Resenha

[Resenha] Quase sem respirar, de Rebecca Donovan

Ei pessoal, hoje é dia de resenha. Estão prontos?
Então separem a caixa de lenços e preparem-se.

Livro: Quase sem respirar

Autora: Rebecca Donovan

Editora: Pandorga

capa de livro

 

Capa_Quase_Respirar_alta

sinopse

A luta de Emma contra uma vida doméstica abusiva chegou a uma conclusão sufocante nos capítulos finais de “Uma razão para respirar”. Agora todos de Weslyn sabem seu segredo, mas Carol não poderá mais feri-la.
Alguns ainda são assombrados pelo horror daquela noite, e alguns devem enfrentar as consequências de suas próprias escolhas.
Fãs do romance de estreia de Rebecca Donovan vão descobrir que ainda há muito a aprender sobre a vida de Emma

resenha

Ah, chegou a tão aguardada continuação de Uma razão para respirar. O segundo livro da trilogia, aquele que esperamos com ansiedade por respostas…

O que dizer dele? Pensei em tantas coisas enquanto o lia. Quando terminei, tive que esperar, aguardar alguns dias para retornar à resenha, porque eu me apeguei tanto a história, que realmente cheguei a ficar abalada, sentindo um vazio, uma tristeza…
Quando eu peguei o livro, senti um alívio tão grande, que chegou a ser engraçado. A ansiedade por ele era enorme, que eu ria de tão empolgada e deixei a história de Emma tomar conta de mim, como no primeiro livro, de uma tal forma, que quando terminei de ler, estava desgastada, arrasada, com o coração apertado, e chorando como se a dor dela fosse minha.

Não é segredo para ninguém que essa trilogia mexe comigo e virou meu xodó. Eu já expliquei o motivo na resenha do primeiro livro, mas eu não imaginava que esse segundo pudesse ser tão intenso quanto o primeiro.

Tenho um péssimo defeito em me desinteressar rápido pelas coisas. E com livros não é diferente: chego a abandoná-los pela metade, pelo simples fato de me desinteressar pela história, principalmente se possui muitas páginas. Sim, é um péssimo defeito. 😦
Então, quando eu vi o tamanho do Quase Sem Respirar, 558 páginas, me deu um frio na barriga e um receio de não conseguir prosseguir com a resenha, mas estava completamente enganada. A cada capítulo, o receio diminuía, porque a história me envolvia de uma tal forma, que o final chegou e eu queria mais.

Li em determinadas resenhas e comentários, que Emma era uma boba, que merecia um ‘sacode para acordar’. Mas não penso assim, ela tem toda as razões e o direito de ser assim,  sendo tão quebrada. Não podemos julgá-la.  Os segredos foram se revelando, as dúvidas que surgiram no primeiro livro foram sendo esclarecidas, e eu fui entendendo cada atitude dela.

Desta vez, Emma escapou da morte ao ser salva das garras de sua tia Carol. Depois de achar que já havia enfrentado tudo que podia, com Carol presa, George e as crianças morando longe, ela resolve dar uma segunda chance a sua mãe e mudar-se para casa dela. Uma decisão que de fato, mudará o rumo de sua vida e mostrará que, infelizmente, ela ainda pode enfrentar mais.

Agora, Emma  luta contra outro monstro. Longe da violência doméstica, agora ela enfrenta o alcoolismo de Rachel e a avalanche de problemas que vêm junto com a garrafa.
Atordoada com tudo o que passou no convívio com a tia má, Emma, sofre de insonia e o pouco que dorme, tem pesadelos horríveis. Encontra consolo na companhia de Jonathan, o namorado de sua mãe, que é um pouco mais velho que Emma, e também tem segredos e medos que não o deixam dormir. Emma enxerga em Jonathan, uma pessoa que também sofre e tem problemas como ela, e consegue se abrir, dizer coisas que nunca disse, nem mesmo a Evan, e então, uma cumplicidade se forma.

“Ele é o único que entendia a escuridão dentro de mim, e eu podia contar coisas a ele que eu não contava para mais ninguém. De maneira egoísta, não queria abrir mão dele.”

Mas Rachel é egoísta e manipuladora. Com ciúmes de Jonathan, ela usa a bebida pra chamar atenção, se meter em confusão e falar o que quer, acusando Emma de ser a culpada por tudo de ruim que aconteceu em sua vida após o acidente que a deixou viúva.

