Resenha

[Resenha] O lado bom da vida – livro e filme

o lado bom da vidaOlá meninas!! Estou aqui como colaboradora convidada hoje. Estou começando um blog que fala sobre diversos assuntos, o Além do rostinho bonito,  e fiz essa resenha pra lá. Mas como a Andréia gostou nós decidimos compartilhar com vocês também. O post vai ser um quase desabafo de mais uma ‘sofredora’ do relacionamento de amor e ódio de quando se lê um livro e assiste o filme baseado nele.

Acho melhor começar falando do livro (meu preferido entre os dois). Bom, ‘O lado bom da vida’ (da Editora Intrínseca) foi escrito por Matthew Quick (nunca li nenhuma outra obra dele, mas se alguém tiver lido por favor me indique) e conta a história de Pat Peoples, um ex-professor de história, na casa dos 30 anos, que foi internado em um hospital psiquiátrico depois de um incidente envolvendo sua ex-mulher Nikki. Ele chama esse hospital psiquiátrico de “lugar ruim” durante toda a história. Pat não sabe quanto tempo passou lá até que sua mãe decide assumir todas as responsabilidades jurídicas e tirá-lo de lá, e também não se lembra do incidente envolvendo Nikki, por isso acredita que eles estão apenas vivendo o “tempo separados” e que ele deve se esforçar para mudar tudo que não agradava Nikki em seu comportamento, se tornando uma pessoa melhor para assim conquistá-la novamente.

Pat, seu pai, seu irmão, seus amigos, e até seu psiquiatra são torcedores fanáticos do time de futebol americano Eagles, e a história se passa em diversos momentos numa conexão com os jogos da temporada, as idas ao estádio, e ao mal humor do pai de Pat quando os Eagles perdem.

Outra relação engraçada é a de Pat com a música ‘Songbird’ de Kenny G. Pat fica atordoado toda vez que a música toca. Mais para frente você acaba entendendo o significado da música e o por quê de tal raiva embutida.

Em um jantar organizado por Veronica e Ronnie, um casal de amigos de Pat, ele conhece Tiffany, que também passa por um trauma psicológico após a perda de seu marido. No princípio a relação entre eles é bem estranha, mas com o tempo vai nascendo uma grande amizade que acaba por se tornar numa relação de amor. Mas engana-se quem espera um romance daqueles de suspirar, pois a relação chega a ser bem ‘racional’ até.

Vou parar por aqui para tentar não contar toda a história e acabar com a graça do livro, mas digo que vale MUITO a pena lê-lo, pois a narrativa de Pat, além de divertida, te faz refletir por várias vezes nos valores que damos às coisas e às pessoas.

Bom, agora vem a parte chata, que é o filme. Olhando como uma espectadora que não leu o livro, o filme é sensacional (8 indicações ao Oscar não vieram sem motivos né?). Super engraçado e com um toque de romance ‘hollywoodiano’ típico das comédias românticas. Só que pra quem leu o livro como eu, assistir o filme causa momentos de raiva e indignação.

Começa pelo fato de logo no início já revelarem ao Pat o incidente com a sua ex, o tempo que ficou no hospital, e várias outras coisas que só acontecem da metade para o fim do livro.

Também são inseridas coisas inexistentes no livro, como o amigo do pai de Pat, a presença de policiais constantemente, o fato de o pai de Pat ser um apostador e ter TOC, o amigo de Pat fugindo diversas vezes do hospital, a aparição de Nikki, o ritmo dançado por eles no final do filme é totalmente diferente, entre outras diversas falhas que eu poderia apontar caso tivesse assistido ao filme anotando-as.

Como eu disse anteriormente, muito da história se passa envolvendo os Eagles, e no caso do filme isso é muito pouco utilizado. Além de que o filme mistura diversas partes do livro, se tornando confuso até.

Sinceramente só posso aconselhar a quem viu o filme que leia o livro, pois é bem mais divertido e completo do que o filme.

E para quem já leu o livro que se realmente quiserem assistir ao filme que vá de cabeça aberta e sabendo que muitas coisas não farão sentido. O elenco (Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro, entre outros) dá um show de interpretação e é bem fiel aos perfis dos personagens (exceto o Robert De Niro, mas acho que isso é culpa dos roteiristas que mudaram demais o pai de Pat). Vale a pena assistir? Sim, mas sempre com o pensamento de que o filme não se compara ao livro.

Enfim, espero que a minha dica seja útil e que vocês possam curtir bastante essa leitura ou essa ida ao cinema.

Beijos

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 2.5 Brasil.

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8 comentários em “[Resenha] O lado bom da vida – livro e filme

  1. Pah, amei sua participaçao aqui no EBTB!
    Estava morrendo de vontade de ler esse livro, e agora fiquei com mais vontade ainda. 🙂
    Vou tira-lo da fila de livros para ler, para passar para a fila de prioridades…. Hahahahahahahahaha

    A casa eh sua, minha linda. Volte qdo quiser!

    Bjooooo

  2. Bem,eu vi o filme,apenas. E,claro,me apaixonei!!! Ao contrário da maioria,não acho que seja assim,tão comédia,não, É bem mais que isso. Todo o processo de negação/aceitação pelo que passam os personagens… nossa!! É super!! Claro que tem mts momentos engraçados,é um filme leve,apaixonante,super gostoso,como vc disse,Pah.Concordo plenamente!! Agora,depois de ler sua resenha,quero ler logo o livro!!! Você me aguçou ainda mais a paixão pelos personagens e suas histórias!! Bjs!!!

    1. Obrigada Cris! Também sou dessa opinião, e a maioria das pessoas que eu converso também. Não tem jeito, pra virar Hollywood perde sempre um pouco da essência. Mas te recomendo ler esse sim, é uma história leve, divertida e super gostosa!
      Beijos 🙂

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