Resenha

[Resenha] À Flor da Pele, de Helena Hunting – @suma_br

Hoje é dia de falarmos de um livro que deixará suas emoções à flor da pele…

Livro: À Flor da Pele, série À Flor da Pele #1

Autora: Helena Hunting

Editora: Suma de Letras

Capa do livro 1

Sinopse 1

Dois jovens traumatizados encontram o amor em uma relação que desperta sensações à flor da pele

Tudo na tímida Tenley Page intriga o tatuador Hayden Stryker de um modo que ninguém jamais conseguiu: do cabelo longo e esvoaçante com aroma de baunilha até a curva suave do quadril… E o interesse dele só aumenta quando ela pede que ele tatue um desenho incomum em suas costas.

Com seu jeito durão, Hayden é tudo que Tenley nunca se atreveu a desejar. A química entre os dois é instantânea e desperta nela o desejo de explorar o corpo escultural que há por baixo de tantas tatuagens.

Traumatizada por um passado trágico, Tenley vê em Hayden a chance de um recomeço. No entanto, o que ela não sabe é que ele também tem segredos que o impedem de manter um relacionamento por muito tempo. 

Quando os dois mergulham em uma relação excitante e enfim passam a confiar um no outro, lembranças e problemas batem à porta — e talvez nem mesmo a paixão entre eles seja capaz de fazê-los superar seus traumas.

Resenha 1

Bom, vou começar a resenha dizendo que a Suma me deve um “vale-post it”. 😛 Sério, marquei vááários trechos, quase o livro inteiro. Muitas passagens do livro me tocaram profundamente.

Confesso que, quando li Doce Tatuagem, não consegui dimensionar a gama de emoções que teria com o livro. Não estou dizendo para não lê-lo; leia sim. É curtinho e baratinho. Ele te prepara para o que vem a seguir, já te dando uma ideia de que tanto Tenley quanto Hayden têm profundos traumas do passado, que possivelmente serão um empecilho para o seu envolvimento completo. Terminei-o com gostinho de quero mais e À Flor da Pele não me decepcionou.

Durante a leitura, vi uma amiga que tinha acabado de lê-lo ir na página da Suma perguntar quando sairia a sequência, Marcados para sempre (que já nos dá água na boca porque a capa está na contracapa desse), meio que no desespero. Pensei ‘Meu Deus, será que ficarei assim?’. Sim, eu fiquei, mas não se preocupem, já tenho um trunfo na manga para chorar pra editora. 😀

Mas, por ansiar tanto pela sequência, se você me perguntar se me arrependo de ter lido, responderei com um gigante NÃO! Depois que esse casal me conquistou, nada poderia me separar deles. Mergulhei na segunda metade do livro em um dia que tinha sido particularmente ruim pra mim. Foi quase uma fuga da minha realidade, então, acho que senti com ainda mais força as dores de cada um, o quanto uma omissão, por melhor que seja a intenção, pode magoar tanto quanto uma mentira. Terminei o livro e já comecei a sentir saudade deles. ❤ Tive uma vontade de entrar no livro, sacudir os dois e tentar resolver os problemas… Ah, se eu pudesse…

Vocês já sabem que eu evito dar spoiler, né? Então, vou fazer só um resumo rápido sobre o livro.

Tenley acaba de se mudar para Chicago para fazer pós na universidade. Ela alugou um apartamento que fica em cima de uma cafeteria e de um antiquário, que pertence à tia de Hayden. Em Doce Tatuagem, vemos que Tenley está cansada de ficar apenas em casa esperando o início das aulas e já foi muitas vezes ao antiquário. Então, Cassie, a dona, contrata-a para trabalhar lá meio período, a fim de arrumar o estoque e organizar os livros. Já Hayden tem um estúdio de tatuagem bem em frente à loja e vai sempre lá para ver os novos livros, encontrar a tia e comprar café.