Gif bebedeira

Nesse livro, Rebecca retrata o alcoolismo como problema central. O que em muitas famílias, é uma triste realidade. A forma como Rachel se agarra ao líquido como se ele fosse uma borracha que pode fazer apagar todos os problemas de sua vida. E ela de fato, acredita nisso, por que no outro dia, finge esquecer de todos os problemas que causou.

“– Ele abranda meus sentimentos – continuou ela. – O álcool – esclareceu ela -, faz a dor ficar suportável.”

alcoolismoEmma, em determinados momentos, se sentia impotente, e a única opção que tinha, era realmente fingir que nada havia acontecido, ou aceitar desculpas débeis, choros descontrolados de arrependimento, limpar toda a bagunça e esquecer as palavras cruéis que foram disparadas contra ela na noite anterior.

“Era difícil ouvir o choro dela. Eu sentia dor por dentro e queria aliviar a mágoa, mas não o fiz.”

E através dessas palavras cruéis, é que a história se encaixa e descobrimos o que de fato aconteceu na vida de Emma. O acidente do pai, o porque dela ir morar com os tios, o abandono da mãe, e até mesmo o que aconteceu na noite em que Emma quase morreu. As perguntas são respondidas, as dúvidas sanadas e como eu disse, entendemos o porquê dela ser tão fechada, a ponto de bloquear as memórias, inconscientemente, para que o sofrimento que já é enorme, se tornasse um pouco brando.

“Eu quebrei a parede. Aquela parede que me protegia de tudo que me machucava. Eu me abri e senti a dor dela, a minha dor, e me tornei a filha dela…”

O que achei interessante neste livro é que a autora conseguiu nos prender, e mostrar  a importância de cada personagem na vida de Emma, principalmente Jonathan, Evan e até Rachel. Antes que você me pergunte… Não, não há um ‘triângulo amoroso’. O amor de Emma e Evan continua muito presente e a ligação entre os dois, se aprofundou ainda mais, depois do último acontecimento.

Emma e Evan gif

E  por mais que o desfecho seja bem ‘estilo’ do primeiro livro, de te deixar literalmente ‘quase sem respirar’, na minha opinião, não consegui ter raiva de ninguém. Com a aproximação do final, a cena muito bem detalhada, meu coração se apertava e uma dor me atingia como se eu realmente estivesse lá, o que me fez ansiar desesperadamente pelo terceiro…

“Era isso o que estava acontecendo, estava presa em um ciclo de pesadelo sem fim.”

Cinco estrelas? Siiim! Isso porque não tenho como dar mais. Já fico imaginando como ficarei quando enfim forem lançados os filmes da trilogia. 😥

Antes de encerrar, quero parabenizar à toda equipe da Pandorga pelo belo trabalho com o livro que está impecável, e a capa linda. E agradecer à Beatriz (Bea) e a Petúnia que nos trataram muito bem na Bienal, me disponibilizaram o livro para resenha e alguns mimos como bottons e marcadores para que pudéssemos fazer a festa nos sorteios do blog.
Meninas, foi muito legal conhecer vocês pessoalmente. :*

Bom, é isso. Agora vou ali, fingir sanidade enquanto o terceito livro não sai. Enquanto isso, convido vocês a curtirem a página da trilogia no Facebook, para ficarem por dentro de todas as novidades.

Onde comprar: Saraiva

Beijos!

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5 comentários em “[Resenha] Quase sem respirar, de Rebecca Donovan

  1. Então,quero saber mesmo é sobre Emma e Evan. Eles ficam juntos nesse segundo livro??? Porque não é possível eles se separarem. Ele tem que confiar nele mais do que em qualquer outra pessoa. Ele prova o tempo todo que a ama. Ele é bem maduro para a pouca idade. Enfim… Eles ficam juntos nesse segundo livro???? Suas resenhas são ótimas,parabéns. Até mais,espero sua resposta. Boa noite!

    1. Oi, Flávia, que bom que gosta das resenhas. Fico feliz! ❤
      Olha, não posso soltar spoiler aqui, pq muitos que acompanham o blog ainda não leram os livros, mas posso te dizer que muita água ainda vai rolar…
      O final é bem 'estilo' do primeiro: termina, e a gente fica com cara de boba, perguntando o que aconteceu. rs
      Mas o terceiro livro vem pra responder todas as perguntas, e nos deixar mais apaixonada ainda pelo Evan.
      Entããão, não desista, continue lendo. 😉
      Logo trarei a resenha do último livro.
      Beijos!

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