Resenha

[Resenha] Tensão, de Gail McHugh – @editoraarqueiro

E por hoje me sentir um pouco DJ, vou resenhar sob trilha sonora!

Livro: Tensão
Autor: Gail McHugh
Editora: ArqueiroCapa do livro 1

TENSÃO - CAPA

Sinopse 1Após a morte da mãe, a vida de Emily Cooper vira de cabeça para baixo. Ela precisa de um novo começo, e Dillon Parker, seu namorado, a convence a se mudar para mais perto dele a fim de passarem mais tempo juntos. Em Nova York, Emily arranja um emprego temporário como garçonete em um restaurante no centro de Manhattan. Ao sair para fazer uma entrega logo no primeiro dia de trabalho, ela esbarra em Gavin Blake, um empresário sexy e bem-sucedido. Assim que seus olhares se encontram, há uma tensão no ar, mas nenhum dos dois consegue entender ou explicar essa forte conexão. Atormentada, Emily tenta não pensar muito naquele desconhecido que mexeu tanto com ela.

Porém, ela descobre que Dillon e Gavin são amigos e que terá de conviver com ele muito mais do que poderia ter imaginado. Perdida em sentimentos confusos, Emily sente o desejo por Gavin crescer e se tornar mais ardente a cada vez que se encontram. Será que os dois vão resistir à tensão ou se entregar a essa paixão, apesar de todas as consequências?

Resenha 1Esse lindo e polêmico livro nos ensina que têm coisas que merecem ser quebradas: regras estúpidas, noivados estúpidos, promessas estapafúrdias e os porta-retratos dos romances estúpidos. Siiim meninas, esse romance é daqueles cheios de reviravoltas, surpresas, momentos “really hots”, e momentos de confusão mental, sua e da protagonista!

Emily é a típica garota por quem o leitor se apaixona: batalhadora, sensível, humilde e cativante. No passado lidou bravamente com a doença de sua mãe, e foi apoiada incondicionalmente por seu noivo Dillon. Prometendo à sua mãe que Dillon seria o escolhido, embarcou com o moçoilo em uma viagem que mudaria a sua vida. New York deveria trazer a Emily a oportunidade do recomeço, o afastamento da tristeza, do sentimento de perda e exaustão. A linda Emily nunca esteve tão enganada (literalmente!!!), porque New York lhe trouxe a reviravolta, o despertar, a feia verdade de seu noivo e, mais importante, um lindo, sexy, perfeito e descomunalmente apaixonado Gavin.

Dillon, o noivo de Emily, é o sonho de consumo de toda mulher problemática. O crápula, sem vergonha, sem educação e desrespeitoso bofe, é capaz de fazer a leitora odiá-lo já na página 21, com a seguinte pérola: “Você está parecendo uma universitária patricinha chorona.” Ah, o charme dos canalhas é sem limite, concordam? O traidor se aproveita da promessa que Emily fez a sua mãe, e contempla nossa linda protagonista com uma sucessão de mentiras, agressões verbais e manipulações, sem um osso de arrependimento em seu corpo. É “amigo” de Gavin, e com um toque de mestre, saberá levar Emily exatamente onde a quer.

Gavin, o sonho de consumo de toda leitora desavisada: o desapegado emocionalmente, o playboy sorridente e despreocupado, gentil e escorregadio, mas que respeita as mulheres de sua vida, em especial sua irmã Melanie e sua mãe. Seus sobrinhos Teresa e Timothy são o toque familiar que faltava ao livro, porque esses 02 são fofos demais, amei as cenas em que interagem com o tio “babão”. Com essas pinceladas do comportamento de Gavin, nós, devagarzinho, começamos a entender que na verdade ele é o par perfeito não só de Emily, mas o modelo de lisura e de romantismo, que não só está pronto para constituir família, como pronto para dar a Emily a vida perfeita com a qual ela nunca sonhou:

Página 52:

GAVIN

Página 89:

– Melanie, minha cunhada, está aqui em algum lugar – disse Gavin, o olhar percorrendo o quintal.

