[Campanha] Semana Passarinha de Conscientização do Autismo‏ – Editora Valentina

Olá pessoal, hoje o post é sobre conscientização. No dia 02 de Abril, comemoramos o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Uma data decretada pela ONU (Organização das Nações Unidas), desde 2008.

Sempre neste dia, vários monumentos importantes no mundo inteiro se iluminam com luzes azuis para celebrar a campanha. Aqui no Brasil, monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, também aderiram à causa.

Mas por que a cor azul? 

Essa cor foi definida como símbolo do autismo, porque a síndrome é mais comum em meninos, (na proporção de quatro meninos para uma menina).

Por que iluminar os monumentos com essa cor?

A idéia de iluminar diversos pontos turísticos do planeta surgiu para chamar atenção da sociedade sobre a síndrome e levantar a discussão a respeito do autismo. Como fazem com o mês rosa, enfatizando a importância do câncer de mama nas mulheres.

O que é o autismo?

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento que se manifesta na infância, afetando três áreas importantes:

** Dificuldade para interagir socialmente;

** Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se;

** Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento varia de intensidade, podendo ir desde quadros mais leves, na qual não há comprometimento da fala e da inteligência, até quadros graves em que o paciente se torna incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e deficiência mental.

Quais as causas do autismo?

Admiti-se a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

Foram identificados por cientistas, vários genes e mutações genéticas associadas ao transtorno, então acredita-se que a maioria dos casos de autismo ocorra por uma combinação de predisposição genética com fatores ambientais que ocorrem durante o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Quais os sintomas?

Os sintomas costumam aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. É mais comum os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em três grupos:

1 – O portador tem domínio da linguagem, é inteligente, não tem dificuldades de interação social, o qeu permite levar uma vida praticamente normal.

2 – O portador do transtorno é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

3 – O portador é completamente ausente de qualquer contato com as pessoas, incapaz de falar, costuma fazer movimentos repetitivos e tem deficiência mental.

Autismo tem cura? 

Infelizmente ainda não. Mas há tratamento. Diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS). E quanto mais rápido o diagnóstico e a intervenção, melhor! Em geral, ela inclui terapia comportamental, terapia ocupacional e fonoaudióloga. Fazendo um tratamento adequado, a criança melhora muito ao longo dos anos, podendo, inclusive ter uma vida independente.

Quais os sinais de alerta?

Deve-se ficar atento aos sinais que o bebê apresenta, como, não sorrir ou expressar felicidade, não reagir a sons, não balbuciar palavras, não dar “tchau”, bater palminhas, e não fazer coisas características de um bebê da sua idade.

Crianças com autismo também possuem dificuldades em brincar, elas se apegam a objetos que normalmente outras crianças não teriam interesse, como garrafas, caixas de fósforo, clipes, e não fazem o uso funcional do brinquedo. Um exemplo clássico é o do carrinho: a criança brinca com o carrinho pelas superfícies e faz sons. Uma criança autista pode enfileirar os carrinhos, dividi-los por cor ou fixar-se apenas em uma parte deles (como as rodinhas, por exemplo – cena típica do filme “Código para o Inferno”, de 1998, com Bruce Willis).

 

semana passarinha

 

Quer saber mais sobre o autismo?

Só dar uma lida nos artigos que usei como referência.

Dr. Drauzio Varella

Revista Autismo

Lagarta Vira Pupa

 

“O Autismo não se cura, se compreende” 

 

Beijos

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Sobre Jamille

Apaixonada por livros desde muito nova. Influenciada pelos meus pais, fiz da leitura uma rotina e hoje praticamente um vício. Mas um vício bom, é claro! Que me possibilita conhecimento e novos amigos.

Publicado em 02/04/2014, em Campanha. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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