romances de Época. Me iludi ao pensar que, de acordo com os trechos históricos do primeiro livro da Babi, Entre o Amor e o Silêncio, já sabia o que me esperava. Livros assim costumo ‘devorá-los’ em horas, no máximo em dois dias. Mas, com esse, tive que parar para respirar. Lembro-me de ficar parada com ele em mãos, apenas olhando para a folha marcada, não acreditando no que tinha acabado de ler. Nada me prepararia para o que encontraria naquelas palavras.

Deixamos de ver a beleza e singularidade das coisas só pelo fato de já termos alcançado-as.

A Promessa da Rosa narra o romance entre Kathelyn e Arthur. Pela primeira vez, me apaixonei pelos protagonistas logo de cara e, ter que te contar sobre isso, faz com que todos os sentimentos que tive durante a leitura voltem com força total. As doses homeopáticas com que foram distribuídos durante arosa gifs trama causaram em mim uma multipolaridade (se é que isso é possível), foi uma ressaca ‘daquelas’. É uma emoção diferente a cada capítulo.

Kathelyn Stanwell não é uma jovem comum. Além de linda, chamando atenção por onde quer que fosse, seus ideais são completamente diferentes de outras como ela, na idade de debutar. Bem nascida, filha de um conde, mas com uma personalidade capaz de levar qualquer convencional à loucura. Ela ama a liberdade e o que isso representa, sendo assim, despreza a nobreza, seus ritos e títulos. Para ela é abominável uma mulher ser tratada como uma mercadoria, submetendo-se a um casamento por dinheiro e não por amor. Pensando e agindo da forma que sua ousadia lhe permite, já se envolveu em algumas aventuras. Numa dessas, teve um castigo que lhe tirou de circulação da sociedade logo após o seu debut.

Ela gostava demais da queimação do perigo, da emoção, de poder ser descoberta, daquele estado excitante em que entram todos os sentidos diante de um desafio – suor nas palmas das mãos, calor nas bochechas, frio entre as costelas. Às vezes, até mesmo, um formigar por cima da pele e um tremor nas pernas. Seja o desafio qual fosse. Gostava de todos eles.

Quando mais nova, tinha por companheiro seu fiel amigo, Steve. Ele também lhe auxiliava a ampliar seus conceitos, já que a ela eram negados os conhecimentos tão incomuns para uma mulher. Conhecimentos esses que se aproximavam de serem colocados em prática; agora, já um pouco mais madura, pelo menos alguns deles. Ela voltaria à sociedade participando de um novo baile e seu retorno marcaria para sempre a sua vida. “(…) Que a minha noite seja tão inesquecível como é a minha fantasia”.

Arthur George Pierce Harold era o nono duque de Belmont e já sentia o fardo de sua posição social. Soube aproveitar muito bem tudo o que ela lhe trouxe, agora seria a hora de sossegar. Suas posses e seu título o tornavam um bom partido, um alvo fácil para as caçadoras de duques, o que fez com ele se jurasse nunca mais frequentar eventos durante a temporada. Porém, esse novo pensamento, é claro, surgiu por um forte motivo, afinal não voltaria a participar de livre e espontânea vontade.

Ele queria uma esposa. Sendo que ele não queria qualquer uma. Será que esse novo baile solucionaria a sua procura?

Entretanto, já havia decidido que escolheria uma esposa adequada e que se habituasse ao seu estilo de vida. Uma mulher que tivesse personalidade. Não queria uma boneca amarrada com fitas que aprendera a dizer duas frases na vida. – Sim, meu senhor. Não, meu senhor. – Queria uma mulher autêntica, que o desafiasse.

O primeiro encontro entre Kathe Arthur foi misterioso, ambos aparentavam vestir um personagem, desde que se mostraram um ao outro como jamais se revelaram a ninguém. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes. Pretextos de sobra para uma grande atração.

Um baile de máscara é tão atrativo porque ele evidencia a nossa necessidade de fingirmos ser quem não somos. Por proteção ou por diversão ou por qualquer que seja o interesse… Quando vestimos uma, esquecemos por um tempo aquelas que levamos naturalmente e nos permitimos sermos mais… O que somos.

Seria uma aventura? Ambos não se veriam mais e ficariam apenas com as lembranças da intensidade do momento em que viveram?