A primeira vez que se veem é chocante para ambos. Ela, que saberemos em À Flor da Pele, não estava acostumada a conviver com pessoas tatuadas e cheias de piercings, fica bem assustada e tímida, apesar de muito interessada. Hayden que, até certo tempo antes, era muito pegador, fica intrigado pela nova funcionária de sua tia, que parece ter medo dele.

Quando eu estava perto de Hayden, todas as partes do passado que eu queria deixar para trás desapareciam, mesmo que só por uns instantes. Mas aquilo ia muito além da atração física, que tinha se tornado impossível de ignorar.

Era intenso de uma maneira que eu jamais tinha experimentado, e sua presença agia como um bálsamo que eu precisava e nem sabia. Com ele, eu me sentia segura para assumir as partes de mim que eu costumava negar por medo de ser julgada. Aquilo o tornava tanto fascinante quanto desconcertante.

Então, nas primeiras vezes que se encontram, vemos sempre Hayden bem interessado e a Tenley, coitada, super assustada. Mas Cassie resolve dar uma forcinha e a manda entregar alguns livros no estúdio de tatuagem e eles começam a interagir, e a Tenley se solta um pouco. Ele sente como se algo o atraísse para ela, mas não sabe bem explicar o quê.

Hayden era parcialmente responsável pela minha incapacidade de me acalmar. Não importava quantas vezes eu falasse com ele, a intensidade da minha reação não diminuía. Bastava apenas uma olhada para perceber com clareza que ele era destemido, desapegado e desinteressado pelas restrições consideradas aceitáveis pela sociedade; Hayden era a personificação de tudo o que eu não era, mas queria ser. Passei toda a minha vida tentando colorir dentro das linhas, só para acabar sufocada por elas. Hayden destruía as convenções sociais. A simples presença dele já era marcante. Eu o achava fascinante, e era por isso que tentava manter uma distância segura.

Tenley, então, pede que Hayden tatue um desenho de asas em suas costas. No entanto, não é um desenho qualquer. As asas, contrariando o senso comum de representar liberdade, são extremamente detalhadas e carregam grande carga emocional nelas, levando-o a pensar que são tristes e uma espécie de punição.

Levei alguns segundos para processar a imagem, ou talvez a dualidade que ela exprimia. As asas tinham um quê de angelical, mas ao mesmo tempo algo de Dalí, pareciam escorrer da página. Eram dilaceradas e fustigadas, como se uma tempestade as tivesse devastado. A mistura da escuridão em algo que deveria ser celestial era magnífica. Fogo consumia a parte de baixo das asas, maculando sua perfeição. Faíscas surgiam por entre os buracos e a brasa queimava forte nas penas que caíam e se desintegravam. A parte de cima das asas ainda estava intacta. Tinha um brilho prateado-dourado, como se o sol brilhasse sobre ela e evitasse que se danificasse ainda mais. Não era apenas um desenho. Era um símbolo de uma batalha interna, esperança versus destruição, ou, possivelmente, o oposto.

Ele imagina que ela tenha algum trauma do passado, mas não faz ideia da dimensão do ocorrido. Tatuá-la significa não poder ficar com ela, já que eles têm uma regra no estúdio de não se envolver com as clientes, mas ele não aceita que ninguém mais o faça e também sabe que será catártico pra ela, talvez até uma forma de libertação, por meio da dor.

Asas costumavam simbolizar liberdade, mas naquele desenho o fogo ardente e a destruição tornavam o voo doloroso. Como se ganhar a liberdade tivesse sido a causa de tanto sofrimento. No entanto, mesmo em meio à escuridão penetrante, ainda havia um toque de luz. Eu queria que houvesse um equilíbrio no desenho, porque, naquele momento, parecia que as trevas estavam ganhando. Eu sabia muito bem como era isso; a maioria das minhas tatuagens refletia o mesmo tema.

Toda a força que Hayden aparenta ter esconde diversas cicatrizes e ele usa o controle como mecanismo de defesa contra a dor.

