Resenha

[Resenha] A Morte de Sarai, de J. A. Redmerski

Olá, boa tarde!

Já conhece o livro A Morte de Sarai?
Então conheça nossa opinião sobre ele.

A morte de Sarai - quebra de texto

Livro: A Morte de Sarai

Autora: J. A. Redmerski

Editora: Suma de Letras

capa do livro

A Morte de Sarai - J. A. Redmerski

sinopse

Sarai era uma típica adolescente americana – tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo – foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em ‘A morte de Sarai’ quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

resenha

E quem morreu não foi Sarai, OK!

Lembra-se de quando você jogou Detetive, se divertiu muito tentando descobrir quais dos seis suspeitos, com quais das seis armas e dentre os vários aposentos, havia cometido o suposto assassinato?

Você cresceu, agora o jogo é outro e muito, muito mais divertido. A linda capa do livro tem aquele apelo emocional de suspense, e isso é o que mais te prenderá à história, ora narrada por Sarai, ora narrada por Victor.

Sarai é uma guerreira, e seu instinto de sobrevivência vai levar os leitores a uma história absurdamente crível e impactante. Sequestrada e mantida em cativeiro no México, ela fará o impossível para fugir do destino que lhe foi imposto:

Página 07:

“Ela quer voltar para casa tanto quanto eu queria quando fui trazida para cá aos 14 anos. Mas ela sabe, tão bem quanto eu sabia, que talvez fique aqui para sempre, e o peso dessa realidade é o que acaba por fazê-la se calar de novo.” (Sarai)

Javier, o sequestrador, e sua irmã, são duas anomalias genéticas, dois seres desprezíveis que despertarão o próprio instinto assassino do leitor. Fantasiei muitas vezes com o destino desses dois, e de maneiras bem criativas. Coincidência ou não, o fato de que muitas vezes vimos notícias de mulheres e crianças mantidas em cativeiro, faz com que “devoremos” o livro A Morte de Sarai, na esperança de que ao menos nossa querida personagem encontre sua felicidade.

O contraponto da sina de Sarai será o belo, o anjo negro, o assassino de aluguel mais sexy da minha biblioteca: Victor!!!

Com o sucesso da fuga de Sarai, acobertada por Victor, o leitor experimentará aquele frenesi de “corra, Sarai, corra!”, ou mesmo “mate ele, Sarai”, ou “mate ele, Victor”, etc. Não estou brincando: esse livro tentará o mais zen e pacifista dos leitores, porque além de se comover com o sofrimento experimentado por Sarai, o leitor acreditará realmente que Victor tem alma (o que até agora estou tentado descobrir), que Sarai agora está salva (ainda não tenho muita certeza disso), e que a química sexual entre os dois é uma das coisas mais hots já lidas (disso eu tenho certeza).

Nas famosas animações do cinema, a princesa ataca seu agressor com uma frigideira e o príncipe promete proteger sua amada para todo o sempre. Eles se casam e são felizes para sempre, não é?

Já Victor e Sarai são a versão dark e muito quente de romance envolto no melhor suspense. Ele é imprevisível e, lembremos, um bad boy mandão, frio e insensível, que ainda assim fará Sarai sonhar com uma vida sem dor. Aquela tensão sexual e o iminente perigo entre eles vão gradativamente fervilhando, a ponto de quase acabarmos nos esquecendo da meta inicial de Sarai, que é a liberdade, e desejando que ela permaneça cercada de perigo e insegurança:

Página 58:

“- Sim – murmuro – Confio em você.

-Ótimo – diz ele, em tom suave, e sai lentamente de cima de mim.

Fico imóvel, pensando muito mais em Victor e no que ele acaba de fazer comigo do que na ameaça mais imediata. Parte de mim nem se importa com o que ele vai fazer, com o fato de que ele está prestes a…” (Sarai)

Ah, não vou contar.

Dentro das 255 páginas do livro, você verá o quão mordaz é J. A. Redmerski, que surpreendeu a nós todos quando saiu da brisa suave da série Entre o Agora e o Nunca, para a aclamada série Na Companhia de Assassinos.

Entendeu agora porque você terá que aprimorar seus instintos do jogo de Detetive, e rebolar muito ao tentar adivinhar o culpado?

Elementar, meu caro Watson, digo, leitor: AssassinoS!!!

Victor não age sozinho, e agora o perigo rondará Sarai tão sutil e delicadamente quanto, sei lá, uma avalanche de pedras! Então, façam suas apostas e acompanhem a nada doce vida de Sarai e seu lindo companheiro Victor. Eu aposto nesses dois, e se Sarai enjoar de Victor pode enviá-lo para mim:

Página 182:

“Talvez parte de mim torça para que ela não sobreviva à missão, porque então ficarei livre de minhas…limitações com relação a ela. Mas outra parte, a parte com a qual ainda estou lutando, que a trouxe comigo tão longe…Essa é outra história.” (Victor)

A Editora Suma de Letras arrasou na escolha da capa, mais bonita e envolvente do que a original, e com um papel diferenciado, elegante (se alguém souber o nome, depois me diga). Tanto a tradução quanto a diagramação também estão perfeitos, e o tamanho da letra ficou confortável para o leitor.

sobre-o-autor

J. A. Redmerski J. A. Redmerski é a autora de The Edge of Never, da trilogia Darkwoods e Dirty Eden . Ela é fã de lobisomens e zumbis, viciada em livros e obcecada pelo universo de The Walking Dead. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, com seus três filhos e um maltês.

2 comentários em “[Resenha] A Morte de Sarai, de J. A. Redmerski

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