O segundo encontro é um dos trechos mais tensos. Já que o baile foi o pontapé inicial para a volta de Kathe, ela se via participando de novos eventos sociais. Sua empolgação não vinha do contato com as pessoas que também os frequentam, ela continua detestando a frivolidade das pessoas, e sim do que poderia vivenciar. Durante tal evento, se vê frente a frente com um de seus maiores medos: ela rever o enigmático cavalheiro que conheceu no baile e estremece ao perceber que ele poderia arruinar sua reputação revelando o que aconteceu.

A Promessa da Rosa também aborda temas que eram frequentes nessa época. A mulher não tinha voz, nem vez, servia apenas de adorno ao público e satisfação entre quatro paredes. Comportamentos como os de Kathe poderia lhe render a solteirice eterna, pois nem todos os homens pensavam como Arthur. Sua beleza e língua afiada fizeram com que ele se encantasse e declarasse seu interesse nela. Será que seria retribuído?

Sentiu um pavor de morte só de passar a mais vaga ideia de que corria o risco de apaixonar-se. E se ele continuasse a persegui-la, Deus a livrasse, ela não resistiria por muito mais. Ele era a antítese de tudo o que sempre sonhou como deveria ser o homem por quem se apaixonaria um dia.

É claro que, diante dos sentimentos que afloravam, os encontros entre eles passariam de dois e isso despertaria o interesse de outros personagens, mas não na união deles. A falsidade que não é impedida nem pelo laço de sangue, a intriga e inveja que começa a rondá-los. Diante desses acontecimentos, conhecemos outros personagens, alguns tão apaixonantes como os protagonistas (também participantes dos trechos engraçados), outros que inflamam o puro ódio e tem lugar até para os apáticos, te dando vontade de sacudi-los e mandá-los acordar. Atitudes como as deles ameaçam o relacionamento de Kathe e Arthur com intrigas ou letargia, oferecendo um novo rumo à sua leitura.

A Babi mais uma vez me surpreendeu na forma como encerrou a trama e mais uma vez senti isso fisicamente, sendo no nariz vermelho, nos olhos inchados e ao sentir o coração aos poucos se livrar do aperto que o mantinha desde as primeiras páginas.

A Promessa da Rosa é um livro lindo. A cada página você pode ler quanta dedicação a autora empenhou para finalizar o trabalho de forma cativante, que com certeza rendeu muito envolvimento com seus personagens, seja na hora do êxtase ou da dor, a firmeza e a coragem com o crescimento de cada um.

E vou amar você com tanta intensidade que quando acabarmos, não restará nada seu que você não tenha revelado e nada meu que permaneça oculto.

Como fiel seguidora, confesso que vou tremer na base quando ela disser que passará um tempo reclusa se preparando para um novo livro, mas que com certeza estarei ansiosa até a liberação da pré-venda. ❤ ❤ ❤

Beijos!!!! Até a próxima. 😀

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sobre o autor 1

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BABI A. SETTE nasceu em São Paulo, porém até os doze anos morou em quatro estados diferentes do Brasil. Ama viajar e conhecer novos lugares, e escreve sobre as cidades do mundo que teve a oportunidade de visitar. Acredita que todo o lugar que conhece ela deixa um pouco de si e carrega um pouco do lugar consigo, chegando a carregar pedaços do mundo todo.

Formada em Comunicação Social, sente-se metade socióloga e a outra, psicóloga. Isso porque ama as pessoas, as suas emoções e histórias. E nos presenteia com a estreia deste romance, Entre o amor e o silêncio.

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5 comentários em “[Resenha] A Promessa da Rosa, de Babi A. Sette – @NovoSeculo

  1. Jésiam …. Vou erguer uma estátua sua mulher …. Amo suas resenhas . Já comprei “A Promessa da Rosa” e não chega . Que triste 😦 . queria tanto a 1º edição do livro “Entre o Silêncio e o Amor”, caso você saiba se alguém estiver vendendo a 1º edição , me avise por favor .
    Bjo lindona .

    1. Que lindo, Thais! ❤ Obrigada pelo carinho! Assim que souber informações sobre as diferenças nas edições te passo. Vale a pena aguardar a chegada do "A Promessa da Rosa", você vai lê-lo rapidinho. 🙂 Espero que continue acompanhando e curtindo nossa bagunça por aqui. 😀

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