A normalidade aliviou um pouco a minha ansiedade.

Alguns dias, o toc fugia do controle; aquele era um deles.

Em meio ao caos, encontrei uma maneira de lidar com a dor. A organização tinha um efeito calmante. Havia paz na perfeição. O controle absoluto sobre tudo na minha vida, da arrumação do meu apartamento às pessoas com quem eu escolhia me relacionar, tornava a vida tolerável. Houve dias em que o isolamento foi difícil demais de suportar, mas valeu a pena. Eu controlava quem se aproximava de mim e quanto. Mas isso não estava funcionando com Tenley. Ela era a nova variável, desafiando todos os meus limites. Não importava quanto eu controlava o meu ambiente, não conseguia conter a tempestade dentro de mim.

A tímida Tenley dá lugar a uma mulher que sabe o que quer. Apesar de achar que não o merece, ela decide aproveitar esses momentos enquanto pode; ela acha que seu “karma” voltará para assombrá-la e retirar sua felicidade não merecida.

— Você tinha razão, ok? Ele é completamente irresistível. E lindo, tipo, é absurdo, uma delícia gostosa.

Aos poucos, eles se envolvem de forma irreversível, passam a confiar um no outro, mesmo que Tenley tenha sempre um pé atrás porque acaba por não lhe contar um detalhe fundamental de seu passado, que é revelado pela pior pessoa possível. Partes de Tenley que ela tenta esconder do mundo, como os pesadelos terríveis, nos quais ela grita desesperadamente e revive o seu trauma, passam a ser não só conhecidos, mas também atenuados pela presença de Hayden. A carência que sentem é suprida pela proximidade e amor, tornando-os inseparáveis em pouco tempo. No entanto, como há a grande omissão de Tenley na história, há sempre uma barreira.

Então, o que fazer quando se está feliz e tudo desmorona? Como seguir em frente?

Hayden era o oposto de todos que eu já tinha conhecido. Ele desafiava convenções em todos os sentidos, e isso aumentava minha queda por ele. Não tinha apenas uma beleza extraordinária, mas também era inteligente e intenso. Por trás do exterior durão, dos comentários cheios de segundas intenções e do flerte, se escondia um lado sensível. Contudo, assim como eu, ele era fechado; as tatuagens formavam paredes em torno dele. Eu sabia tudo de paredes, havia construído as minhas próprias. Por ele, eu queria deixá-las cair, mesmo que só um pouquinho. Era algo perigoso a se contemplar porque, ao fazê-lo, elas poderiam muito bem desabar completamente.

Eu estava começando a pensar em Tenley como minha. Pela primeira vez na vida, eu queria alguém para mim. E iria aceitá-la do jeito que viesse.

Eu entendia. Tenley não tinha sido simplesmente ferida; ela fora destruída.

Mas não pensem que o livro é só feito de partes tristes. Hayden, quem diria, é totalmente viciado em cupcakes. Sim, ele consegue tornar sexy um simples bolinho. 😉 Com essa fissura toda, há partes bem engraçadas. Não, não tentem roubar o cupcake do garoto. 😛

Lisa, Chris e Jamie, colegas de trabalho de Hayden, também são um show à parte. Além de Sara, vizinha de Tenley, que protagonizará os livros 1.5, 2.5 e 3. 

A grande questão é que nenhum dos dois acredita que merece ser amado. Imersos em seus traumas, ambos tiveram/têm pessoas que só os colocam para baixo, que fazem de tudo para mantê-los dominados e culpados. Assim, o envolvimento deles lhes mostra que um pode ser a salvação do outro. No entanto, no caso de Hayden, o trauma já aconteceu há mais tempo; ele já teve seu período de fundo do poço e, com a ajuda dos amigos, se reergueu. O trauma da Tenley é recente demais e, até então, ela não havia encontrado algo ou alguém em que se segurar ou pelo qual lutar. Quando Hayden surge, ela fica muito dividida entre viver aquele momento e arriscar perdê-lo ou fechar-se para não correr o risco de se machucar. Pra piorar, ela acaba deixando a omissão e a negação assumirem o controle dos acontecimentos e, como se pode imaginar, isso não pode acabar bem. :/

Não acho que seja possível mensurar e comparar traumas, já que cada pessoa reage às situações de uma forma diferente. Hayden tentou entorpecer a sua dor com álcool, drogas e mulheres. Já Tenley fugiu e vive em negação, achando que pode varrer para debaixo do tapete as decisões que precisa tomar.