Antes que pudesse perguntar à mãe onde ela estava, os sobrinhos saltaram sobre suas costas, vindos do nada. Rolando pelo gramado com os dois, Gavin ergueu os olhos para Emily e riu.

– Bem, esta é a prole dela.

– Tio Gaffin! Para de me fazer cócegas – guinchava a menininha, os cachos dourados caindo no rosto enquanto ela atirava a cabeça de um lado para outro sob o ataque do tio.

– Eu te ajudo, Teesa! – gritou o garoto.

Como um verdadeiro herói salvando uma donzela em apuros, ele começou seu próprio ataque de cócegas a Gavin.”

Como a leitora já entendeu, não existe triângulo amoroso. Como em um bom filme de suspense, você irá se pegar gritando com a protagonista para não seguir o “Freddy Krueger” literário que atende pelo nome de Dillon. Mas fazer o que? Nossa protagonista se revela surda, muda e acéfala, pobrezinha.

Vamos agora aos momentos “dançantes” da história:

The Clash

Em todos os momentos de incerteza, vergonha e dúvidas de Emily, leia a história ouvindo “Should I Stay or Should I Go”. Porque? Porque você terá que ter muito bom humor para não amaldiçoar Emily, a Gail McHugh, o som alto do vizinho e até a “moça do tempo” que errou na previsão de novo. Vou avisá-la, cara leitora, esses momentos “dois para lá, dois para cá” de Emily provoca irritação até ao mais bravo e centrado monge. Pense bem: você está em uma estrada central com 02 placas laterais: uma diz CÉU, e outra INFERNO. Você teria dúvidas sobre qual caminho seguir? Pois é, Emily teve!!!!!!!!! Por que, oh por que entendedores de Freud, Emily ainda duvida de seus sentimentos e de Gavin, acredita nas mentiras descabeladas de Dillon, e escolhe o caminho da placa errada???

Nina Simone

Já no momento em que a “lâmpada” de Emily resolve funcionar, e finalmente ela reconhece o amor de Gavin, ouça “Feeling Good”. A leitora vai ficar naquela expectativa do “agora vai, eita que agora vai”:

Página 240:

Abrindo a porta, ele quase se esqueceu dos sapatos, mas isso não tinha importância, pois deu de cara com os mais lindos olhos verdes o encarando. Eles não o cumprimentaram. Palavras eram desnecessárias. Ambos compreenderam, no mesmo momento, que falariam tudo por meio de suas atitudes antes de o dia amanhecer.

Falcão

E no “gran finale” desse descompasso todo, com o escorregão que ninguém estava esperando (em que Emily faz Gavin “dançar”), ouça a boa e velha canção interpretada pelo nosso brasileiríssimo Falcão. Sinta-se solidária a Gavin, imaginem-se sentados na sarjeta, bebendo vinho (de boa safra, por favor) e cantando a plenos pulmões a “ode” de todo aquele que levou um pé no traseiro.

Força Gavin! O segundo livro, Pulsação, já está em pré-venda, e tenho certeza de que nele você mostrará seu lado austero e alfa, e nos entregará uma linda reviravolta nessa tensa história de amor.

Alguém mais está ouvindo o refrão de Darth Vader, hein, hein?

A Editora Arqueiro fez um excelente trabalho; a tradução, diagramação e capa estão perfeitos e, tão importante quanto, o segundo volume da série Collide já está no forninho! Garanta os seus:

Tensão: Amazon: (ebook e físico) e Buscapé
Pulsação: Amazon: (ebook e físico) e Travessa

sobre o autor 1

 

Gail McHughGail McHugh estreou na literatura com Tensão, que, junto com sua continuação, Pulsação, figurou na lista de mais vendidos do The New York Times. Chocólatra assumida, ela é casada há mais de quinze anos e tem três filhos.

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2 comentários em “[Resenha] Tensão, de Gail McHugh – @editoraarqueiro

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