Talvez fosse daí que vinha nossa conexão: estávamos ligados pela dor da perda.

O livro fala de dor, mas também da cura através do amor. Ensina-nos que, apesar de acharmos que nossas ações podem levar a eventos traumáticos, não há só esse fator envolvido. Fatalidades acontecem. A grande questão é aceitar que não é sua culpa e não deixar que isso molde o seu futuro, impedindo a sua felicidade. Todos merecem amar e ser amados.

— Todo mundo tem cicatrizes, Tenley. Com sorte, elas permanecem só do lado de fora.

Eu não merecia ter Hayden. Eu não merecia ninguém. Meus sonhos tinham se tornado uma premonição: eu era despedaçada demais para ser amada. Eu jamais poderia dar a Hayden tudo de mim.

Uma coisa que amo nesse livro é a narrativa alternada entre eles. Ver uma mesma cena sob dois pontos de vista torna a experiência muito mais forte e emocionante.

Não podia deixá-la ir. Não sem lutar.

Sabe quando, lá pelo fim de um filme, o protagonista resolve dar uma de macho (mesmo que seja mulher) e resolver a questão e a gente grita: “aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh, vai, vai, vai”? Pois é, nessa citação acima eu reagi exatamente assim. Estou nesse vai, vai infinito e sonhando com o livro 02 (Operação ‘Suma, preciso de mais Hayden e Tenley’ ativada!).

Momento pidão da resenha:

Querida e amada Suma (sintam o clima), soube que o livro 02 pode sair em dezembro, mas sabe o que é? Não dá pra sair amanhã? 😀 Prometo me comportar pelo resto do ano. 😛

Não adiantou? Tá, hora das armas pesadas, meninas. 😡

Suma, Hayden está em meu poder!!! Só o soltarei mediante publicação do livro 02!!! #risadamaligna aaaaaaaaaaaa

Melhorou? Estou necessitada. 😥 Diz que simmm.

Esse livro com certeza está entre os meus queridinhos do ano e eu o recomendo pra toooodo mundo. Leia. Leia. Leia. Deixe Hayden e Tenley te surpreender.

Leia um trecho aqui.

Onde adquirir esses livros lindos:

Doce tatuagem (somente e-book) – Série À Flor da Pele – livro 0.5

Compre pela Amazon: físico e ebook, ou Buscapé.

Muitos beijos. ❤

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7 comentários em “[Resenha] À Flor da Pele, de Helena Hunting – @suma_br

  1. Meninas, a Suma confirmou: janeiro de 2016. Agora, é aguentar a ansiedade, né? Assim que lançarem a pré-venda, a gente avisa, tá? Bjs.

    1. Amanda e demais meninas que perguntaram, vi que uma moça perguntou na página da Suma Romance no fim de setembro e eles disseram que era em janeiro de 2016. Só pra confirmar, perguntei de novo, mas ainda não me responderam. Vamos trabalhar (e ansiar) com essa data. Qualquer informação diferente, eu aviso vocês, tá? Bjs. ❤

  2. Oie sou igual a vc adoró ler e amo a flor da pele.ele entre meus cinco mais.por favor qdo sai marcados para sempre me avise.ate la voy tentar conter a ansiedade.bjs

    1. Oi, Eloana, obrigada! ❤ Estamos loucas, né?
      A editora não divulgou mais nada, mas, assim que souber, pode deixar que corro e conto, tá?
      Bjs.

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